Beleza

CREME DE AÇÃO NOTURNA: ENTENDA A DIFERENÇA DESSE TIPO DE TRATAMENTO

Entenda por que alguns desses produtos são receitados apenas para noite e por que é importante seguir essa indicação

Os cremes podem ser prescritos para o uso diurno e noturno. As indicações são inúmeras, entre elas, várias doenças dermatológicas ou até para o rejuvenescimento. Alguns cremes são prescritos para a utilização noturna simplesmente por posologia, mas outros, prescritos dessa forma por outros motivos. 

Vários produtos utilizados em cremes, dependendo da indicação podem possuir ativos que são degradados pela luz do sol e outros que são ativados pelos raios solares. Pela manhã são prescritos, em geral, produtos com protetores solares associados ou com ativos que não são fotossensíveis, não se inativam com o sol e ou não reagem com a luz causando danos à pele. 

A questão principal não é uma ação diferenciada durante a noite, mas se ao creme utilizado de noite somam-se os efeitos dos demais tratamentos que o dermatologista programou. 

Um dos produtos principais usado em tratamentos notrnos é o ácido retinóico e seus derivados. Esta substância em doses terapêuticas ou dermocosméticas são inativadas pela luz, assim como, por exemplo, a famosa vitamina C. 

Quando nós dermatologistas prescrevemos produtos noturnos, além da precaução na efetividade, às vezes gostaríamos de adicionar um hidratante, um anti-inflamatório ou uma substância semelhante ao silicone para obtermos uma ação mais intensa ou proteger a pele. 

Geralmente esses cremes possuem um veículo cuja sensação tátil pode ser menos seca que durante o dia, outros realmente são mais "oleosos" com propósitos diversos, principalmente a hidratação. Durante o dia, alguns pacientes se maquiam, se expõe ao sol, praticam esporte, suam e os produtos para pele devem ser adequados e agradáveis em detrimento do abandono do tratamento e a manutenção do creme. 

Cremes mais "grossos" tem finalidades específicas também. Quando queremos tratar uma doença de pele e prescrevemos a pomada, ela tem mesmo a função de "abafar" a pele com o objetivo tanto para hidratar a pele como para aumentar a capacidade de absorção do medicamento. 

Portanto, é importante estar atento e não banalizar a ação dos cremes. Eles mal empregados não são inócuos e realmente podem trazer complicações não apenas na pele, como para os olhos e para todo o organismo. 

Dra. Bhertha Tamura DERMATOLOGISTA - CRM 67946/SP

RECEITAS CASEIRAS PARA COMBATER A CELULITE
A celulite certamente é um dos problemas que incomoda a maioria das mulheres, deixa a pele com aquele aspecto de casca de laranja . A celulite trata-se de depóstios de gordura e tecido fibroso causando irregularidades na pele que está por cima”; encontrando-se usualmente nas nádegas e partes posteriores das coxas. Hoje iremos ensinar três receitas caseiras para combater a celulite. Confira abaixo quais são elas.
3 Receitas caseiras para combater a celulite

1 - Misture 30 gramas de linhaça moída com 1 colher (sopa) de borra de café em 2 colheres (sopa) de azeite de oliva. Os ingredientes devem formar uma pasta homogênea. Espalhe-a pelo local mais afetado em movimentos circulares. Deixe agir por 5 minutos e enxágue.

2- Misture um tablete de cânfora dissolvido em água até formar uma pastinha. Depois, junte um maço de folhas de hortelã e 100 ml de óleo de linhaça. O creme deve ?car bem consistente. Espalhe-o pela área afetada e espere 10 minutos.

3- Misture 1 xícara (chá) de aveia com pouco de azeite de oliva, mas não deixe a aveia muito encharcada. Utilize a receita um dia antes de passar algum dos cremes ensinados. forma, melhora o aspecto da pele forma, melhora o aspecto da pele.

Fonte: Toda Perfeitas

UNHAS
As unhas podem dizer muito mais sobre a nossa saúde do que imaginamos. Uma simples consulta ao dermatologista pode ajudar a diagnosticar doenças não só das unhas, mas também de outros órgãos bem mais distantes da ponta dos dedos. Por meio delas podemos descobrir doenças hepáticas, pulmonares, renais, alterações endocrinológicas, falta de vitaminas e anemia, entre outras.

As doenças das unhas compreendem cerca de 10% das afecções dermatológicas. Utilizamos no exame clínico uma lupa chamada dermatoscópio que, com uma capacidade de aumento de até setenta vezes, nos ajuda a ver melhor a unha e as suas estruturas.


