Saúde libera R$ 1,7 bilhão para ampliar atendimento em todo o país

Verba será destinada à melhoria dos serviços de saúde na Atenção Básica, SAMU 192 e transporte sanitário. Mais de mil municípios serão beneficiados, garantindo maior assistência para a população

O Ministério da Saúde investirá R$ 1,7 bilhão para qualificar e ampliar o atendimento à população em todo o país. A medida é resultado da economia obtida nesta gestão, que tem possibilitado reverter os recursos integralmente aos usuários do SUS. Essa ação possibilitará o custeio de novos serviços e ações na Atenção Básica, que inclui equipes de saúde da família, consultórios na rua, agentes comunitários de saúde e equipes de saúde bucal. Parte da verba também será destinada à aquisição de novos veículos para transporte de pacientes eletivos e em atendimento de urgência e emergência. O anúncio aconteceu durante evento para apresentação do balanço de gestão do ministério, nesta quinta-feira (13), no Palácio do Planalto, em Brasília.

Para o presidente Michel Temer esses recursos possibilitarão levar mais serviços para os municípios, melhorando a qualidade da assistência. “O que se faz hoje é uma festa cívica para a saúde. Provamos com o trabalho do ministro Ricardo Barros, em parceria com os municípios, a responsabilidade fiscal e social que está acontecendo no Ministério da Saúde. É uma gestão eficiente do dinheiro público aplicando mais recursos para área social. Um estado voltado, de verdade, para a promoção do bem-estar social”, ressaltou.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, celebra o fato da pasta está podendo garantir o funcionamento de serviços existentes, além da habilitação de novos. “Hoje colocamos em dia todas as portarias da atenção básica que estavam represadas desde 2014. Estamos absolutamente em dia com todos os compromissos de coparticipação do Ministério da Saúde com os estados e ainda estamos fazendo um grande trabalho no transporte solidário com mais me mil vans para levar pacientes que precisam de atendimento. Trabalhamos para a entrega de ambulâncias e, neste governo, vamos renovar 57% da frota do SAMU 192. Estamos garantindo segurança para os usuários com essas medidas”, destacou o ministro.


Do total de recursos, R$ 771,2 milhões serão investidos anualmente na Atenção Básica, principal porta de entrada para o SUS. O recurso servirá para custeio de 12.138 agentes comunitários de saúde, 3.103 novas equipes de Saúde da Família, 2.299 novas equipes de Saúde Bucal, 882 Núcleos de Apoio à Saúde da Família, 113 novas equipes de Saúde Prisional e 34 consultórios na rua. 

Ao todo, 1.787 municípios estão sendo beneficiados. Isso significa que mais de 22 milhões de brasileiros passam a ter mais acesso aos serviços de saúde pública. Dessa forma, o Ministério da Saúde está garantindo o credenciamento de todos os serviços da Atenção Básica que constavam documentação regularizada, mas que aguardavam habilitação por parte da pasta desde 2014.

Para o presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, Mauro Junqueira, esses anúncios atendem a um pedido antigo dos municípios. “As medidas anunciadas hoje são um grande anseio e reivindicações dos municípios. Temos há alguns anos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), UPAs, esperando esta habilitação. Esse anúncio de hoje resgata um compromisso assumido de destinação de recursos para prestar um com atendimento para a população”, ressaltou.

NOVAS AMBULÂNCIAS - Outros R$ 1 bilhão serão destinados a compra de ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) e outros veículos para atender as necessidades da população. Sendo R$ 277,6 milhões destinados para compra de 1.500 ambulâncias do SAMU 192. Além disso, mais R$ 510 milhões serão liberados aos municípios brasileiros para aquisição de 6.500 ambulâncias brancas e R$ 190 milhões para 1.000 vans. Esses veículos são usados no transporte de pacientes que necessitam de locomoção para os serviços de saúde, além de garantir o transporte de pacientes entre municípios e serviços de referência em outras cidades. Essa ação facilita o acesso a consultas, exames e internação para cirurgias eletivas.

Das ambulâncias do SAMU, o Ministério da Saúde irá ofertar 1.098 unidades para renovação da frota existente, com mais de cinco anos de uso. Outras 402 serão destinadas para expansão da oferta. A medida irá beneficiar 134 regiões que não possuem esse tipo de serviço. Com isso, a cobertura da população chegará a 83,4%. 

Neste governo, 1.847 ambulâncias estão sendo adquiridas para renovação da frota. Somando as unidades que serão para expansão, serão ao todo 2.249 novas ambulâncias chegando aos municípios brasileiros. Garantindo a renovação de 57% da frota do SAMU 192. Atualmente, o País possui 3.215 ambulâncias em funcionamento, com custeio de mais de R$ 1 bilhão. 

MÉDIA E ALTA COMPLEXIDADE - Além de recursos para Atenção Básica, serviços voltados para média e alta complexidade também foram beneficiados. Ao todo, 6.063 serviços passaram a contar com recursos de habilitação/qualificação e expansão da oferta de serviços, com contrapartida federal anual na ordem de R$ 1,5 bilhão. O recurso beneficia serviços como leitos, oncologia, rede cegonha, rede de atenção psicossocial, saúde mental e demais serviços e ações de média e alta complexidade em todo o Brasil. Esse valor, também foi destinado a habilitação de 162 Unidades de Pronto Atendimento (UPA), que funcionavam sem contrapartida do governo federal.

AÇÕES DE GESTÃO - A eficiência de R$ 3,5 bilhões obtidas no primeiro ano de gestão com a melhoria da administração foi obtida com uma redução média de 20% nos 873 contratos e convênios do Ministério da Saúde. Entre os acordos renegociados estão 364 contratos de compra de medicamentos, vacinas e outros insumos de saúde, 49 de informática, 111 de serviços gerais e 349 de prestação de serviços. O valor equivale a uma economia de R$ 9,6 milhões por dia.

Entre as renegociações de maior destaque está a compra do medicamento Sofosbuvir, usado no tratamento de Hepatite C, o Ministério da Saúde conseguiu comprar cada unidade por um valor 31% menor do praticado anteriormente. Isso representa uma economia de R$ 298 milhões. Agora, com o mesmo valor gasto em 2015 para tratar 24 mil pacientes, será possível atender 35 mil pacientes. Outro bom resultado foi obtido na compra da vacina contra HPV, o preço por unidade ficou 11% menor, gerando economia de R$ 30 milhões. Recurso que viabilizou a vacinação também de meninos de 12 a 13 anos no país.

A estrutura física do Ministério da Saúde também passou por ajustes. Com a realocação de servidores que estavam em quatro diferentes prédios de Brasília (DF) em apenas um, será possível uma redução e gastos de R$ 9 milhões por ano. Também foi feita uma análise sobre os contratos de informática sem prejudicar a prestação de serviço. A partir disso, foi obtida economia de R$ 174 milhões. O ministério também fez um levantamento para aperfeiçoar o uso de transporte pelos seus funcionários o que poupou R$ 2 milhões.

Por Gustavo Frasão, da Agência Saúde

Cuiabá será sede do 1º Encontro Mato-grossense de Aleitamento Materno

A importância do aleitamento materno será o foco do 1º Encontro Mato-grossense de Aleitamento Materno (EMAMA), que será realizado em Cuiabá no período de 02 a 04 de agosto. O evento deverá reunir mais de mil pessoas, entre servidores da saúde do Executivo Estadual e dos 141 municípios, representantes de unidades de saúde particular, acadêmicos de Medicina, Enfermagem e Assistência Social, além de entidades sociais que atuam em defesa dos direitos da criança e das mulheres.

A realização é da Superintendência de Atenção à Saúde da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), e organização da Coordenadoria de Promoção e Humanização da Saúde. Agosto foi escolhido para a realização do EMAMA pelo fato de ter sido instituído por Lei Federal o "Agosto Dourado".

A ideia de dedicar um mês do ano para o aleitamento materno foi do servidor de carreira da SES, Rodrigo Carvalho. No final de 2012, ele propôs ampliar a promoção do aleitamento materno de uma semana, conforme a Semana Mundial do Aleitamento Materno, para um mês. Esse projeto ganhou força em todo o país, e, em 12 de abril de 2017, se consolidou por meio da Lei Federal nº 13.435, que instituiu agosto como o mês do Aleitamento Materno.

O idealizador do projeto explica que a cor dourada representa o padrão ouro do leite materno para o recém-nascido e crianças com até dois anos de idade. O dourado é simbolizado em um laço que representa a mãe e o filho, e o nó do laço simboliza a família, de onde deve vir o primeiro apoio ao aleitamento.

O 1º EMAMA vai proporcionar à população em geral espaços de oficinas, rodas de conversa, apresentação de trabalhos científicos sobre o tema relatando experiências positivas que foram desenvolvidas em 2016, apresentações culturais voltadas para a amamentação, inclusive com a presença da musicista Isadora Canto, fundadora do “Materna em Canto” e do projeto Acalanto Brasil, além de premiações a profissionais dos setores público e privado que atuam em defesa do aleitamento materno em Mato Grosso e em outras partes do país.

