Dieta do Mediterrâneo reduz declínio mental da idade.

A dieta do mediterrâneo consiste de um padrão alimentar que inclui uma ingestão de alimentos diversificada, com o predomínio de frutas, nozes, azeite de oliva, cereais e vegetais em quantidades apreciáveis, associada com um baixo consumo de carnes vermelhas e moderado consumo de peixes, vinho tinto e derivados do leite (na forma de iogurte e queijos).

Muitos estudos já demonstraram os vários benefícios que a dieta do mediterrâneo traz à saúde, entre eles a diminuição do risco de doenças relacionadas com a idade, como doenças cardiovasculares (infarto, insuficiência cardíaca, hipertensão), acidente vascular cerebral (derrame) e diabete tipo II, tendo alguns destes estudos, de forma isolada, sugerido um efeito positivo sobre doenças cerebrais relacionadas com a idade, como a demência.

Um novo estudo de revisão sistemática que compilou e analisou em conjunto os dados de 12 pesquisas publicadas sobre o tema confirma de forma cientificamente mais robusta que uma maior aderência à dieta do mediterrâneo pode trazer benefícios para o cérebro, reduzindo o declínio cognitivo e o risco de demência, frequentes na idade avançada. O trabalho foi realizado por um grupo de pesquisadores britânicos e publicado na última semana na revista cientifica Epidemiology.

Os efeitos positivos da dieta do mediterrâneo sobre o cérebro podem ocorrer por meio de múltiplos mecanismos biológicos. A própria redução dos riscos cardiovasculares, diabete e doenças metabólicas, como dislipidemias, podem contribuir para uma redução do declínio cognitivo da idade e o desenvolvimento de demências. Além disso, os alimentos da dieta do mediterrâneo são ricos em antioxidantes, que são compostos químicos que reduzem o estresse celular produzido pelas oxidações biológicas, o que protegeria as células nervosas do dano provocado pela idade.

Apesar destas conclusões animadoras, os cientistas ressaltam a necessidade de novos estudos para confirmar os achados e esclarecer os mecanismos de ação.

Enquanto isso carregue no azeite de oliva! E se bater aquela fomezinha, três ou quatro nozes (de qualquer tipo) é a pedida, porém, cuidado que ambos são bastante calóricos. Frutas e legumes, coma sempre, todos os dias, em todas as refeições.

Autor: Dr. Gilberto Sanvitto - ABC da Saúde

Em Tangará da Serra o setor de mamografias atende mulheres que aguardam na fila por exames

Secretário Municipal de Saúde Itamar Martins Bonfim
Em entrevista à Pioneira, o Secretário Municipal de Saúde de Tangará da Serra, Itamar Bonfim, falou a respeito dos exames de mamografia que têm sido realizados pelo município.

No Dia ‘D’ do Outubro Rosa foram realizados 50 exames que estavam na fila de espera há muito tempo. Segundo o Secretário, aos poucos mais mulheres estão sendo chamadas afim de atender toda a demanda.

“Com relação aos exames de mamografia, quero informar a todas as mulheres que podem ficar tranquilas porque a gente vai fazer. Nós tínhamos uma demanda reprimida, como já foi falado anteriormente; pessoas com um bom tempo na fila de espera. Então a nossa Central de Regulação está ligando para as mulheres, está convocando elas. Até peço para as mulheres que têm um pedido de exame há algum tempo, para fazerem contato novamente. Podem ir até a Central, porque alguns telefones deixados não atendem mais. Peço que essas pessoas venham até a Central”, disse.

Segundo Bonfim, os exames são realizados todos os dias no Posto Central e em na Clínica Doyon, a partir de convênio com o Governo do Estado. “Nós estamos fazendo muitas mamografias. Além desse equipamento novo instalado no Posto Central onde estamos fazendo diariamente as mamografias, ainda temos uma cota pelo Estado que fazemos na Doyon, em torno de 100 exames”, ressaltou.

As mulheres que têm pedidos de exame e estão na fila de espera há muito tempo podem procurar a Central de Regulação para atualizar o cadastro.