No consultório, a queixa mais comum é a onicomicose, a micose das unhas, que pode ser causada por vários tipos de fungos. Aparece normalmente como um descolamento, manchas brancas, amareladas e até mesmo esverdeadas, quando associada à bactérias. Essa doença é bem mais frequente nas mulheres que cuidam das unhas em salões de beleza e, muitas vezes, contraem a doença em instrumentos de manicure contaminados e devido à retirada da cutícula, hábito que não é comum em países europeus nem nos Estados Unidos. A cutícula tem um papel importante como barreira protetora para a unha. Por isso, o mais correto é apenas empurrá-la e não cortá-la. Pelo menos 20% da população brasileira se queixa desse problema.

A grande novidade é o tratamento a laser, através do superaquecimento que mata o fungo, recém aprovado pelo FDA. A onicocriptose, unha encravada, que normalmente ocorre devido ao corte inadequado, também é uma das principais queixas. O problema pode ficar tão grave que algumas vezes é necessário fazer correção cirúrgica.

Unhas secas e quebradiças também são queixas frequentes. Isto pode acontecer pela desidratação da lâmina ungueal por uso excessivo de esmalte e acetona ou pela idade avançada, ou ainda por problemas mais sérios como falta de vitaminas, anemia e hipotireoidismo. Outras alterações relativamente comuns são as manchas. Mais uma vez nos deparamos com uma gama de alterações que vão desde lesões inócuas, como manchas de origem racial, uso de sapato apertado e lesões benignas como nevos, até melanoma, um câncer de pele de alta malignidade.

Nem sempre unhas amareladas significam micose. Podemos estar diante de psoríase ungueal por exemplo, uma doença inflamatória que afeta cerca de 1 a 2% da população mundial e que pode iniciar pelas unhas. Na psoríase também observamos outras alterações nas unhas como pitting (pequenas depressões puntiformes), estilhas hemorrágicas que aparecem como marcas lineares vermelhas, mancha em óleo e mancha salmão.

Abordando a parte sistêmica temos alterações bem características de cada caso. Na insuficiência renal as unhas ficam metade branca e metade vermelha, o que chamamos de unha meio a meio. Nas doenças respiratórias, podem se assemelhar a um vidro de relógio. Em alguns tipos de anemia essa semelhança é com uma colher, a chamada coiloníquia. Unhas avermelhadas podem estar relacionadas a problemas cardiovasculares.

São inúmeras as alterações que podem ocorrer nas unhas, indicando problemas graves e outros nem tanto. O dermatologista é o responsável pelos cuidados com elas e, portanto, sua análise faz parte de um exame dermatológico completo.

Veja mais dicas de cuidado com as unhas em www.azulayezanella.com.br

Dr Vitor Azulay - CRM: 17494 SC

Cuidados diários amenizam envelhecimento da pele

Uso de protetor solar e boa alimentação previnem ação do tempo

Com o passar dos anos, a pele, assim como os demais órgãos do corpo, sofre alterações e envelhece. Entre as mudanças, ocorre a perda de elasticidade e luminosidade, além de aparecerem rugas e flacidez. Mas não é só o envelhecimento cronológico que faz com que a aparência da pele mude ao longo dos anos. Fatores externos como o estresse, o fumo e, principalmente, a radiação solar, influenciam e aceleram o envelhecimento da pele, fazendo com que o aspecto da pele seja alterado mais cedo, com o surgimento de manchas, casquinhas, asperezas, rugas e outros sinais do envelhecimento precoce. Apesar de não podermos fazer o tempo estacionar, alguns cuidados deixam a pele mais jovem.

Fatores externos como o estresse, o fumo e, principalmente, a radiação solar, influenciam e aceleram o envelhecimento da pele.O que acontece com a pele?

Na epiderme, começa a acontecer uma diminuição das camadas. O número de células que se descamam começa a diminuir em função da alteração da renovação celular.

Há uma diminuição da produção hormonal e a pele começa a apresentar ressecamento.

A derme passa a apresentar uma diminuição da quantidade e da qualidade do gel coloidal (estrutura responsável pela firmeza, elasticidade e equilíbrio da pele), perdendo sua capacidade de reter a água e de manter o equilíbrio na produção das fibras de colágeno e elastina, que sustentam a pele.

Com isso, a manutenção da firmeza e da elasticidade da pele fica fragilizada. Os vasos sanguíneos vão perdendo a capacidade de eliminar as toxinas do organismo e também de nutrir e oxigenar as células da epiderme. Moral da história: a renovação celular fica prejudicada.