“É uma oportunidade para a sociedade fortalecer os laços de proteção à amamentação, aumentar o índice de aleitamento no estado e avançar na política pública de promoção e apoio às ações municipais de saúde integral à mulher e à criança”, enfatizou Rodrigo Carvalho.

O primeiro alimento ouro

O aleitamento está relacionado entre os 17 objetivos para o desenvolvimento sustentável do mundo. Por essa razão, organismos internacionais defendem mais cuidados com as lactantes, a abertura de espaços públicos e privados para a amamentação, sala de apoio em ambiente de trabalho com horários específicos para a mãe poder amamentar o filho, mais abertura de banco de leite e a defesa do direito da mulher amamentar, sem discriminação e preconceito.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o leite materno como alimento exclusivo para bebês e crianças por seis meses ou até dois anos de idade. O colostro é considerado a primeira vacina do recém-nascido.

O leite materno ajuda no crescimento, reduz índice de obesidade, diabetes, doenças vasculares, infecções respiratórias e protege contra a diarreia 14 vezes mais em relação a quem não recebe o leite natural. Esses dados são de uma pesquisa iniciada em 1982 e desenvolvida durante mais de 30 anos, com resultados científicos publicados em 2015. O estudo foi realizado pelo professor emérito da Universidade Federal de Pelotas, o epidemiologista Cesar Victora, primeiro pesquisador brasileiro entre os vencedores do Prêmio Gairdner, a mais importante premiação científica do Canadá e um dos mais respeitados mundialmente na área da ciência da saúde.

Cesar Victora acompanhou o crescimento de 3.500 bebês brasileiros e constatou, além dos benefícios à saúde física, desempenhos melhores em testes de QI na idade adulta. De acordo com o pesquisador, a amamentação tem impacto exclusivo sobre a mortalidade infantil e a nutrição nos primeiros anos de vida, na infância até a fase adulta. Este estudo definiu o rumo de políticas e campanhas de saúde pública, adotadas internacionalmente.

A pesquisa aponta ainda que a saúde neonatal e infantil contribuiu para a economia do país, na medida em que reduz despesas hospitalares com internações, medicamentos e cirurgias; reduz a licença médica dos pais e contribui para o crescimento saudável. “É um ciclo de benefícios completo, com custo zero por ser um produto natural, não tem resíduo químico, tem a temperatura certa e é de livre demanda”, destacou Carvalho.

O leite materno também traz benefícios à saúde da mãe. De acordo com o mastologista João Bosco de Barros Wanderley, a amamentação diminui a incidência de câncer de mama e de ovário, acelera a recuperação do útero e evita a anemia.

Programação do 1º EMAMA

A abertura do 1º EMAMA será no dia 02 de agosto, a partir das 8h, no Teatro do Cerrado "Zulmira Canavarros", da Assembleia Legislativa (ALMT), em Cuiabá. Nos dias posteriores, a programação será desenvolvida no Hotel Fazenda Mato Grosso, também na Capital. Ainda no dia 02, logo após o encerramento das atividades do EMAMA, será realizada "A Hora do Mamaço", numa ação conjunta com os grupos Bem Gerar e Roda de Luz.

Serão três dias de discussões e reflexões sobre as práticas da amamentação e da alimentação complementar saudável por meio de conferências, encontros de saberes, oficinas para profissionais da saúde, rodas de conversa e apresentação de trabalhos científicos, artigos ou relatos de experiências. O 1º EMAMA contará com a presença de 14 facilitadores, alguns de Mato Grosso e os demais de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e do Distrito Federal, para trocarem vivências e saberes com os participantes.

O 1º EMAMA conta com apoio do Governo do Estado de Mato Grosso, por meio do Gabinete de Comunicação (Gcom-MT), da Ascom/SES-MT e Escola de Saúde Pública de Mato Grosso (ESP-MT); da ALMT; Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar (IBFAN Brasil), Matrice, Projeto V, Grupos Bem Gerar e Roda da Luz e BPW Cuiabá.

Para se inscrever no 1º EMAMA, basta acessar aqui. Mais informações podem ser encontradas no site http://www.saude.mt.gov.br/emama.

Veja a programação completa aqui: http://www.saude.mt.gov.br/emama/pagina/443/programacao

Rose Velasco | SES-MT

Governo retoma os serviços do Hospital Regional de Colíder

O Governo do Estado assinou nesta terça-feira (09), em Cuiabá, a ordem de serviço para a realização de obras no Hospital Regional de Colíder, nomeou o novo diretor do hospital, Elisandro de Souza Nascimento, e autorizou a contratação de médico pediatra para a unidade.

A notícia foi dada pelo secretário de Estado de Saúde, Luiz Soares, durante a reunião com lideranças da etnia Kaiapó chefiada pelo cacique Megaron Txucarramãe, prefeitos, vereadores e os deputados estaduais Pedro Satélite e Dilmar Dal Bosco.

O Hospital Regional de Colíder atende outros seis municípios e mais o sul do Estado do Pará, além da população indígena da região que chega a cinco mil índios de nove etnias diferentes. A unidade de saúde tem 80 leitos e vinha funcionando com 85% de sua capacidade. Com a contratação dos pediatras, será retomado o serviço de obstetrícia. 

O secretário Luiz Soares informou que esta semana uma equipe técnica da Secretaria vai até Colíder juntamente com a empresa Protege, contratada para fazer as reformas no hospital, para verificar a situação da unidade e definir o cronograma da obra.

De acordo com o secretário, os serviços serão realizados por setores e em três etapas e vão melhorar a estrutura completa do hospital. A empresa vai contratar mão de obra local e apresentará para a SES o cronograma de execução e o valor da obra.

“A ordem do governo é dar prioridade imediata e somar forças com a prefeitura de Colíder para restabelecer os serviços na sua totalidade para a população indígena e para os demais moradores da região”, ressaltou Luiz Soares.

As lideranças indígenas consideraram bastante produtiva a reunião com o secretário de Saúde e concordaram em esperar pacificamente pela conclusão da obra e as contratações dos médicos.

Também participaram da reunião pela Secretaria de Estado de Saúde a secretária Executiva, Fátima Ticianel, o assessor Wagner Simplício, o prefeito de Colíder, Noburo Tomiyoshi, o vice-prefeito, Massahiro Ono, e vereadores da cidade.

Rose Velasco | SES-MT

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Ministério da Saúde anuncia liberação de 1,7 bilhões em recursos para os municípios

O presidente e a diretoria do do Conasems, todos os presidentes de COSEMS e dez secretários municipais de saúde de cada estado foram recebidos pelo presidente Michel Temer e o ministro da saúde, Ricardo Barros, nesta quinta-feira (13), no Palácio do Planalto em Brasília. O convite foi feito em razão do anuncio da liberação de 1,7 bilhões de recursos federais aos municípios para a saúde.

Os recursos anunciados serão para custeio de serviços e ações na Atenção Básica, que inclui equipes de saúde da família, consultórios na rua, agentes comunitários de saúde e equipes de saúde bucal. Parte da verba também será destinada à aquisição de novos veículos para transporte de pacientes eletivos e em atendimento de urgência e emergência.

O presidente do Conasems, Mauro Junqueira, comentou que essa foi primeira vez que um número tão grande de secretários municipais de saúde foi recebido por um presidente da República. “Agradeço o ministro pelo apoio, pela confiança e por estar colaborando com os municípios para que possamos manter e ampliar as equipes de saúde família e priorizarmos a atenção básica que é essencial para termos um SUS de qualidade. Acredito que esse retorno é um reconhecimento merecido pelo trabalho que os municípios têm feito”.

O ministro da Saúde comentou sobre a garantia do funcionamento de serviços existentes, além da habilitação de novos. “Hoje colocamos em dia todas as portarias da atenção básica que estavam represadas desde 2013. (confira as portarias publicadas no Diário Oficial da União)

Do total de recursos, R$ 771,2 milhões serão investidos anualmente na Atenção Básica, principal porta de entrada para o SUS. O recurso servirá para custeio de 12.138 agentes comunitários de saúde, 3.103 novas equipes de Saúde da Família, 2.299 novas equipes de Saúde Bucal, 882 Núcleos de Apoio à Saúde da Família, 113 novas equipes de Saúde Prisional e 34 consultórios na rua. Todos estes serviços já estavam aptos para credenciamento e habilitação no Ministério da Saúde, aguardando somente disponibilidade financeira para dos recursos muitos destes serviços estavam sendo financiados unicamente pelos municípios.