“Se alguém tem algum pedido de mamografia que se encontra ainda na nossa Central de Regulação, procure o Pedro ou a Jennifer e passe seus dados novamente, porque as vezes o endereço ou o telefone mudou. É questão de tempo. A fila era grande mesmo e a partir do ano que vem a nossa meta é fazer pelo menos uma mamografia em cada mulher dentro da faixa etária preconizada pelo Ministério da Saúde”, concluiu o Secretário.

Fonte: Aline Schwaab com Heverton Luiz - Redação RP

Dengue e zika somam mais de 50 mil casos notificados

Mato Grosso apresenta alta incidência de dengue (822/100mil habitantes), alta incidência do vírus zika (749/100 mil habitantes) e baixa incidência de febre chikungunya (78/100 mil habitantes). O número de casos de dengue, confirmados, é de 26.598 mil (aumento de 12% relação ao mesmo período de 2015). Zika são 24.405 mil casos (aumento de 162% do total anual de 2015) e de Febre Chikungunya são 2.558 mil casos (aumento de 687% do total anual do ano passado).

A comissão de investigação de óbitos do programa da dengue vem acompanhando a investigação de 46 casos, sendo 16 notificações de óbitos por dengue (5 confirmados até o momento), 16 de casos graves (6 confirmados) e 14 de dengue com sinais de alarme (9 confirmados).A SES orienta a população para se prevenirem dos criadouros dos mosquitos transmissores das doenças. O Estado monitora semanalmente a progressão dos casos, e faz o trabalho de orientação junto aos municípios para que as ações sejam intensificadas. Levantamento, demonstra que 80% dos criadouros do mosquito estão nas residências, por isso é importante o envolvimento da população.

Para reduzir os impactos causados pelo mosquito, a SES alerta os municípios para que mantenham a rede atenta para o diagnóstico precoce da doença e o manejo correto para que mortes sejam evitadas. Além disso, devem ser desenvolvidas ações de mobilização, inspeções domiciliares para eliminação de criadouros do mosquito, atividades educativas para orientar a população sobre como evitar focos do vetor, como também aplicação de inseticida para eliminação de insetos adultos.

Por Maricelle Lima Vieira / SES

Cento e cinquenta e quatro casos de microcefalia são descartados

Dos 320 casos notificados de microcefalia em Mato Grosso, 154 foram descartados, 118 permanecem em investigação e 47 foram confirmados. Foram notificados 25 mortes, sendo oito confirmados por microcefalia, treze estão em investigação e quatro foram descartados.

Os casos notificados estão distribuídos em 53 municípios de Mato Grosso, sendo a maioria deles em Rondonópolis (106 casos). A orientação da Secretaria de Estado de Saúde é para que os municípios investiguem os casos para confirmação, de acordo com o Protocolo de Vigilância, e intensifiquem o acompanhamento dos casos pela atenção à saúde.

Notificação

A equipe da Vigilância Epidemiológica da SES esclarece que utiliza as definições vigentes no Protocolo do Ministério da Saúde para confirmar ou descartar os casos suspeitos. O Ministério considera um caso confirmado após análise clínica radiológica e/ou laboratorial.

De acordo com o Protocolo, a investigação da causa da microcefalia é realizada somente nos casos notificados que apresentem características clínicas e/ou laboratoriais sugestivas de infecção congênita, para a identificação da infecção pelo vírus zika, entre outros agentes infecciosos.

O documento traz também orientações, como a definição de casos suspeitos de microcefalia durante a gestação, caso suspeito durante o parto ou após o nascimento, critérios para exclusão de casos suspeitos, sistema de notificação e investigação laboratorial. Além disso, há orientações sobre como deve ser feita a investigação epidemiológica dos casos suspeitos e sobre o monitoramento e análise dos dados.

Alteração do perímetro cefálico

O Ministério da Saúde mudou o critério, seguindo recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), para considerar bebês com microcefalia. A medida do perímetro cefálico em recém-nascidos passou de 32 cm para 31,9 cm em meninos e 31,5 cm em meninas. Em dezembro, o parâmetro para diagnóstico da doença já havia diminuído, passando de 33 cm para 32 cm. As alterações têm como objetivo padronizar as referências para todos os países, valendo para bebês nascidos com 37 ou mais semanas de gestação.

