Desafio à recomendação de evitar frutas secas

Associações de saúde bucal em todo o mundo, incluindo a British Oral Health Foundation, geralmente aconselham a evitar frutas secas como petisco, pois elas aderem ao dente e podem, por isso, serem consideradas prejudiciais. Mas, ao revisar a literatura científica referente ao assunto, uma especialista em nutrição do Reino Unido descobriu que essa hipótese pode não ser fundamentada com base científica.

A revisão foi feita pela Dra. Michèle Sadler, nutricionista registrada oficialmente pelo estado. “Há uma falha em dados científicos de qualidade para apoiar o aconselhamento de evitar a ingestão de frutas secas com base em parâmetros da saúde bucal, e é necessário mais pesquisa”, diz.

A pesquisadora, aliás, descobriu que o consumo de frutas secas propicia certos benefícios para a saúde bucal.

Ela explica que consumi-las requer mastigar com mais força, “o que encoraja o fluxo salivar”. Além disso, destaca Dra. Michèle, esses alimentos possuem componentes antimicrobianos e sorbitol.

Para a nutricionista, a recomendação do consumo de frutas secas deveria considerar seus benefícios nutricionais, como “a alta taxa de fibra, pouca gordura e níveis úteis de micronutrientes”.

Dra. Michèle é consultora independente em nutrição há 16 anos. Em seu trabalho, ela foca a aplicação da ciência nutricional na indústria alimentícia, incluindo estratégia nutricional, desenvolvimento e posicionamento de produto, principalmente na área que envolve a saúde e fornece dados de formulações.

O estudo Dried Fruit and Dental Health foi publicado online em julho no International Journal of Food Sciences and Nutrition.

Fonte: Dental Tribune International

Diabetes: ajude a multiplicar essa informação

A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) está realizando a campanha Diabetes sem Complicações de conscientização sobre as complicações graves que a doença pode causar, como problemas renais e cardiovasculares, entre outros.

Os atores Flávia Alessandra e Otaviano Costa são os embaixadores dessa ação, que começou na semana passada em São Paulo, na estação Clínicas do Metrô.

Monitoras interagiram com as pessoas que passaram por lá, nos dias 30 e 31 de agosto, convidando-as a montar um “quebra-cabeça gigante” que mostrava informações e dicas de como evitar a diabetes. A estrutura ficará neste local por um mês.

A ação conta ainda com a distribuição de uma cartilha com informações da doença e de prevenção, incluindo passatempos, como cruzadinhas.

E não é apenas o paulistano que será informado. Essa campanha pegará estrada rumo a outras capitais nos próximos meses – Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Fortaleza – e será fortalecida por meio de divulgação em redes sociais.

Você sabia? – Até 40% das pessoas com diabetes desenvolvem problemas nos rins, segundo a SBD. Além disso, esses pacientes apresentam um risco até quatro vezes maior de morrer devido a uma doença cardiovascular, como infarto e AVC.

Mas o problema principal é que metade das pessoas, aproximadamente, não está ciente dessas potenciais consequências, segundo revelou uma pesquisa feita pela entidade em parceria com o Ibope Inteligência.

Fonte: ABO

Uma ‘vida’ escovando os dentes

Já parou para pensar quanto tempo você usa durante toda sua vida apenas para escovar os dentes? Bem, a resposta pode ser surpreendente, dependendo do tempo que você dedica para o cuidado com a higiene oral.

Eis uma informação legal para você e para o seu paciente. Compartilhe!

Vamos lá, fazer contas.

Considerando uma expectativa média de vida de 74 anos e que você totalize quatro minutos por dia de escovação – somando manhã, almoço e noite –, teremos o seguinte resultado: 4 minutos por dia, 28 minutos por semana, 120 minutos por mês, 1.440 minutos por ano. Ou seja, 24 horas a cada ano.

Portanto, se você seguir a recomendação dos dentistas e viver por 74 anos, deverá gastar 74 dias para escovar os dentes.

Mas vale a pena, afinal é melhor trabalhar na prevenção e ter uma boa saúde bucal, não é mesmo?

Agora, o que pode mudar. Não é sempre que as pessoas alcançam o tempo de escovação ideal, ou pelo menos o recomendado por cirurgiões-dentistas. Segundo estudos do instituto Academy of General Dentistry, uma pessoa normalmente dedica somente 45 a 70 segundos diários a esta prática.

Para os “rapidinhos”, digamos assim, que somam apenas 45 segundos de escovação diária, o tempo dedicado à escovação cairia de 74 dias, no caso de viverem 74 anos, para aproximadamente 15 dias.

E quem faz 70 segundos por dia de escovação, levaria perto de 23 dias de vida escovando os dentes, em 74 anos de vida.