Outros R$ 1 bilhão serão destinados à compra de ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) e outros veículos para atender as necessidades da população. Sendo R$ 277,6 milhões destinados para compra de 1.500 ambulâncias do SAMU 192. Além disso, mais R$ 510 milhões serão liberados aos municípios brasileiros para aquisição de 6.500 ambulâncias brancas e R$ 190 milhões para 1.000 vans. Esses veículos são usados no transporte de pacientes que necessitam de locomoção para os serviços de saúde, além de garantir o transporte de pacientes entre municípios e serviços de referência em outras cidades. Essa ação facilita o acesso a consultas, exames e internação para cirurgias eletivas


Segundo o Ministério da Saúde, Ao todo, 1.787 municípios estão sendo beneficiados. Isso significa que mais de 22 milhões de brasileiros passam a ter mais acesso aos serviços de saúde pública. Para o presidente Michel Temer esses recursos possibilitarão levar mais serviços para os municípios, melhorando a qualidade da assistência. “O que se faz hoje é uma festa cívica para a saúde. Provamos com o trabalho do ministro Ricardo Barros, em parceria com os municípios, a responsabilidade fiscal e social que está acontecendo no Ministério da Saúde. É uma gestão eficiente do dinheiro público aplicando mais recursos para área social”, ressaltou.

Após a reunião no Palácio do Planalto o Ministro da Saúde foi até o Centro de Convenções Ulysses Guimarães para anunciar a liberação dos recursos para cerca de 1500 secretários municipais de saúde participantes no XXXIII Congresso Conasems. Barros comentou sobre a importância da autonomia dos secretários municipais de saúde. “Com essa portaria nós estamos dando a oportunidade para o gestor decidir o que é mais eficiente de acordo com a realidade sanitária do local. O ministério compra ambulâncias iguais para todos as regiões, porém, no norte se usa muito mais ‘ambulancha’, no Rio de Janeiro, por exemplo, as ambulâncias devem ser um pouco menores para subir até as favelas. Porém, em contrapartida dessa autonomia, pedimos que a gestão seja responsável e eficiente, temos que economizar recursos, gastar de forma inteligente”.

Com informações da Agência Saúde

Mesa reúne 3 mil para discutir unificação dos blocos de financiamento do SUS

A unificação dos blocos de financiamento do SUS foi destaque da programação do XXXIII Congresso Conasems. Nesta sexta-feira (14) foi realizada uma mesa durante toda a manhã com a presença de cerca de 3 mil congressistas. O presidente do Conasems, Mauro Junqueira, coordenou a atividade que contou com a participação do professor de economia da saúde, Áquilas Mendes, o presidente do Instituto Rui Barbosa e Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, Sebastião Helvécio Ramos, o secretário de estado da saúde do DF, Humberto Fonseca, o assessor do Ministério da Saúde Marcos Franco e Carmino de Souza, presidente do COSEMS/SP, secretário de Saúde de Campinas representando a frente nacional de prefeitos.

De acordo com o assessor do Ministério da Saúde, esse debate se torna ainda mais essencial com a presença massiva dos secretários municipais de saúde. “A unificação dos blocos vai dar mais autonomia ao gestor municipal para aplicar os recursos de uma forma adequada à realidade sanitária do local”. Marcos fez uma apresentação sobre o “SUS Legal”, que engloba a unificação dos blocos de financiamento e a consolidação das portarias que regem o SUS. “Isso não é uma iniciativa do governo, é uma proposta defendida por muitos que vem ao longo da construção do SUS e, além de tudo, é o que está na lei”. Franco afirmou que o mecanismo de financiamento por incentivo está esgotado. “Nós temos um financiamento que não é adequado, o modelo que temos hoje foi importante no começo do SUS, na construção das politicas públicas, mas agora ele está claramente saturado”.

Áquilas Mendes fez um relato sobre o histórico do financiamento do SUS. “Desde a criação do SUS vários esforços técnicos foram feitos para rever as bases de financiamento no sentido de garantir a equidade. Já em 1991, a discussão se embasou na criação de critérios de rateios. A proposta de alocação equitativa de recursos previstas na lei complementar 141 é mais eficiente, facilita e contribui para o planejamento da gestão mediante as necessidades de Saúde e para o exercício de um modelo integrado de Saúde. Se tornará uma ferramenta importante para promoção de políticas de Saúde e produção dos Planos Plurianuais e Planos Municipais de Saúde”.

Sebastião Helvécio também destacou a importância dessa mudança para o sus. “O planejamento será o referencial para mudança da lógica das caixinhas . “Não podemos permitir que sobrem recursos em determinadas áreas da Saúde, e ao mesmo tempo, falte em outras. Os Tribunais de Contas, responsáveis pelo controle externo, já estão atentos quanto as mudanças para proporcionar mais eficiência na utilização dos recursos. Não há dúvidas que teremos uma efetividade ainda maior”.

Portal Conasems

Mauro Junqueira é reeleito presidente do Conasems

A nova diretoria do Conasems foi eleita nesta quarta-feira (12) em assembléia com presença de aproximadamente mil secretários municipais de saúde durante o Congresso, em Brasília. A eleição teve chapa única “Somos todos Conasems” e reelegeu o atual presidente do Conasems, Mauro Junqueira. 

O presidente agradeceu a presença dos secretários e a oportunidade de continuar o trabalho que vem sendo feito. “O Conasems não é do presidente, nem da diretoria, mas sim dos 5570 secretários municipais de saúde que são representados por esse conselho. Temos muito trabalho pela frente”

Fonte: Portal Conasems

Silicone com chip é revolução na cirurgia de prótese de mama

Microchip pode armazenar informações importantes sobre a prótese de silicone como data da fabricação, além do número de série, formato, modelo, volume e data de colocação na paciente

Há 55 anos foi realizada a primeira cirurgia mamária de aumento relacionada à estética, nos Estados Unidos. Desde então, o número de cirurgias para colocar silicone só cresceu. Segundo dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps), divulgados no segundo semestre de 2016, no ano de 2015 foram realizadas mais de 2.577.810 cirurgias no mundo. Já no Brasil foram cerca de 358.655 mil intervenções cirúrgicas relacionadas à estética com objetivo de aumentar, suspender, corrigir a flacidez ou diminuir os seios.

“O Brasil avançou bastante em relação aos outros países, não apenas no aprimoramento técnico por parte dos cirurgiões mais na assimilação de tecnologias de ponta. Atualmente, contamos com duas grandes novidades no setor de cirurgia plástica, são elas: o Silicone com microchip e o Scanner 3D. Ambas têm finalidades diferentes, mas estão inseridas no contexto da plástica mamária”, explica o cirurgião plástico responsável pelo Centro de Referência em Cirurgia Mamária do Hospital Moriah, Dr. Alexandre Mendonça Munhoz (CRM 81.555).

O Silicone com chip é um implante inteligente, o microchip armazena informações como número de série da prótese, tamanho, volume e data de colocação na paciente. Esta inserido no conceito de segurança presente na maioria dos hospitais acreditados que é a segurança, identificação e rastreabilidade dos implantes/órteses. Isso evita problemas futuros como, por exemplo, a troca da prótese.

“As mulheres ficam anos com uma prótese, e os modelos mais modernos pode chegar a quase duas décadas. No momento da troca ela não se lembra de informações básicas para o cirurgião fazer o correto planejamento, ou as mesmas foram extraviadas, como volume, marca, tamanho. O microchip serve para esses casos que se perdem em nossa memória com o tempo, pois o chip agrupa e guarda esses dados, dentro da prótese, e acessíveis por meio de um leito externo a qualquer momento.”, completa Prof. Munhoz.

O Chip, com 4 mm, conta com um armazenamento com longa duração, fica localizado dentro da prótese e permite a rastreabilidade de muitas referências. Após a cirurgia, esses dados são acessados por meio de radiofrequência, com um leitor externo. “Essa prótese é a primeira do mundo com revestimento construído por meio da nanotecnologia. Estudos relacionados a ela demonstram maior durabilidade, resultados melhores a longo prazo, redução nos níveis de contratura muscular, entre outros benefícios”, detalha o cirurgião.

O Dr. Alexandre Munhoz também adianta que há pesquisas em andamento com microchips que fornecem informações como temperatura, pressão interna do implante e alterações químicas referentes ao silicone.

Sobre o Hospital Moriah

Hospital Moriah, localizado em Moema em São Paulo, é um dos mais novos e modernos centros médicos-cirúrgicos de alta complexidade do Brasil, com a proposta de inovar a atenção à saúde neste segmento. A estrutura compacta favorece o acolhimento e o atendimento humanizado e proporciona uma nova relação entre pacientes, médicos, enfermeiros e profissionais da saúde, com recursos tecnológicos de última geração. A hotelaria de alto padrão é outro diferencial, planejada para que pacientes e seus familiares sintam-se confortáveis durante a estada no hospital.

Assessoria de Imprensa – ABlab

Consumir o tipo de gordura certa pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares em até 30%

Estudos comprovam que consumo moderado de gorduras insaturadas tem papel importante na prevenção de doenças do coração

São Paulo, julho de 2017 – Consumo de gordura é sempre um tema que gera dúvidas, uma vez que muito se relaciona o seu consumo com obesidade e doenças crônicas. Por conta disso, é sempre importante reforçar as funções que a gordura tem no organismo e quais são os tipos que contribuem para a manutenção da saúde cardiovascular e redução do risco de doenças do coração.