Fonte: Maricelle Lima Vieira / SES

Projeto Samuzinho leva conscientização e consequências do trote

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) recebe, em média, 550 ligações no telefone 192 por dia. Dessas, 39% são trotes. Somente este ano, até o mês de setembro, foram 32.749 mil chamadas, das quais 16.903 mil eram trotes, ou seja, 51,61% das ligações.

Para conscientizar do quanto essa prática é prejudicial, está sendo retomado o Projeto Samuzinho, direcionado ao público infantil com objetivo de disseminar a importância do serviço.

Uma dessas atividades será a participação da equipe do Samu, na Feirart, do colégio Supremus, que neste ano terá como tema: saúde. A feira ocorre nesta sexta-feira (21), a partir das 18:30 horas. Na oportunidade, será proferida palestra e entrega da cartilha ‘Samuzinho - Seja um defensor da vida junto com o Samu".

O Samu pretende no próximo ano resgatar o projeto nas escolas da rede pública e privada para conscientização da relevância do serviço e do quanto são prejudiciais as ligações de trote que aumentam o risco de fatalidades de vidas que poderiam ser salvas com o atendimento no menor tempo possível.

O Superintendente do Samu, Herlandreson Gomes Gonçalves explica que não são somente as crianças que passam trotes, por isso é preciso que os adultos se conscientizem. "Nosso objetivo é que os alunos disseminem a informação levando para a família também. Vamos resgatar integralmente o projeto de conscientização e planejar visitas ao encontro da comunidade escolar periodicamente o ano que vem".

O colégio Supremus está localizado na Rua 24 de outubro, bairro Goiabeiras - Cuiabá - MT.

Fonte: Maricelle Lima Vieira / SES

Saúde lança ação nacional de combate à sífilis

O Ministério da Saúde lançou hoje (20) uma ação nacional de combate à sífilis. A proposta é mobilizar gestores e profissionais de saúde sobre a importância da detecção e do tratamento da doença durante o pré-natal. O anúncio foi feito durante reunião ordinária da Comissão Intergestores Tripartite, na sede da Organização Pan-americana da Saúde (Opas).

Na ocasião, o governo federal e 19 associações e conselhos de saúde assinaram uma carta compromisso estabelecendo ações estratégicas para a redução da sífilis congênita no país com prazo previsto de um ano. O foco é detectar precocemente a doença no início do pré-natal e encaminhar tanto a gestante como o parceiro para imediato tratamento com penicilina.

De acordo com o ministério, a estratégia prevê, entre outros aspectos: o incentivo à realização do pré-natal precoce no primeiro trimestre da gestação; a ampliação do diagnóstico por meio de testes rápidos; o tratamento oportuno para a gestante e seu parceiro; e o incentivo à administração de penicilina benzatina (único medicamento seguro e eficaz na prevenção da sífilis congênita).

Campanha

Ainda durante a reunião, a pasta apresentou campanha publicitária a ser veiculada em mídias sociais chamando atenção para ações de prevenção à sífilis. “Nosso objetivo é reunir a sociedade no esforço de combate à sífilis. Assim, poderemos incentivar a testarem principalmente as grávidas para evitar a transmissão vertical da doença. Trazemos soluções factíveis no compromisso que assinamos hoje”, avaliou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Detecção

A detecção da sífilis, de acordo com o ministério, é feita atualmente no Brasil por meio de testes rápidos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). No caso das gestantes, a indicação da realização do teste rápido ocorre já na primeira consulta do pré-natal – daí a importância de conscientizar mães e parceiros a iniciar o acompanhamento no primeiro trimestre da gravidez.

“Um grande desafio é o início precoce, já que culturalmente as mulheres tendem a procurar o médico apenas quando a barriga aparece, o que diminui as chances de cura da sífilis para a mãe e facilita a transmissão da doença para o bebê”, disse a diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Adele Benzaken.

Manual

Outra ação lançada pela pasta durante o evento trata do Manual Técnico para Diagnóstico da Sífilis, que tem como objetivo orientar e subsidiar profissionais de saúde da atenção básica na realização da testagem para a doença. O material apresenta fluxogramas para o diagnóstico seguro da infecção, permitindo que profissionais e serviços de saúde selecionem o que mais se adequa à sua realidade local.