Fio dental – Uma informação legal que pode ajudar é referente ao uso do fio dental como complemento na higiene bucal. Se a pessoa não usar fio dental (e corretamente), 40% da superfície do seu dente não ficará limpa. Outra coisa, apenas 53% das pessoas no Brasil afirmam usar esse tipo de produto.

Fonte: www.kavo.com

Depressão

Depressão é uma doença psiquiátrica, crônica e recorrente, que produz uma alteração do humor caracterizada por uma tristeza profunda, sem fim, associada a sentimentos de dor, amargura, desencanto, desesperança, baixa autoestima e culpa, assim como a distúrbios do sono e do apetite.

É importante distinguir a tristeza patológica daquela transitória provocada por acontecimentos difíceis e desagradáveis, mas que são inerentes à vida de todas as pessoas, como a morte de um ente querido, a perda de emprego, os desencontros amorosos, os desentendimentos familiares, as dificuldades econômicas, etc. Diante das adversidades, as pessoas sem a doença sofrem, ficam tristes, mas encontram uma forma de superá-las. Nos quadros de depressão, a tristeza não dá tréguas, mesmo que não haja uma causa aparente. O humor permanece deprimido praticamente o tempo todo, por dias e dias seguidos, e desaparece o interesse pelas atividades, que antes davam satisfação e prazer.

A depressão é uma doença incapacitante que atinge por volta de 350 milhões de pessoas no mundo. Os quadros variam de intensidade e duração e podem ser classificados em três diferentes graus: leves, moderados e graves.

Causas

Existem fatores genéticos envolvidos nos casos de depressão, doença que pode ser provocada por uma disfunção bioquímica do cérebro. Entretanto, nem todas as pessoas com predisposição genética reagem do mesmo modo diante de fatores que funcionam como gatilho para as crises: acontecimentos traumáticos na infância, estresse físico e psicológico, algumas doenças sistêmicas (ex: hipotireoidismo), consumo de drogas lícitas (ex: álcool) e ilícitas (ex: cocaína), certos tipos de medicamentos (ex: as anfetaminas).

Mulheres parecem ser mais vulneráveis aos estados depressivos em virtude da oscilação hormonal a que estão expostas principalmente no período fértil.

Sintomas

Além do estado deprimido (sentir-se deprimido a maior parte do tempo, quase todos os dias) e da anedonia (interesse e prazer diminuídos para realizar a maioria das atividades) são sintomas da depressão:

1) alteração de peso (perda ou ganho de peso não intencional); 2) distúrbio de sono (insônia ou sonolência excessiva praticamente diárias); 3) problemas psicomotores (agitação ou apatia psicomotora, quase todos os dias); 4) fadiga ou perda de energia constante; 5) culpa excessiva (sentimento permanente de culpa e inutilidade); 6) dificuldade de concentração (habilidade diminuída para pensar ou concentrar-se); 7) ideias suicidas (pensamentos recorrentes de suicídio ou morte); 8) baixa autoestima, 9) alteração da libido.

Muitas vezes, no início, os sinais da enfermidade podem não ser reconhecidos. No entanto, nunca devem ser desconsideradas possíveis referências a ideias suicidas ou de autodestruição.

Diagnóstico

O diagnóstico da depressão é clínico e toma como base os sintomas descritos e a história de vida do paciente. Além de espírito deprimido e da perda de interesse e prazer para realizar a maioria das atividades durante pelo menos duas semanas, a pessoa deve apresentar também de quatro a cinco dos sintomas supracitados.

Como o estado depressivo pode ser um sintoma secundário a várias doenças, sempre é importante estabelecer o diagnóstico diferencial.

Tratamento

Depressão é uma doença que exige acompanhamento médico sistemático. Quadros leves costumam responder bem ao tratamento psicoterápico. Nos outros mais graves e com reflexo negativo sobre a vida afetiva, familiar e profissional e em sociedade, a indicação é o uso de antidepressivos com o objetivo de tirar a pessoa da crise.

Existem vários grupos desses medicamentos que não causam dependência. Apesar do tempo que levam para produzir efeito (por volta de duas a quatro semanas) e das desvantagens de alguns efeitos colaterais que podem ocorrer, a prescrição deve ser mantida, às vezes, por toda a vida, para evitar recaídas. Há casos de depressão que exigem a associação de outras classes de medicamentos – os ansiolíticos e os antipsicóticos, por exemplo – para obter o efeito necessãrio.

Há evidências de que a atividade física associada aos tratamentos farmacológicos e psicoterápicos representa um recurso importante para reverter o quadro de depressão.