Um artigo recentemente divulgado pelo Board da American Heart Association – uma das associações de maior renome na área – trouxe alguns resultados importantes sobre a relação entre as gorduras na dieta e as doenças cardiovasculares.

De acordo com estudos randomizados e controlados que foram analisados pela associação médica, fazer a substituição de gorduras saturadas por insaturadas diminui o LDL-colesterol, popularmente conhecido como colesterol ruim. Portanto, a moderação no consumo de gorduras saturadas, presentes na manteiga, creme de leite e carnes gordurosas, reduz em até 30% o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Os resultados destas pesquisas representam uma ótima notícia para a população, já que as doenças cardiovasculares causam mais de 17 milhões de mortes por ano em todo o mundo.

A nutricionista Marcia Gowdak, diretora científica do Departamento de Nutrição da SOCESP, explica que “As gorduras insaturadas contêm nutrientes essenciais não fabricados pelo nosso organismo, como os ômegas 3 e 6. A alimentação, portanto, é a única forma de consumi-los”.

Como conseguir aderir a estes hábitos na prática? Uma das dicas é substituir a manteiga, rica em gorduras saturadas, pelo creme vegetal, que contém ômegas 3 e 6. Outro ponto importante é dar preferência ao consumo de leite, iogurtes desnatados e queijos com baixo teor de gordura, como cottage ou ricota. Na escolha das carnes, preferir as que sejam mais magras e tenham menos gorduras aparentes, além de incluir peixes como salmão e atum, pelo menos duas vezes por semana.

Vale ressaltar que consultas regulares ao médico são essenciais para avaliar fatores de risco ao coração, tais como, níveis de colesterol, pressão arterial e avaliação física. Além disso, a adoção de hábitos simples e fáceis de serem aplicados no dia a dia, como as dicas alimentares apresentadas, podem prevenir a doença cardiovascular que representa atualmente a maior causa de mortes no Brasil e no mundo.

Sobre Becel

Presente no Brasil desde 1973, a marca apresenta opções de produtos para pessoas que buscam qualidade de vida, fazendo da alimentação uma grande aliada do coração. Dentro de seu portfólio estão os cremes vegetais Becel Original com e sem sal e Becel sabor Manteiga, ambos contêm óleos vegetais e vitaminas A, D e E. A segunda versão ainda conta com um sabor mais semelhante à manteiga. Outra variante, presente no portfólio da marca é o creme vegetal Becel Pro-Activ, que possui fitoesteróis - compostos presentes em alimentos de origem vegetal, que atuam auxiliando na redução de absorção do colesterol quando associados a uma dieta equilibrada e hábitos de vida saudáveis. Para obter o benefício, a quantidade diária recomendada é de 20g (duas colheres de sopa) de Becel Pro-Activ, representando um consumo diário de 1,6g de fitoesteróis.

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Governo Federal lança plano para ampliar em 30% as cirurgias pediátricas no SUS

Expectativa é atender todas as crianças que precisam de intervenção no seu 1º ano de vida. Serão reajustados 49 procedimentos da tabela SUS, com incremento de 75,2% do orçamento desta área, totalizando R$ 91,5 milhões/ano

O Ministério da Saúde lançou nesta terça-feira (27) um plano para garantir o atendimento de crianças com cardiopatia congênita no SUS. A iniciativa integra ações para o acesso ao diagnóstico, ao tratamento e à reabilitação de meninos e meninas com a doença. A meta inicial é ampliar em 30% o número de cirurgias realizadas na rede pública de saúde com investimento de R$ 91,5 milhões já em 2017. 

Esse montante representa crescimento de 75,2% do orçamento anual destinado às cirurgias cardíacas pediátricas, que estavam na ordem de R$ 52,2 milhões. Ou seja, mais R$ 39,3 milhões a cada ano. O maior impacto para o incremento é o reajuste de 49 procedimentos da tabela SUS relacionados a esse atendimento, os de maior demanda. 

A meta é realizar 3.400 procedimentos hospitalares a mais por ano, passando de 9,2 mil para 12,6 mil neste ano. Com o aumento de 30% do atendimento, o SUS terá capacidade de atender todas as crianças com cardiopatia congênita que precisam de intervenção no seu primeiro ano de vida. Assim, o Plano visa salvar vidas, reduzindo a mortalidade neonatal decorrentes da doença. A cardiopatia congênita é a terceira maior causa de mortes de bebês antes de completar 30 dias. 

O Plano Nacional de Assistência à Criança com Cardiopatia Congênita foi apresentado durante visita do ministro da Saúde, Ricardo Barros, a sede do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP (Incor). Participaram do seu desenvolvimento, além do INCOR, o Instituto Nacional de Cardiologia (INC) e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV). 

A ação dialoga com o Programa Criança Feliz, do Governo Federal, que estimula famílias com crianças entre zero e seis anos a oferecerem a seus filhos meios para promover seu desenvolvimento integral.

MONITORAMENTO – O Plano Nacional de Assistência à Criança com Cardiopatia Congênita vem para integrar em todos os níveis da atenção, no âmbito do SUS, e para promover uma ampliação do acesso a serviços relacionados a cardiopatias infantis, como diagnóstico pré-natal, diagnóstico no período neonatal, transporte seguro de recém-nascidos e crianças cardiopata, assistência cirúrgica e assistência multidisciplinar.

Em complemento ao reajuste financeiro, haverá também a alteração da forma de financiamento federal, cujo repasse é atualmente realizado por meio do Teto da Média e Alta Complexidade (MAC). A partir de agora esse custeio será realizado por meio Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (FAEC), o que garantirá o pagamento pós-produção de todos os procedimentos realizados, estimulando, assim, o aumento do atendimento.

Outro ponto fundamental é o monitoramento e avaliação das ações. Com o Plano, o Ministério da Saúde, por meio da Central Nacional de Regulação de Alta Complexidade (CNRAC), passará a ter mais informação e controle sobre a oferta de procedimentos relacionados a cardiopatias congênitas em crianças. Todos os 69 hospitais atualmente habilitados no SUS para esse tipo de atendimento ficarão sob o monitoramento da sua produção em cirurgia cardiovascular - geral e pediátrica - regulada e não regulada pela CNRAC.

Além disso, o desempenho desses hospitais será conjuntamente avaliado pelo Ministério da Saúde, pelo Instituto do Coração de São Paulo (Incor) e pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV). Os resultados da avaliação orientarão as medidas a serem tomadas quanto à manutenção, suspensão ou ampliação das habilitações.

CAPACITAÇÃO – As diretrizes estabelecidas abrangem também a formação e capacitação de profissionais da saúde. Parte delas já vem sendo implementada junto ao Hospital do Coração (HCOR) por meio do Programa de Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS). Ao todo, são 28 projetos realizados desde 2012, o que já resultou na capacitação de mais de 100 profissionais entre médicos e equipes de Recursos Humanos nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Este ano, o foco será a capacitação de ultrassonografistas na área de detecção pré-natal de malformações fetais cardíacas. 

As cardiopatias congênitas correspondem a cerca de 10% das causas dos óbitos infantis e a 20% a 40% dos óbitos decorrentes de malformações. Além disso, estima-se que nasçam cerca de 30 mil crianças cardiopatas todos os anos no Brasil.

O diagnóstico, por exemplo, pode ser realizado durante o pré-natal ou no período neonatal. No primeiro caso, é possível fazer a detecção de defeitos cardíacos congênitos, a partir da qual deve ser avaliada em um centro de especialidades, para investigar a gravidade da malformação e dispor acerca da necessidade, dos benefícios e dos riscos de uma intervenção após o parto.

Já no período neonatal, são diagnosticadas as cardiopatias mais graves. Portanto, é importante o diagnóstico precoce para que o neonato cardiopata possa ser transferido no tempo oportuno para um hospital com serviço de cardiologia pediátrica, onde possa contar com equipe capacitada para o atendimento de condições complexas que demandam assistência multiprofissional especializada.

A assistência cirúrgica é um dos pontos mais importantes da atenção a crianças com cardiopatias e visa, sempre que possível, à correção definitiva do problema, ao controle dos sintomas e à melhoria da qualidade de vida da criança, além da prevenção de futuros eventos. Há também a assistência multidisciplinar, que abrange assistência médica, de enfermagem, nutricional, reabilitação, psicológica e social. Todas que o Plano busca aumentar a sua integração para se obter maior qualidade assistencial.

Portal da Saúde

Ministro da Saúde lança aplicativo para conectar o cidadão ao SUS

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse hoje (1º), em São Paulo, que a informatização e conectividade nos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) são indispensáveis para melhorar a agilidade e o aproveitamento de oportunidades no setor. Barros participou do evento Dados Abertos sobre a Saúde no Brasil, do Google, no qual apresentou o aplicativo e-Saúde, um novo canal de comunicação entre o Ministério da Saúde e o cidadão. A nova ferramenta estará disponível nos próximos dias para os principais sistemas operacionais do mercado, Apple iOS e Google Android, e poderá ser acessada por tablets e smartphones.

