Aplicativo ajuda crianças a entenderem o câncer

Jogo de celular auxilia crianças com câncer e familiares de pacientes a desmistificarem a doença e seus tratamentos

Imagine que você é uma criança de sete anos e tem uma doença grave que você não conhece, mas que todos os adultos ao seu redor entram em pânico só de ouvirem o nome. É isso que acontece com cerca de 12 mil crianças e adolescentes que são diagnosticados com câncer todos os anos no Brasil. Apesar de 70% deles serem curados ao receberem diagnóstico precoce e tratamento adequado, passar por um câncer em uma idade tão tenra pode ser uma experiência bastante traumática.Pensando nisso, o estúdio de games Mukutu em parceria com o Instituto Beaba criou um jogo de celular chamado AlphaBeatCancer para explicar a crianças, cuidadores e familiares de pacientes como o câncer atua no organismo e quais são as formas de tratá-lo.

No aplicativo, a criança é um ursinho que entra no hospital e envereda pelas várias etapas da doença através de jogos e tarefas educativas: diagnóstico, exames, quimioterapia, radioterapia, consulta com psicólogos, médicos e nutricionistas. Ao todo, são 20 atividades possíveis dentro do app.

Seguindo a lógica de um tratamento oncológico real, a criança é guiada por diversos profissionais de saúde. A diferença é que no aplicativo, assim como os pequenos, eles também são bichos: o médico ganhou orelhas de coelho, o enfermeiro é um avatar de gatinho, o fisioterapeuta é ágil como um macaco e o nutricionista tem chifrinhos de vaca.

Na fase a seguir, o médico convida o pequeno a clicar nas células vermelhas e acabar com a metástase que está acontecendo no corpo.

Por ser voltado para crianças de 6 a 8 anos, o game é bastante intuitivo e a linguagem utilizada nas explicações da doença é muito didática. Outra preocupação visível que os desenvolvedores tiveram foi de criar um ambiente em que os jogadores se sintam seguros – mesmos nas definições de termos médicos complexos, o tom é sempre otimista e de amparo aos “ursinhos”.

O AlphaBeatCancer foi selecionado este ano pelo movimento Games for Change, em Nova York. O aplicativo é gratuito e está disponível para iOS e Android.

Fonte: Superinteressante

Ministro da Saúde apresenta linha de crédito para entidades filantrópicas

Na ocasião, foram assinados dois protocolos de intenção para repasse de recursos à Maternidade e Cirurgia Nossa Senhora do Rocio e à Fundação de Estudos para Doença de Fígado Koutolas Ribeiro

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, participou nesta segunda-feira (19), em Curitiba, da cerimônia de apresentação da linha de crédito Caixa Hospitais e BNDES Saúde às entidades filantrópicas de todo o estado do Paraná. O objetivo é incentivar que as instituições façam adesão ao produto para que tenham fôlego financeiro e consigam pagar compromissos bancários, fornecedores e prestadores de serviço, mantendo, dessa forma, a continuidade dos serviços oferecidos à população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa faz parte das medidas de ação anunciadas em setembro deste ano com foco na estruturação financeira e fortalecimento das santas casas e entidades filantrópicas do Brasil.

Na ocasião, o ministro Ricardo Barros e o presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Gilberto Occhi, também assinaram dois protocolos de intenção para repasse de recursos a dois hospitais de Curitiba: Maternidade e Cirurgia Nossa Senhora do Rocio e Fundação de Estudos para Doença de Fígado Koutolas Ribeiro, que pleiteiam, respectivamente, R$ 50 milhões com prazo de pagamento para 84 meses e R$ 18 milhões para pagar em até 120 meses.

“Estou priorizando os atendimentos para as santas casas, que respondem por mais de 50% dos atendimentos pelo Sistema Único de Saúde. Com a economia de R$ 1 bilhão que conseguimos fazer, desde o início da minha gestão, foi possível priorizar o credenciamento dessas entidades com um alongamento da linha Caixa Hospitais. Esperamos que, dessa forma, as santas casas que estão com dificuldades financeiras fiquem aliviadas”, destacou o Ministro da Saúde, durante a solenidade desta segunda-feira.

Como resultado dos esforços empenhados, a pasta conseguiu firmar parceria com a Caixa Econômica Federal (CEF) para ampliar o prazo de pagamento das Operações de Crédito das entidades filantrópicas para até 120 meses e com até seis meses de carência. O objetivo é que essas instituições tenham condições de antecipar os recursos a receber do Ministério da Saúde, referentes aos serviços ambulatoriais e internações prestadas ao SUS, o que serve como garantia de pagamento da linha de crédito.