Boletim epidemiológico

No Brasil, todos os tipos de sífilis são de notificação obrigatória há pelo menos cinco anos. Dados do último boletim epidemiológico, referentes aos anos de 2014 e 2015, indicam que a sífilis adquirida teve um aumento de 32,7%; a sífilis em gestantes, de 20,9%; e a sífilis congênita, de 19%.

Em 2015, foram notificados 65.878 casos de sífilis adquirida no país. No mesmo período, a taxa de detecção foi de 42,7 casos para cada 100 mil habitantes, sendo a maioria em homens – 136.835 casos (60,1%). No período de 2010 a junho de 2016, foi registrado um total de 227.663 casos de sífilis adquirida.

Entre gestantes, em 2015, a taxa de detecção da sífilis foi de 11,2 casos para cada mil nascidos vivos, considerando um total de 33.365 casos da doença. Já de janeiro de 2005 a junho de 2016, foram notificados 169.546 casos. Com relação à sífilis congênita (em bebês), em 2015, foram registrados 19.228 casos – uma taxa de incidência de 6,5 para cada mil nascidos vivos.

Acesso à penicilina

Apesar de reconhecida na Assembleia Mundial da Saúde como essencial para o controle da transmissão vertical da sífilis, a penicilina benzatina apresenta, desde 2014, um quadro de desabastecimento em diversos países devido à falta de matéria-prima para a produção.

Este ano, o governo brasileiro, em caráter emergencial, adquiriu 2,7 milhões de frascos do medicamento, com prioridade na prescrição para grávidas e seus parceiros. Numa tentativa de assegurar o tratamento às grávidas, a pasta publicou a Resolução nº 3161/2011 permitindo que a administração da droga seja feita também por equipes de enfermagem.

Fonte: Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

Entenda a importância do teste do pezinho para o bebê

Talvez você já tenha se perguntado do motivo pelo qual o teste do pezinho é feito no pé do bebê. Essa escolha foi feita por ser uma região bastante irrigada do corpo, o que facilita o acesso ao sangue para a coleta da amostra. Em todo o mundo, a coleta do exame é realizada pela punção no calcanhar e por isso, aqui no Brasil, é popularmente chamado de Teste do Pezinho.

Apesar de muitos bebês chorarem durante o exame, a picadinha no calcanhar é muito importante para dar as melhores condições de desenvolvimento para as crianças brasileiras. Esse não é um exame que traz riscos ao bebê. Muito pelo contrário, é rápido, pouco invasivo e até bem menos incômodo do que a coleta com seringa em uma veia no bracinho.

A primeira pesquisa utilizando esta metodologia aconteceu em 1961, nos Estados Unidos. Em 1964, graças ao teste, 400 mil crianças já tinham sido testadas para a doença chamada fenilcetonúria, em 29 estados americanos. Essa metodologia de detecção foi sendo substituída e melhorada com o passar dos anos por outras mais precisas e simples, e várias outras doenças puderam ser incluídas nos programas de triagem neonatal.

Desde a década de 1960, logo após a comprovação da eficiência do exame, a Organização Mundial da Saúde (OMS) orientou os países que adotassem a triagem neonatal nos programas de assistência à população. Quando um programa de triagem já está implantado num país, não existe custo elevado para a inclusão de outros testes ao protocolo, considerando a importância preventiva dos resultados.

O Brasil foi o primeiro país da América Latina a ofertar o Teste do Pezinho, em 1976. A iniciativa partiu de um pediatra paulista, o professor Benjamin Schmidt. Ele criou um projeto na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de São Paulo (APAE-SP) para diagnosticar a fenilcetonúria. Dez anos mais tarde, em 1986, a mesma instituição incluiu o diagnóstico do hipotireoidismo congênito no teste.

A década de 1980 é um importante marco para a proteção das crianças com o exame, já que foram publicadas as primeiras leis de amparo à realização de testes de triagem neonatal em alguns estados brasileiros, como São Paulo (Lei Estadual 3.914/1983) e Paraná (Lei Estadual 867/1987).