Segundo Barros, a informatização eliminará grandes desperdícios no sistema. “As pessoas não comparecem a 30% das consultas, e não temos agilidade para chamar outras para ocupar o espaço. Temos 50% de exames que não são retirados. Para utilizar melhor a estrutura que já temos, precisamos informatizar, ter conectividade, falar com o cidadão e receber dele a avaliação do serviço que recebe do SUS.”

A ferramenta criada pelo Departamento de Informática do SUS (DataSUS) oferece, de formaonline, informações em saúde de uso pessoal e restrito a cada cidadão brasileiro, como o acesso aos dados do cartão nacional de saúde, lista de medicamentos retirados nas unidades de saúde, acompanhamento do cartão de vacinação, lista de exames realizados, além de outras informações. O sistema também será uma forma de controlar a eficiência do trabalho prestado.

“O papel do novo aplicativo é conectar as pessoas com o SUS, dar informações sobre o serviço, disposição de serviços, lugar na fila, serviço mais próximo e qual solução para o problema que o cidadão tem. A cada serviço prestado, ele vai avaliar, e nós teremos oportunidade de buscar uniformidade na qualidade do SUS, na medida em que o serviço é de ação centralizada, e cada município é responsável pela execução das políticas do sistema e praticam essas políticas com qualidades diferentes. Poderemos recuperar aqueles municípios que estão com a avaliação mais baixa para buscar excelência”, explicou.

De acordo com o ministro, o objetivo do aplicativo é melhorar o contato entre os pacientes e as unidades de saúde de todo o Brasil, facilitando a busca de farmácias populares, postos de saúde, serviços de urgência, academia da saúde, hospital, maternidade, centro de atenção psicossocial, maternidade e centro de especialidade. Com a ferramenta, o cidadão poderá acessar as informações de onde estiver, e o aplicativo vai apontar o melhor local para o atendimento.

Barros explicou ainda que a informatização é uma das prioridades da gestão. Com o uso da tecnologia pretende-se integrar os dados da saúde, promover a correta aplicação dos recursos públicos, aprimorar o planejamento das ações e ampliar o acesso e a qualidade da assistência prestada à população, tornando o atendimento mais eficiente.

Com o aplicativo, o cidadão vai poder fazer denúncias online por meio da Ouvidoria do SUS (136). Nessa opção, o paciente pode relatar queixas de atendimentos, além de questionar possíveis atendimentos não realizados e que constam no cadastro do usuário do SUS.

Para o funcionamento do aplicativo e-Saúde, o Ministério da Saúde está interligando os sistemas de informação do SUS que já estão em funcionamento. A ferramenta conta com informações do Hórus, Hemovida, Cartão SUS, CNES, e-sus AB, Ouvidoria e Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (SIPNI). Também foi feita uma parceria com o Google para permitir a publicação dos serviços de saúde, tanto públicos como particulares, no Google Maps.

Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil

Profissionais buscam capacitação em oficina para reduzir taxa de mortalidade infantil

Entre esta terça-feira (11.07) e quinta-feira (13) profissionais da saúde de Cuiabá participam da Oficina da Estratégia QualiNeo do Ministério da Saúde, com o acompanhamento da Secretaria de Estado de Saúde.

A oficina visa capacitar os profissionais das maternidades Hospital Santa Helena, Hospital Universitário Júlio Muller, além de técnicos da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá. A meta é reduzir a taxa de mortalidade neonatal (crianças com até 28 dias de vida), que atingiu 12,4% em Mato Grosso e é considerada alta em comparação com a média nacional, que é de 9, 11%.

Mato Grosso é um dos dez estados contemplados com a Estratégia, que oferta apoio técnico de forma sistemática, durante dois anos, e utilizará a plataforma FormSUS, para a coleta diária de dados sobre os nascidos nesses hospitais.

“Os hospitais selecionados foram Hospital Santa Helena, por ser referência no Método Canguru e pioneiro na implantação na Iniciativa Hospital Amigo da Criança - IHAC; e Hospital Geral Universitário e Hospital Universitário Júlio Muller, por serem instituições de ensino superior. Todos atuarão como multiplicadores do conhecimento para as demais maternidades existentes no Estado, visando capilarizar a Estratégia”, salientou Ademar Macaúbas, técnico da Área de Saúde da Criança/SES-MT.

"Durante a Oficina os profissionais trabalharão com casos clínicos reais de mortalidade neonatal, discutindo as possíveis causas e formas de preveni-las, o que possibilitará à Câmara Técnica de Mortalidade Neonatal da SES/MT a obtenção de dados mais fidedignos", explicou a técnica da Área Saúde da Criança da SES Janaína Vasconcellos.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, a mortalidade neonatal é responsável por 70% das mortes até cinco anos de idade. O Brasil foi um dos primeiros países a atingir a meta dos quatros objetivos de desenvolvimento do milênio (ODM), de redução da mortalidade infantil em dois terços, até 2015. De 1999 até 2014, a mortalidade de crianças com menos de cinco anos foi reduzida em mais de 77%.

O período neonatal está vinculado aos cuidados com a gestação, o nascimento e o acompanhamento pós-parto do recém-nascido. Essa fase implica em avançar na atenção primária com foco na melhoria da assistência à gestante e à criança.

A Oficina será realizada na Escola do Tribunal de Contas do Estado, onde também acontecerá a solenidade de assinatura, pelos três entes (Secretaria de Estado de Saúde, Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá e maternidades) do Termo de Responsabilidade, para a realização de ações estratégicas que atuarão na redução da Mortalidade Neonatal, evidenciando o compromisso da Secretaria de Estado de Saúde com o fortalecimento da atenção à saúde das crianças mato-grossenses.

Rose Velasco | SES-MT

Com apoio do Conass, SES define ações prioritárias para a saúde nos próximos 18 meses

A Secretaria de Estado de Saúde (SES), por meio de seus gestores, iniciou nesta segunda-feira (10) um encontro com técnicos do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) para elaborar um plano de ação para ser executado nos próximos 18 meses de governo. Durante dois dias, o Conass vai desenvolver um de seus projetos de apoio às secretarias, focado na área de Reestruturação Gerencial da secretaria.

Os trabalhos de capacitação com a SES, por meio do Conass, foram iniciados no final de junho também durante dois dias, a realização de oficinas e que prosseguem agora com a discussão de temas importantes por meio de grupos de trabalho do qual participam secretários-adjuntos, diretores, superintendentes, coordenadores e assessores da SES.

Na abertura dos trabalhos, realizado no Hotel Fazenda Mato Grosso, o coordenador técnico do Conass, René dos Santos, explicou que uma das missões do conselho é apoiar as secretarias por meio de programas que envolvem também a Cooperação Internacional para a busca de recursos; a Comunicação; e também a Disseminação de Conhecimento. A entidade, que congrega todas as secretarias estaduais de Saúde, também produz livros técnicos e informativos sobre a saúde.

A assessora técnica do NGER (Núcleo de Gestão Estratégica para Resultados), Luceni Grassi de Oliveira, fez uma exposição do planejamento estratégico no qual foram elencados algumas dificuldades encontradas em determinadas áreas. “Nós temos a estratégia e o que precisamos é de apoio para implementá-la e o Conass irá nos ajudar para avançarmos ainda mais”, afirmou.

Os temas que serão debatidos nestes dois dias de oficina são nas áreas de Administração Pública (que inclui a gestão das unidades próprias da SES); o Planejamento do SUS (Sistema Único de Saúde); a Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde; e o Fundo Estadual de Saúde e Execução Orçamentária e Financeira. Após as apresentações, no final da manhã os participantes foram distribuidos em quatro grupos que irão trabalhar na identificação dos problemas em cada uma dessas áreas.

Para a Secretária-adjunta de Administração Sistêmica, Florinda Lafaete, são válidas as discussões sobre o Fundo Estadual de Saúde durante as reuniões de trabalho.

"Vivemos o momento para os ajustes de equilíbrio da receita e despesa por meio de controles e definição de parâmetros que possam melhorar a oferta e produção de serviços de saúde com ações de qualidade e eficácia dos valores investidos no Sistema Único de Saúde", explicou.

“A priorização dos problemas vai ser do grupo, que deve apontar o que será possível fazer em um ano e meio de governo”, orientou o coordenador René Santos. No final do dia, cada grupo, por meio de um relator, irá definir quais são as prioridades por área. Os grupos estão sendo coordenados por Santos e também pelas técnicas do Conass Viviane Rocha de Luís, Tereza Cristina Amaral e Carla Ulhoa.

Nesta terça-feira (11) os trabalhos continuam com a apresentação dos problemas levantados e também com a elaboração de uma matriz que vai dizer quais são os problemas a serem enfrentados, as metas e os prazos de execução por parte da SES. “Também será definido de que maneira o Conass vai poder ajudar diretamente a secretaria. No final vai sair um plano de ação de um ano e seis meses”, acrescentou René Santos, que já foi secretário Estadual de Saúde do Paraná e também desempenhou vários cargos executivos no Conass.