Como se não bastasse, a comunicação entre todas as células, essencial para seu bom funcionamento, fica deficiente e fragilizada, desequilibrando uma série de processos naturais, dentre eles os já mencionados.

O envelhecimento natural

Quando se é adolescente, um dos primeiros sinais de envelhecimento é o surgimento da acne. Depois dos 20 anos, surgem marcas muito finas, principalmente ao redor dos olhos e da boca.

Ao alcançar os 30, você começa a ter as primeiras rugas, uma vez que as fibras de e elastina começam a sofrer alterações e, com isso, acontece a diminuição da densidade cutânea junto à perda de firmeza e elasticidade, afetando o contorno do rosto. A renovação celular e a hidratação natural da pele começam a diminuir também.

Nesta faixa etária, deve-se tratar a pele para estimular suas funções, prevenindo ou diminuindo os efeitos que se acentuarão com o passar do tempo.

Entre os 40 e 50 anos, as fibras de colágeno e elastina não são produzidas como antes e as fibras se desorganizam. A renovação celular torna-se irregular e a pele cada vez mais perde sua hidratação. A queda natural na produção de hormônios traz ainda mais prejuízo a todas as funções da pele. Todas essas alterações fazem com que ocorra perda em sua densidade, firmeza e elasticidade.

Após os 60 anos, as rugas já aparecem de um jeito acentuado, a perda da elasticidade e da firmeza é perceptível e ela se torna muito mais fina, frágil e desidratada. A renovação celular é bastante deficiente e a contínua diminuição das taxas hormonais impossibilita a recuperação natural da pele. É a fase em que os ativos que combatem os sinais do tempo são mais necessários à sua revitalização.

O perigo que vem do sol

O envelhecimento causado pela exposição incorreta à luz solar chama-se fotoenvelhecimento. A partir dos 30 anos, as células que colorem a superfície da pele, os melanócitos, diminuem de 10% a 20% a cada década. Com isso, os melanócitos que ficam se coram mais. Os raios solares nocivos aumentam o número dessas células de maneira errada, causando as manchas senis, outro sinal do envelhecimento cutâneo.

A pele fotoenvelhecida apresenta perda da elasticidade, rugas, manchas escuras ou claras e alterações da superfície, podendo tornar-se áspera e descama com frequência. Já a pele envelhecida em decorrência da deterioração natural do organismo tem uma aparência mais fina, flácida, com pouca elasticidade, mas sem manchas ou alterações em sua superfície.

Para brecar o efeito do tempo

Alguns fatores são inimigos da pele, como o fumo. Fumantes tem rugas profundas ao redor dos olhos, da boca e nas bochechas. Na pele do fumante, a fase das ruguinhas quase nunca existe: os primeiros sinais já são vincos grossos. Além disso, tomar sol em horário inadequado (das 10 às 16 horas) sem protetor solar também causa danos.

O sol tem efeito cumulativo, ou seja, na hora em que você abusa, a consequência é uma vermelhidão seguida de descamação, mas, depois dos 30 anos, as rugas e manchas aumentam. Não fumar, usar protetor solar desde cedo e adequado à sua pele são hábitos que só deixam sua pele mais jovem.

A alimentação também é um ponto forte. É preciso ter à mesa muitas saladas, frutas e alimentos ricos em fibra, além de beber bastante água e comer alimentos antioxidantes - entre eles cenoura, chá verde, frutas cítricas, linhaça e suco de uva integral -, que combatem os chamados radicais livres, que são produzidos naturalmente pela respiração e afetam negativamente o organismo, levando ao envelhecimento precoce.

Além disso, após os 20 e 25 anos, vale a pena pedir ao seu dermatologista que lhe indique um creme ou gel antirrugas.

Para tratar o efeito do tempo

Peelings e outros tratamentos a base de ácidos costumam ser os mais indicados, mas a medicina evolui sem parar: muitos princípios ativos vêm sendo empregados para diminuir os efeitos do tempo na pele. As vitaminas antioxidantes, como a vitamina C e a vitamina E, são benéficas tanto por via sistêmica como tópica e, além do efeito antioxidante, apresentam ação fotoprotetora discreta, que, somada aos benefícios dos filtros solares, melhora também a formação de colágenos.

Por isso, converse com seu dermatologista. Ele vai lhe indicar o melhor tratamento para que você não passe fugindo do espelho, combinado?

Fonte: Minha Vida