Nova abordagem terapêutica cria esperanças para o tratamento da doença de Alzheimer

A doença de Alzheimer é um tipo de demência que causa perda de memória, dificuldades de encadear os pensamentos e alterações comportamentais, sendo uma das maiores causas de declínio cognitivo em todo o mundo. Até agora nenhuma terapia ou medicamento tem se demonstrado efetivos no tratamento da doença como um todo, ou de alguns de seus aspectos, como o da perda da memória e diminuição da cognição.

Entretanto, pesquisadores da Universidade da Califórnia lançam agora uma perspectiva que pode dar uma esperança para mudar este quadro desalentador.

Resultados de um estudo piloto realizado em humanos foram publicados online no dia 27 de setembro na revista científica Aging. O estudo contou com a participação de 10 pacientes que apresentavam perda de memória associada com doença de Alzheimer ou a déficit cognitivo leve ou moderado. Os pacientes foram submetidos a uma abordagem terapêutica que não incluía medicamentos ou cirurgia. Cada paciente seguiu um programa de estilo de vida personalizado, porém, com vários elementos compartilhados. Entre eles, exercício físico regular, alto consumo de frutas e vegetais, eliminação de carboidratos simples da dieta, consumo de peixes (evitando os produzidos em criadouros), regramento do horário de refeições permitindo períodos de jejum entre elas, estabelecimento de padrões de sono regulares, estratégias de redução de estresse como ioga e meditação. Além disso, os participantes receberam uma variedade de vitaminas e complementos.

Estresse aumenta o risco de infertilidade em mulheres

A inter-relação entre estresse e fertilidade em mulheres vem sendo sugerida por dados da literatura científica há algum tempo. Entretanto, ainda não está clara a direção desta associação, permanecendo o papel do estresse nessa relação ainda controverso.

Esta semana foi publicada uma pesquisa na revista médica Human Reproduction que encaminha uma resposta para esta questão que relaciona estresse com infertilidade. O objetivo do estudo foi avaliar esta possível associação utilizando um marcador de estresse em mulheres. O biomarcador utilizado foi a enzima alfa-amilase, coletada da saliva de mulheres que estavam tentando engravidar. O fato desta enzima aumentar nas situações de estresse, e poder ser detectada na saliva, torna-a ideal para uso em estudos de base populacional. Além disso, trabalhos recentes sugerem que os estresses psicológicos produzem um aumento mais pronunciado na alfa-amilase salivar, quando comparado com os estresses físicos.

Foram coletados dados de mais de 400 casais, entre 2005 e 2009, que interromperam a anticoncepção com o fim de engravidar. Para fins de avaliação do estresse, as mulheres coletaram saliva para a dosagem do biomarcador por duas vezes. A primeira, quando o estudo iniciou e a segunda, no primeiro ciclo menstrual do período do estudo. A capacidade de engravidar foi medida pelo tempo despendido para engravidar. Os casais foram acompanhados por 12 meses para observar se houve concepção. Os dados foram ajustados para evitar que fatores como idade, raça, padrão econômico, consumo de álcool, tabaco e cafeína interferissem na análise.

Da totalidade de casais que completaram o protocolo, 87% das mulheres engravidaram e 13 % não engravidaram. Os pesquisadores encontraram, pela análise dos resultados, que, as mulheres com a maior concentração da alfa-amilase na saliva (o marcador do estresse), tiveram uma probabilidade 29% menor de engravidar, quando comparadas com as mulheres com a menor concentração da enzima. Esta redução de fecundidade, representa um risco 2 vezes maior de infertilidade entre essas mulheres.

Dicas e cuidados de exercícios para quem tem asma

Algumas atividades físicas podem ser muito benéficas para quem sofre com o problema

Asma, por definição, é uma "respiração difícil". Tecnicamente, a asma é a dificuldade de aerar os pulmões causada por uma diminuição do calibre das vias aéreas superiores, dificultando a inspiração, condição que produz aquele chiado característico da doença.

Essa "respiração difícil" tem diferentes causas, o que a torna comum a muitas doenças, o que sempre a obriga a se fazer acompanhada de um ?sobrenome?: cardíaca, catarral, alérgica, induzida pelo esporte... Induzida pelo esporte?!

Pois é! A asma pode ser induzida pela atividade física e tornar-se um problema de saúde com interferência direta no desempenho do atleta, como as demais que provocam essa respiração difícil.