Conforme a secretária Executiva de Saúde da SES, Fátima Ticianel, a ajuda do Conass é fundamental para a reestruturação gerencial da secretaria e para o aprimoramente da gestão. “Estas oficinas fortalecem a SES e são importantes para a definição das ações. Nós temos um plano muito bem elaborado, mas com baixa capacidade de execução e é nesse aspecto que o Conass está nos ajudando”, disse a secretária Executiva.

Para dar prosseguimento ao apoio a SES, pelo menos mais três oficinas estão sendo programadas, a próxima no mês de agosto. Entre os projetos nos quais o Conass também presta apoio estão as áreas de Estruturação Farmacêutica; Controle de Endemias; Gestão Hospitalar; e Planificação de Atenção à Saúde.

Carlos Martins | SES-MT

Governo de MT garante investimento para a saúde nos municípios

No último dia 29, o Governo do Estado publicou no Diário Oficial do Estado (DOE-MT) as Portarias 111 e 112 editadas pela Secretaria de Estado de Saúde (SES/MT), requalificando os serviços prestados á população nos municípios. Com base em critérios técnicos de controle e avaliação, foram definidos os investimentos financeiros não obrigatórios para o custeio mensal de ações de saúde de atenção hospitalar de referência e para leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Essas medidas atendem à necessidade de ajuste orçamentário e financeiro, adequado à realidade econômica do país e que se reflete em Mato Grosso. “Mesmo diante da crise financeira, o Governo do Estado não deixou e nem deixará de investir na saúde e de apoiar os municípios,” destacou o assessor especial de gabinete, Wagner Simplício.

Ainda de acordo com ele, o Governo tem o papel de apoiar os municípios com políticas de saúde e de regulação dos serviços à população; o aporte financeiro é um repasse voluntário e de incentivo à melhoria e ampliação dos serviços.

Ao contrário de muitos Estados, o Governo de Mato Grosso vem cofinanciando, de forma voluntária, a saúde nos municípios, com o aporte de recurso muito maior em comparação ao que é repassado pelo Ministério da Saúde. E esses investimentos são mantidos pelo governo por meio da requalificação dos valores repassados, de maneira a não aumentar a dívida com os municípios e garantir a prestação dos serviços com eficiência e eficácia à população. “Estes repasses, feitos de forma voluntária pelo Governo de Mato Grosso, não ocorrem em muitos Estados”, reforçou Simplício.

Além de priorizar o investimento na saúde, o governo vem custeando mensalmente diárias hospitalares com aporte financeiro maior do que é feito pelo Ministério da Saúde. Por exemplo, o custo de uma diária de leito de UTI adulto (tipo II), é de R$ 1.199,28. Deste valor, o Estado banca a maior parte, R$ 721,28, o que corresponde a 60,14% do total. Já o Ministério da Saúde repassa R$ 478, o equivalente a 39,86% do custo da diária. Essa complementação de custeio é feita para todos os tipos de UTI`s. Por mês, o governo investe, somente em diárias de leitos de UTI, o montante de R$ 8.646.000,00, o que representa um investimento de R$ 103,752 milhões ao ano.

De acordo com a Portaria 112/2017, o governo também ampliou número de leitos de UTI em Cuiabá, Rondonópolis e Várzea Grande. A SES/MT garante o cofinanciamento e amplia o recurso para leitos que não eram habilitados e que passam agora a receber o incentivo, bem como regulamenta o repasse para todos os tipos de serviços de forma padronizada e ampliada; dessa forma, melhora o acesso a esses serviços para a população.

O número de leitos de UTI em Cuiabá passa de 169 para 193, um aumento de 24 leitos; em Rondonópolis eram 38 leitos e passou para 46, um acréscimo de 8 leitos; já em Várzea Grande, de 10 leitos passou para 20 leitos, o que significa que existem agora mais 10 novos leitos habilitados.

Estão em processo de habilitação de novos leitos os municípios de Tangará da Serra, Juína e Lucas do Rio Verde. Nesse período de processo de credenciamento, esses municípios recebem recursos somente do governo do Estado e no valor de R$ 1.300,00 por diária de internação, a título de incentivo para ampliação do serviço.

Mais acesso para a população

A Portaria 111/2017, editada pela SES/MT e publicada no Diário Oficial do Estado (DOE-MT) no dia 29 de junho, readequou valores de repasses para os serviços de saúde e atenção hospitalar de referência com o objetivo de melhorar o acesso dos usuários do SUS.

Os municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Confresa, Diamantino, Nortelândia, Barra do Garças, Juína, São Félix do Araguaia, Pontes e Lacerda, Jaciara, Rondonópolis e Juara, tiveram valores requalificados com base nos seguintes critérios técnicos: estimativa populacional com base no ano de 2016; a produtividade ambulatorial e hospitalar dos últimos dois anos; capacidade instalada; condição de acesso às ações e serviços de atenção hospitalar.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde o resultado da avaliação desses parâmetros constatou que a transferência de recursos não resultou no aumento de produção de serviços na mesma proporção que o governo do Estado esperava; não houve, por exemplo, a ampliação de serviços à população. “Se eventualmente houver aumento de capacidade instalada nos municípios que tiveram redução de repasse, poderá haver a revisão dos repasses”, informou Wagner Simplício.

O desempenho das unidades de saúde nesses municípios será acompanhado e avaliado por uma equipe técnica criada pelo governo do Estado que vai acompanhar as Unidades de Terapia Intensiva de Mato Grosso, fazendo a avaliação e controle do trabalho realizado nas unidades, com base nos parâmetros de eficiência e eficácia dos serviços.

“Por meio das portarias, buscou-se a padronização dos valores, a ampliação de leitos de UTI contemplados no cofinanciamento e também a melhoria dos processos de regulação, controle e avaliação. São ações que visam, principalmente, melhorar o acesso dos usuários do SUS aos leitos de UTI”, disse a assessora técnica Maria José Vieira da Silva.

Governo amplia serviços cardíacos

Preocupado com a incidência de doenças cardíacas entre a população do Estado, o governo também decidiu, por meio das Portarias 094 e 095/2017, ampliar os serviços nas unidades habilitadas em Cuiabá e Rondonópolis, colocando dinheiro novo para subsidiar novos procedimentos cirúrgicos.

As Portarias preveem a implantação dos novos serviços de cirurgias de toracotomia e angioplastia coronariana com stent farmacológico, que são dois tipos de procedimentos com maior incidência de doenças cardíacas entre a população.

Para ampliar os serviços, o governo aumentou o investimento mensal nas duas cidades. Para Cuiabá o investimento é de R$ 460 mil, sendo o valor de R$ 300 mil para o custeio de cirurgias cardíacas com toracotomia e o valor de R$ 160 mil para o custeio de procedimentos de angioplastia coronariana com stent farmacológico.

Para Rondonópolis, o investimento total é de R$ 115 mil, sendo o valor de R$ 75 mil para cirurgias cardíacas com toracotomia e para o custeio de procedimentos de angioplastia coronariana com stent farmacológico o valor de R$ 40 mil. O custo de cada cirurgia de toracotomia é de R$ 5 mil e para a angioplastia coronariana com Stent farmacológico o valor de cada cirurgia é de R$ 4 mil.

“Estamos otimizando os investimentos em saúde pública, melhorando e ampliando o acesso da população ao SUS. Essas medidas são possíveis graças aos critérios técnicos de parâmetros de avaliação e de controle da qualidade da prestação dos serviços por parte dos municípios. Dessa forma o governo assegura a continuidade e o avanço das ações de saúde e minimiza a escalada da dívida com os municípios”, destacou o secretário estadual de Saúde, Luiz Soares.

Rose Velasco - ASCOM-SES/MT

Secretaria amplia procedimentos cirúrgicos em Cuiabá e Rondonópolis

Com a publicação das Portarias 094 e 095/2017 da Secretaria de Estado de Saúde (SES/MT), a partir de agora os hospitais de Cuiabá e de Rondonópolis, que são habilitados para realizarem cirurgias cardíacas, já podem fazer os procedimentos de toracotomia e angioplastia coronariana com Stent Farmacológico. As portarias determinam a ampliação desses serviços e complementa o repasse financeiro fundo a fundo aos dois municípios.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, esses procedimentos são cirurgias cardiovasculares de alta complexidade e vinham sendo judicializados por não estarem previstos na tabela de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS); em razão disso, o Governo do Estado passou a ser demandado judicialmente, e, somente por meio de liminares, podia realizar as cirurgias.

Em maio de 2016, o Estado assinou um termo de cooperação nº 003/maio2016 junto ao Tribunal de Justiça e ao Ministério Público estadual/DPE/PGE/SES/SMS, se comprometendo a resolver a situação e pôr fim à judicialização.