O crédito fica limitado à margem financeira disponível para cada instituição, não podendo ultrapassar 35% do faturamento total da entidade nos últimos 12 meses junto ao SUS. A primeira instituição a aderir ao programa foi a Santa Casa de São Paulo, no início do mês, assinando um contrato de estruturação financeira na ordem de R$ 360 milhões.

“Fizemos um levantamento junto com o Ministério da Saúde e temos R$ 130 milhões que podem ser liberados para todos os 122 hospitais filantrópicos do Paraná. Queremos oferecer uma linha de financiamento que pode chegar a 10 anos, com um ano de carência e taxas de juros menores que o mercado atualmente. A ideia é oportunizar que esses hospitais, que oferecem atendimento prioritário pelo SUS, renegociem suas dívidas, paguem os fornecedores e funcionários e utilizem os recursos na gestão do dia-a-dia, tendo em vista que este é um capital de giro”, completou o presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi.

SANTAS CASAS – Em setembro, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, anunciou um aporte de R$ 513 milhões para fortalecer as santas casas. A liberação da verba é resultado das medidas de gestão adotadas desde que assumiu o comando da pasta, em maio deste ano, como revisão de contratos e economia com aluguéis e outros serviços, levando maior eficiência dos gastos. Desta forma, o recurso economizado está sendo reaplicado na saúde, garantindo a expansão dos serviços, como as entidades filantrópicas, e a oferta de medicamentos.

Deste total, R$ 371 milhões foram destinados para novas habilitações e credenciamentos de 216 hospitais filantrópicos em 20 estados. Os R$ 141 milhões restantes foram de emendas parlamentares dos últimos dois anos que ainda não haviam sido pagas. Esse recurso reforça e qualifica os serviços oferecidos por outras 255 instituições em 19 estados brasileiros.

PARANÁ – Atualmente, existem 192 entidades filantrópicas no Paraná, sendo que 100 delas possuem o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social na área de saúde (CEBAS). O certificado concede isenção das contribuições sociais e permite que as instituições possam, entre outras coisas, celebrar convênios com o poder público com menos burocracia.

Para custeio dos atendimentos e procedimentos realizados por essas instituições no estado, o Ministério da Saúde enviou este ano o valor de R$ 1,5 bilhão. O estado contou ainda com aportes na ordem de R$ 369,3 milhões para programas como IntegraSUS, Fideps, Incentivo à Contratualização, 100% SUS, SOS e Rede de Urgência e Emergência.

PROSUS – As santas casas e hospitais filantrópicos contam ainda com o Programa de Fortalecimento das Entidades Privadas Filantrópicas e das Entidades Sem Fins Lucrativos que atuam na área de saúde (PROSUS), cujo objetivo é, em um prazo máximo de 15 anos, quitar os débitos das entidades aderidas.

O programa tem foco nas instituições que estão em grave situação econômico-financeira, que passam a ter concessão de moratória e remissão das dívidas vencidas no âmbito da Secretaria da Receita Federal do Brasil e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Em contrapartida, estas entidades devem ampliar os exames, cirurgias e atendimentos aos pacientes por meio do SUS.

Além de poderem amortizar suas dívidas, as entidades aderidas ao PROSUS recebem certidões que permitem contratar empréstimo junto a instituições financeiras e pactuar a prestação de serviços ao SUS.

Por Gustavo Frasão, da Agência Saúde

Secretaria de Saúde aponta aumento de casos de microcefalia em Mato Grosso

Na última semana, Mato Grosso registrou mais três casos de bebês com microcefalia. Em todo o Estado já são 341 notificações. Os dados referem-se até o dia 26 de novembro.

Os casos de microcefalia foram notificados em 55 municípios, no entanto, as cidades com maiores índices são Rondonópolis, Cáceres e em Cuiabá.

A equipe da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde esclarece que utiliza as definições vigentes no Protocolo do Ministério da Saúde para confirmar ou descartar os casos suspeitos.

O Ministério considera um caso confirmado após análise clínica radiológica ou laboratorial.

De acordo com o Protocolo, a investigação da causa da microcefalia é realizada somente nos casos notificados que apresentem características sugestivas de infecção congênita, para a identificação da infecção pelo vírus Zika, entre outros agentes infecciosos.

Alteração do perímetro cefálico

O Ministério da Saúde mudou, seguindo recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), o critério para considerar bebês com microcefalia. A medida do perímetro cefálico em recém-nascidos passou de 32 cm para 31,9 cm em meninos e 31,5 cm em meninas.

Em dezembro, o parâmetro para diagnóstico da doença já havia diminuído, passando de 33 cm para 32 cm. As alterações têm como objetivo padronizar as referências para todos os países, valendo para bebês nascidos com 37 ou mais semanas de gestação.

Hérica Teixeira/Assessoria SES-MT