Sua causa precisa ainda é incerta e objeto de pesquisa. A explicação que conta com maior número de adeptos entre os pesquisadores é de que o espasmo (contração) dos músculos lisos (involuntários) que causa a dificuldade na respiração, somado ao chiado característico da asma (induzida pelo esforço) vem da desidratação e inflamação dessas vias, em consequência de exercício de alta intensidade e de tempo prolongado.

A essa condição somam-se fatores ambientais, como temperatura, umidade e poluição atmosférica, partículas e substâncias causadoras de alergias, pó e pelos de animais, entre outros, e, claro, a genética que dita a vida de cada um de nós.

Estudos mostram que os atletas de alto rendimento também são mais sujeitos à infecção de vias aéreas superiores, atribuída à baixa imunidade, reflexo de treinamento em alta intensidade por tempo prolongado, sem a devida recuperação.

Bom, isso significa que "a atividade física vai me derrubar e jogar na cama doente? Que o melhor é nem sair dela?" Não, claro que não! A atividade física moderada aumenta a resposta imunológica protetora - o que diminui o risco de gripe e resfriado se comparado ao dos sedentários.

Mas e se a asma for alérgica, a mais comum delas? O que podemos fazer para esses indivíduos, muitos dependentes de remédios broncodilatadores, as famosas bombinhas? Devemos restringir sua atividade a ponto de torná-lo sedentário? Mais uma vez a resposta é não!

Esses portadores de asma, pelo contrário, devem ser estimulados a praticar exercíciosfísicos regulares, como todos na população. É evidente que com cuidados especiais como evitar exercícios ao ar livre nos dias frios, úmidos e com alto índice de poluentes no ar, sem jamais interromperem a medicação sem a indicação do seu médico assistente. Devem adaptar a atividade às condições limitantes impostas pela doença, pelo ambiente e algumas vezes pela medicação.

O treinamento respeitará a intensidade adequada para cada praticante, sempre na faixa moderada. Manter-se hidratado adequadamente, não só durante o treino, é fundamental.

A abordagem principal no programa de treinamento para esses praticantes são os exercícios aeróbios, caminhada, corrida, bicicleta e seus derivados, devem ser praticados 3 a 5 vezes por semana, em intensidade moderada, por tempo que se inicia com 20 minutos e pode progredir até 60 minutos. Intervalos de 10 minutos acontecem sempre que sintoma de dispnéia (falta de ar) ocorrer, podendo até interromper a atividade dependendo da intensidade da crise.

A certeza de que o programa de treino aeróbico associado ao tratamento medicamentoso será um sucesso, impõe trabalho adicional de resistência muscular localizada. Trabalhando grandes grupos musculares 3 vezes por semana cria-se condições de resposta do aparelho locomotor à demanda circulatória adaptada, gerada pelo treinamento aeróbio regular, que exigirá estímulos crescentes.

Completando o programa de treinamento, exercícios de flexibilidade e alongamento garantem amplitude normal de movimentos e distribuição uniforme da carga por toda a superfície da articulação. Devem ser estáticos, ao gosto do praticante e repetidos por 3 vezes na semana.

Claro que você notou que não falamos da natação. Estaria ela indicada? Sim! Excelente exercício aeróbio e tem também a qualidade de auxiliar no ritmo respiratório. Lembramos que o tratamento da água é feito com produtos químicos que podem desencadear crises de asma (alergia) e que as piscinas devem ter temperatura da água e do ambiente controlados. Lembre-se que o exercício não dispensa uso de medicamentos pelos asmáticos, mas pode ser um poderoso aliado no sucesso do tratamento.

E, antes de culpar seu animal de estimação, lembre-se que o exercício em excesso pode ser o causador do chiado que você sente no peito. Lembre-se também de manter suas visitas ao médico sempre atualizadas.

Fonte: Minha Vida

CAMINHAR - Um Ótimo Exercício

Você provavelmente deve ter feito isto sozinho antes mesmo de completar um ano de idade, mas por que, atualmente, os estudiosos do movimento vem falando tanto sobre este tipo de atividade física como benéfica para a saúde? Porque talvez seja a forma mais fácil de colocar nosso corpo em movimento, já que não existem grandes restrições (custos, vestimentas, calçados); basta querer e a possibilidade de lesionar-se é muito pequena.