As duas portarias de incentivo financeiro para o custeio dessas cirurgias preveem também o aumento dos valores de repasses mensais para realização dos novos procedimentos; para Cuiabá o investimento é de R$ 460 mil, sendo o valor de R$ 300 mil para o custeio de cirurgias cardíacas com toracotomia e o valor de R$ 160 mil para o custeio de procedimentos de angioplastia coronariana com Stent farmacológico.

Para Rondonópolis, o investimento total é de R$ 115 mil, sendo o valor de R$ 75 mil para cirurgias cardíacas com toracotomia e para o custeio de procedimentos de angioplastia coronariana com Stent farmacológico o valor de R$ 40 mil. O custo de cada cirurgia de toracotomia é de R$ 5 mil e para a angioplastia coronariana com Stent farmacológico o valor de cada cirurgia é de R$ 4 mil.

Segundo critérios técnicos fixados nas Portarias, os municípios contemplados nessas modalidades de financiamento terão que seguir as seguintes exigências:

- Possuir em seu território estabelecimentos hospitalares habilitados como unidade de alta complexidade cardiovascular ou centro de referência;

- Regular e autorizar 100% via sistema de regulação o SISREG, os procedimentos de cirurgia cardiovascular de alta complexidade;

- Garantir que as unidades atendam as normas estabelecidas portarias ministeriais, devendo possuir condições técnicas, instalações físicas, equipamentos e recursos humano adequados;

- Garantir que as unidades tenham a continuidade de atendimento aos pacientes dentro da unidade até a sua alta hospitalar, apoio diagnóstico, avaliação de especialidades, leitos de retaguarda e transporte inter-hospitalar adequado.

A secretaria Estadual de Saúde, por meio do CAC (Comissões de Acompanhamento de Contrato), fará o encontro de contas trimestralmente e analisará as metas fiscais e financeiras de cada unidade hospitalar habilitada.

Rose Velasco | SES-MT

Qual a relação entre diabetes e doenças do coração?

O paciente com diabetes está mais propenso a sofrer infarto e derrame cerebral? Quem tem diabetes tem algum sintoma diferente ao sofrer um infarto? As mulheres costumam ser as principais vítimas? Durante o último congresso da Socesp (Sociedade Brasileira de Cardiologia do Estado de São Paulo), realizado no fim de maio deste ano, fizemos uma entrevista rápida com o cardiologista canadense David Fitchett, do Hostpital St. Michael’s, de Toronto, que ministrou uma palestra sobre a relação entre diabetes e doenças cardíacas. A seguir, ele esclarece algumas questões importantes sobre a doença e como ela pode e deve ser evitada:

1 – Por que o diabetes aumenta o risco de sofrer infarto e AVC?

O diabetes resulta em um número de fatores que aumentam o risco de infarto e AVC. A parede interna ou revestimento interno da artéria (endotélio) perde suas propriedades protetoras, permitindo que células anormais entrem no vaso. Essa disfunção endotelial é a anormalidade inicial na formação de ateroesclerose de qualquer etiologia.

O metabolismo do diabetes resulta em partículas de gordura que são quimicamente modificadas e tóxicas à parede da artéria. Essas partículas de gordura modificadas e tóxicas são absorvidas pelas células dentro da parede da artéria. Por fim, elas matam essas células, o que resulta em uma reserva de gordura: a placa aterosclerótica.

As plaquetas, células sanguíneas que iniciam a formação de coágulos no sangue, são mais aderentes em pacientes com diabetes, aumentando a probabilidade de obstrução do endotélio anormal. O endotélio anormal e a inflamação aumentada dentro da parede da artéria vão resultar em um estado que faz com que o revestimento da artéria tenha maior risco de romper, expondo o sangue à placa gordurosa dentro da parede. Isso é um estimulante poderoso para a formação de coágulos que obstruam a artéria, resultando em infarto (artérias coronárias obstruídas) ou derrame (artérias cerebrais obstruídas).

2 – Os sintomas de infarto são diferentes em quem tem diabetes? Ou costumam ser mais silenciosos?

Na verdade, cerca de 20% ou 30% dos pacientes com diabetes têm sintomas atípicos [durante o infarto]. Muitas vezes, eles apenas se queixam de falta de ar ou tontura. Por isso, muitos não se dão conta de que estão tendo um ataque cardíaco. Na verdade, é fundamental que o paciente com diabetes faça acompanhamento cardiológico frequente.

3- É verdade que as mulheres têm mais risco de sofrer um infarto do que os homens?

Não, isso não é real. Até os 60 anos os homens são muito mais propensos a ter um ataque cardíaco do que as mulheres, pois elas possuem um protetor natural hormonal, o estrógeno, que confere certa proteção às coronárias. Entretanto, após essa idade os riscos se equivalem e a prevenção vale para ambos os sexos.

4 – Falando em prevenção, por que é tão difícil para as pessoas mudar alguns hábitos de vida que são considerados de alto risco para doenças cardíacas, como sedentarismo e má alimentação, por exemplo? 

Porque são hábitos. Por exemplo, se você adotar determinado estilo de vida por 30, 50 anos, e tudo estiver indo bem (mesmo que nem tudo vá muito bem do ponto de vista de uma vida saudável), dificilmente você vai mudar. É por isso que temos de começar desde cedo, com as crianças. Educação para a saúde é tão importante, mas nem sempre a discussão sobre a importância de se adotar um estilo de vida saudável faz parte da grade curricular das escolas. Até aulas de educação física foram tiradas de muitas escolas. Conscientizar desde cedo sobre a importância de ter hábitos saudáveis é fundamental. 

Por Juliana Conte
Portal Dr. Drauzio Varella

Canela como suplemento alimentar pode auxiliar no controle da glicemia em diabéticos

O controle do açúcar no sangue (glicemia) é um dos principais objetivos a ser alcançado no tratamento da diabete tipo II. A glicemia elevada influencia o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, que é uma das principais complicações da diabete. As estratégias utilizadas até agora para controlar a glicemia incluem o uso de fármacos, intervenções no estilo de vida e modificações na alimentação.

Apesar de alguns estudos apontarem uma série de suplementos naturais como benéficos para o tratamento da diabete, o uso desses suplementos não é recomendado pela Associação Americana de Diabete devido à insuficiência de evidências clínicas mostrando a sua eficácia. Estudos recentes, entretanto, estão suprindo esta insuficiência. A maior parte deles tem concentrado suas atenções na canela (Cinnamomum cássia), ingrediente alimentar natural muito antigo e comum em todo o mundo.

No último mês de setembro foi publicada na revista científica Annals of Family Medicine uma pesquisa que utilizou como metodologia a metanálise, que consiste do agrupamento e análise de resultados de diferentes estudos abordando o mesmo tema. A avaliação dos resultados em grupo geralmente confere mais consistência às conclusões.

Esta metanálise agrupou 10 ensaios clínicos randomizados que comparavam grupos de pacientes diabéticos que ingeriram canela em pó ou em cápsulas versus diabéticos que não ingeriram. Em um período que variou, conforme o estudo, de 4 a 18 semanas de tratamento, os pacientes que ingeriram canela tiveram uma redução significativa da glicemia. Além disso, apresentaram uma melhora no perfil lipídico, com uma redução do colesterol total, triglicerídeos e LDL (colesterol ruim) e um aumento no HDL (colesterol bom).

Esses efeitos têm sido atribuídos ao princípio ativo da canela (cinamaldeído), que agiria em diferentes fases da regulação do principal controlador fisiológico da glicemia, o hormônio insulina, melhorando a eficiência da secreção e da ação deste hormônio nas células. A consequência dessa maior eficiência é uma redução do açúcar no sangue e uma melhora no padrão das gorduras circulantes.

Os pesquisadores salientam que o uso de 1 a 6 gramas por dia de canela (uma colher de chá contém aproximadamente 3 gramas) na alimentação pode ser um auxiliar no tratamento da diabete, sem ser, no entanto, um substituto da medicação prescrita pelo médico.

Autor: Dr. Gilberto Sanvitto - ABC da Saúde

Secretaria amplia procedimentos cirúrgicos em Cuiabá e Rondonópolis

Com a publicação das Portarias 094 e 095/2017 da Secretaria de Estado de Saúde (SES/MT), a partir de agora os hospitais de Cuiabá e de Rondonópolis, que são habilitados para realizarem cirurgias cardíacas, já podem fazer os procedimentos de toracotomia e angioplastia coronariana com Stent Farmacológico. As portarias determinam a ampliação desses serviços e complementa o repasse financeiro fundo a fundo aos dois municípios.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, esses procedimentos são cirurgias cardiovasculares de alta complexidade e vinham sendo judicializados por não estarem previstos na tabela de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS); em razão disso, o Governo do Estado passou a ser demandado judicialmente, e, somente por meio de liminares, podia realizar as cirurgias.

Em maio de 2016, o Estado assinou um termo de cooperação nº 003/maio2016 junto ao Tribunal de Justiça e ao Ministério Público estadual/DPE/PGE/SES/SMS, se comprometendo a resolver a situação e pôr fim à judicialização.

As duas portarias de incentivo financeiro para o custeio dessas cirurgias preveem também o aumento dos valores de repasses mensais para realização dos novos procedimentos; para Cuiabá o investimento é de R$ 460 mil, sendo o valor de R$ 300 mil para o custeio de cirurgias cardíacas com toracotomia e o valor de R$ 160 mil para o custeio de procedimentos de angioplastia coronariana com Stent farmacológico.

Para Rondonópolis, o investimento total é de R$ 115 mil, sendo o valor de R$ 75 mil para cirurgias cardíacas com toracotomia e para o custeio de procedimentos de angioplastia coronariana com Stent farmacológico o valor de R$ 40 mil. O custo de cada cirurgia de toracotomia é de R$ 5 mil e para a angioplastia coronariana com Stent farmacológico o valor de cada cirurgia é de R$ 4 mil.

Segundo critérios técnicos fixados nas Portarias, os municípios contemplados nessas modalidades de financiamento terão que seguir as seguintes exigências:

- Possuir em seu território estabelecimentos hospitalares habilitados como unidade de alta complexidade cardiovascular ou centro de referência;

- Regular e autorizar 100% via sistema de regulação o SISREG, os procedimentos de cirurgia cardiovascular de alta complexidade;

- Garantir que as unidades atendam as normas estabelecidas portarias ministeriais, devendo possuir condições técnicas, instalações físicas, equipamentos e recursos humano adequados;

- Garantir que as unidades tenham a continuidade de atendimento aos pacientes dentro da unidade até a sua alta hospitalar, apoio diagnóstico, avaliação de especialidades, leitos de retaguarda e transporte inter-hospitalar adequado.

A secretaria Estadual de Saúde, por meio do CAC (Comissões de Acompanhamento de Contrato), fará o encontro de contas trimestralmente e analisará as metas fiscais e financeiras de cada unidade hospitalar habilitada.

Rose Velasco | SES-MT

Estado retomará gestão direta de quatro hospitais regionais em 180 dias

O governador Pedro Taques assinou o Decreto 1.073, declarando situação de emergência administrativa pelo prazo de até 180 dias nos hospitais regionais de Sorriso, Alta Floresta, Colíder e o Metropolitano de Várzea Grande. A determinação foi assinada nesta quarta-feira (28.06) e circula nesta quinta-feira (29.06), no Diário Oficial do Estado (DOE-MT).

Os contratos que o Estado mantinha com as Organizações Sociais de Saúde (OSS) para que gerenciassem estes hospitais foram rescindidos, em 2014 e 2015, unilateralmente, devido ao descumprimento das metas contratuais e do inadimplemento das OSS’s contratadas. Após o processo de intervenção, as unidades ficaram sob o regime de ocupação temporária.

Conforme o governador, a medida é necessária para a gradativa transição para a administração direta e foi baseada em um parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE-MT). “A realização de licitação ou processo seletivo, qualquer que seja a modalidade, demanda tempo para o preparo, confecção e publicação de editais, abertura das propostas e julgamento, e abertura de prazos para eventuais recursos e homologação”, conforme as razões apontadas no Decreto para adotar a situação emergencial no prazo de até 180 dias.

A responsabilidade pelo passivo de cada um dos hospitais deverá ser apurada individualmente em cada contrato de gestão por comissão nomeada em um prazo máximo de 30 dias a partir da publicação do decreto. Este grupo será constituído por membros da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), da PGE e da Controladoria Geral do Estado (CGE-MT).

A partir de agora, nesse período de transição, a SES vai executar um plano de ação para a efetiva retomada da gestão direta destas unidades. A Organização Social que gerenciava os hospitais regionais de Alta Floresta, Colíder e o Metropolitano de Várzea Grande era o Instituto Pernambucano de Assistência e Saúde (IPAS). Já o regional de Sorriso era gerido pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Humano e Social (INDHS).

Medidas administrativas

De acordo com o decreto, “diante da necessidade de manutenção das contratações de pessoal e fornecedores de materiais, o Estado fará a realização de novas contratações para que seja possível a transição da ocupação temporária”. Dentre as medidas administrativas a serem adotadas visando à continuidade dos serviços prestados pelas unidades, estão as seguintes:

- Manter os contratos já vigentes de pessoal, de fornecimento de materiais e de tudo o que for necessário para a adequada prestação dos serviços de saúde pelo Estado até o término da ocupação temporária, ou revigorá-los, caso já extintos, observado, em qualquer situação, o prazo máximo previsto (180 dias);

- Justificar as novas contratações de fornecimento de materiais e de tudo o mais que seja necessário para garantir a gradativa transição do regime de ocupação temporária para a administração direta dos hospitais pelo Estado de Mato Grosso, cujos prazos máximos dos contratos não poderão exceder a 180 (cento e oitenta) dias, contados da respectiva assinatura, de acordo com o que preceitua o art. 24, IV, da Lei federal n. 8.666, de 21 de junho de 1993, devendo, nesse período, serem realizadas licitações;

- Justificar as contratações temporárias de pessoal para garantir a efetiva assunção da gestão direta dos hospitais pelo Estado de Mato Grosso, nas condições e prazos previstos na legislação estadual de regência;

- Obter prioridade em remanejamentos orçamentários;

- Garantir prioridade no acesso a recursos financeiros, de fontes orçamentárias e extraorçamentárias, inclusive os decorrentes de doações e de ressarcimentos ao erário.

O Decreto 1.073, em seu parágrafo único, diz, ainda, que para o cumprimento das ações, a Secretaria de Estado de Saúde deverá observar as regras aplicáveis à administração pública. O artigo 3º diz que no prazo de até 180 dias, “os órgãos responsáveis deverão encerrar todos os processos administrativos em curso relativamente aos contratos de gestão firmados com as organizações sociais que detinham contrato de gestão das unidades hospitalares referidas neste Decreto, bem como, em ato contínuo, adotar as providências cabíveis”.

A medida estabelece, também, que no prazo máximo de até 180 dias o Estado de Mato Grosso deverá cessar, definitivamente, as ocupações temporárias. Ou seja, terá que realizar o saneamento de todas as pendências, mediante a adoção das providências necessárias, previstas ou não no Decreto.

Assessoria | SES-MT

Nove municípios podem ficar sem recursos do Bolsa Família

Nove municípios de Mato Grosso estão com acompanhamento insuficiente da saúde de crianças entre zero e seis anos de idade e mulheres grávidas ou em fase de amamentação. O Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário exige um índice mínimo de 30% para que as cidades continuem recebendo recursos do Programa Bolsa Família. A Secretaria de Estado de Saúde, por meio da coordenadoria de promoção e humanização da saúde, faz o alerta para os municípios de: Lucas do Rio Verde, Água Boa, Pedra Preta, Castanheira, Comodoro, Conquista D’Oeste, Porto Estrela, Santa Rita do Trivelato e Serra Nova Dourada.

Esses municípios têm até o dia 30 de junho para informar o acompanhamento das famílias beneficiárias do programa, sob o risco de perderem o repasse de recurso Federal, da ordem de R$ 2,50 por família cadastrada e com base no índice de gestão descentralizada calculado pelo MDSA. A nutricionista e técnica em alimentação e nutrição da SES/MT, Jane Kátia Viva Taveira alerta que o prazo é improrrogável.

“A cada vigência do cadastro que corresponde a um semestre o Estado precisa repassar as informações para o MDSA e isso depende dos dados que devem ser enviados pelos municípios mensalmente”, enfatizou a nutricionista.

Em Mato Grosso dos 141 municípios 132 já enviaram os seus dados para a Setas – Secretaria de Trabalho e Assistência Social – que é a pasta que coordena o programa no Estado. Na área da saúde, a meta prevista no sistema de pactuação anual, aponta que em 2016 o estado cumpriu a meta de acompanhamento nacional que era de 65%, ficando com 65,34%.

De acordo com o coordenador do PBFS/SES/MT, Aparecido Samuel de Castro Cavalcante para este ano a meta nacional prevista é de 72%; já Mato Grosso prevê registrar 68% de acompanhamento. Antes do término do primeiro semestre, que se encerrará dia 30 de junho, a SES/MT já registrou 57,61% de acompanhamento, enquanto que a meta nacional, no período, é de 60,61%. Isso significa que 80.445 pessoas do público alvo do programa foram acompanhadas pelos municípios que registraram e lançaram os dados oficialmente. A meta para este ano é acompanhar até 139.629 pessoas.

O coordenador esclarece que o PBFS acompanha a saúde integral de crianças e mulheres gestantes e em amamentação, incluindo as indígenas e quilombolas e ciganas, caso haja. O acompanhamento inicia na unidade de saúde municipal onde deve ser coletado o peso e a altura dessas pessoas e conferida a caderneta de vacinação, e ainda a coleta de dados sobre alimentação e nutrição e amamentação dos bebês e crianças.

O link para o informação dos dados no Sistema de Gestão do PBF na Saúde (BFA) é: http://bolsafamilia.datasus.gov.br/

Para mais informação, enviar e-mail para bfasaude@saude.gov.br.

Rose Velasco | SES-MT