Mas, embora uma atividade simples, que todos podem realizar voluntariamente, é importante que quando se utilize o andar como forma de exercício físico se tenha alguns cuidados básicos que este artigo se propõe a destacar. Muitos deles você provavelmente já conheça.
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Então, somente para relembrar ou reforçar aqui vão alguns: 

Antes de iniciar a caminhada

Escolha um horário do dia que preferir (manhã ou tarde) em que o sol esteja mais ameno;
Procure colocar uma roupa confortável (leve e clara). Se estiver frio ou ventando, agasalhe-se;
O calçado é muito importante. Quando caminha num ritmo rápido, você dá cerca de 120 passos por minuto; agora multiplique pelo número de minutos que pretende caminhar e verá que se o calçado for inadequado, quantas vezes seus pés sofrerão maus tratos. Tênis são os mais indicados;
Mesmo que não tenha sede, sempre tome um pouco de água antes de iniciar a caminhada, pois, quando sentí-la, seu corpo já está com falta de água. Se pretende caminhar bastante tempo e/ou está muito quente, levar uma garrafinha com água é uma boa idéia;

Durante a caminhada

Nunca inicie muito rapidamente. Dê um tempo (pelo menos uns 5 minutos) para aquecer seu corpo antes de intensificar seu ritmo;
A vantagem desse tipo de atividade é que você pode concentrar-se em vários aspectos do seu corpo, como: colocação dos pés (tocar os calcanhares primeiro no solo), postura ereta, olhar dirigido à frente, balanço dos braços alternados com pernas, palmas das mãos voltadas para as laterais das coxas, respirar profundamente inspirando pelas narinas, ou ainda apenas observar a paisagem, ou conversar com alguém;
Sempre que caminhar com alguém, um dos dois estará num ritmo que é mais acelerado, ou menos, do que seria ideal para você. Então, como não existem duas pessoas exatamente iguais, é mais difícil ainda encontrar alguém com o mesmo nível de condicionamento físico. O melhor a fazer é curtir a conversa, evitando falar de problemas ou aborrecimentos enquanto caminha. Quando você exercita seu corpo, seu cérebro também que ser bem tratado. A caminhada tem que ser algo agradável para você.
Se for sozinho, avise alguém, e, caso não se sinta bem durante a caminhada, não continue. Por isso, mesmo com o inconveniente de você estar com alguém com pernas mais curtas ou compridas que as suas, é melhor ter companhia.
Se faz muito tempo que não faz exercícios (sedentário), não tente compensar todos os excessos que cometeu no final de semana, ou a falta de exercícios dos últimos meses, apenas num dia; vá com calma! Não existe nada que diga que você tem que ir até determinado ponto. O ideal é você prestar atenção às respostas que seu corpo lhe dá; aprenda a escutá-lo. Não peque por excesso, você pode sentir-se atordoado, desmaiar ou ganhar uma tendinite. Respeite seus limites.

Depois da caminhada:

Mais uma vez, tome água; você não perde água pelo corpo apenas suando, respirando também você estará perdendo água;
Realizar uma série de alongamentos (exercícios para manter ou desenvolver a flexibilidade do seu corpo) será ótimo neste momento. porque você está aquecido e estará trazendo seu corpo gradativamente a condição de repouso;
Se faz tempo que não faz atividades físicas, não sente ou deite-se logo que termina a caminhada, fique pelo menos uns 10 minutos em pé ou caminhando mais lentamente para trazer todo seu metabolismo o mais próximo das condições que você estava.

Finalizando, esperamos que você perceba mais seu corpo, procure sentí-lo e, quem sabe, a caminhada é o primeiro passo para exercícios ou atividades mais intensas (correr, jogar futsal, ou entrar numa academia de ginástica). Afinal, nosso corpo foi feito para movimentar-se e a caminhada, embora seja uma atividade fácil, que não exige nada além da força de vontade e alguns minutos, é apenas um dos tipos.

Caminhe mais e seu corpo e mente agradecerão por serem bem cuidados!

Fonte: ABC da Saúde