Recomendações

* Depressão é uma doença como qualquer outra. Não é sinal de loucura, nem de preguiça nem de irresponsabilidade. Se você anda desanimado, tristonho, e acha que a vida perdeu a graça, procure assistência médica. O diagnóstico precoce é o melhor caminho para colocar a vida nos eixos outra vez;

* Depressão pode ocorrer em qualquer fase da vida: na infância, adolescência, maturidade e velhice. Os sintomas podem variar conforme o caso. Nas crianças, muitas vezes são erroneamente atribuídos a características da personalidade e nos idosos, ao desgaste próprio dos anos vividos;

* A família dos portadores de depressão precisa manter-se informada sobre a doença, suas características, sintomas e riscos. É importante que ela ofereça um ponto de referência para certos padrões, como a importância da alimentação equilibrada, da higiene pessoal e da necessidade e importância de interagir com outras pessoas. Afinal, trancafiar-se num quarto às escuras, sem fazer nada nem falar com ninguém,está longe de ser um bom caminho para superar a crise depressiva.


Publicado em 14/03/2013.

Revisado em 10/02/2015.

Fonte: Dr. Drauzio Varella

Cafeína melhora a memória

Milhões de pessoas no mundo inteiro ingerem, diariamente, cafeína que é um componente de diversas bebidas como café, chá, refrigerantes, energéticos, e também de alguns medicamentos e alimentos. Efeitos benéficos deste composto já vêm sendo descritos na literatura médica, principalmente na melhora da atenção, alerta e no aumento da capacidade cognitiva. Por outro lado, potenciais danos à saúde causados pelo uso indiscriminado de grandes quantidades também têm sido demonstrados.

Agora, uma pesquisa, recentemente publicada na revista Nature Neuroscience, traz uma boa novidade sobre a cafeína. O estudo revelou que a ingestão da substância melhora a memória de longa duração (aquela que é guardada por períodos longos e é mais permanente, ao contrário da memória de curta duração e da memória de trabalho, que são estocadas por períodos muito curtos).

Os pesquisadores conseguiram dissociar o efeito positivo da cafeína diretamente sobre a memória, de outros efeitos da cafeína que poderiam, indiretamente, melhorar o desempenho do participante num teste de memória, como o aumento da atenção, vigilância e cognição. Isso foi feito empregando-se um tipo de experimento chamado de administração pós-estudo, em que a droga é administrada após o sujeito ter estudado o material que teria que recordar.

O estudo incluiu mais de 100 participantes, que visualizavam centenas de imagens comuns em um computador. Cinco minutos após, eles ingeriram diferentes doses de cafeína em tabletes. Os participantes retornavam 24 horas depois, e viam mais imagens de objetos. Eles deviam responder se as imagens eram as mesmas, se eram novas, ou semelhantes, às do dia anterior. As pessoas que ingeriram a dose de 200 miligramas de cafeína tiveram melhor desempenho do que aquelas que ingeriram placebo, ou 100 miligramas de cafeína. Doses mais altas que 200 miligramas não tiveram maior efeito.

Mas, quanto é 200 miligramas (mg) de cafeína nos cafés e chás do nosso dia-a-dia? Esta é uma pergunta difícil de responder, pois há uma gama enorme de padrões de industrialização e preparo das bebidas. Um espresso (do italiano: retirado sob pressão) tem de 40 a 75 mg de cafeína. Uma xícara de café passado (240 ml) tem de 95 a 200 mg. Uma xícara de chá preto tem de 14 a 60 mg e de chá verde de 24 a 40 mg de cafeína.

Desta maneira, podemos planejar nossos cafés e chás do dia pensando no que precisamos lembrar amanhã, salientando que a ingestão de cafeína até 6 horas antes de dormir pode prejudicar o sono, e o tiro pode sair pela culatra.

Vale lembrar que a Academia Americana de Pediatria recomenda que adolescentes não ingiram mais do que 100 mg de cafeína por dia, e que crianças não deveriam ingerir bebidas contendo cafeína.

Autor: Equipe ABC da Saúde

Como ter uma alimentação saudável comendo em Buffet

Definitivamente a urbanização tomou conta do mundo. Um dos aspectos da urbanização que traz mais impacto à saúde é o da alimentação. As longas distâncias que separam a casa do trabalho, associado aos problemas de mobilidade urbana, obrigam as pessoas a comer fora de casa e poucos são os que têm disponibilidade de preparar seu almoço no dia anterior. A opção para muitos é o restaurante que oferece Buffet, que apresenta uma diversidade de opções com preços razoáveis.

Mas esta é uma alimentação saudável? Bem, é verdade que cada vez mais os restaurantes têm ampliado as opções saudáveis, com mais itens de saladas, cereais, frutas e vegetais. Mas as frituras e os alimentos ricos em carboidratos e gorduras continuam muito presentes. A escolha do que comer diante de tantas opções passa a ser um problema e experimentar um pouco de tudo pode não ser a melhor solução.

Uma pesquisa recente propôs estudar o comportamento de escolha dos alimentos pelas pessoas, conforme a disposição dos tipos de alimentos na mesa do Buffet. No estudo, publicado na revista científica PLoS One, os pesquisadores ofereceram duas mesas de Buffet de um café da manhã de estilo americano (incluía os mesmos 7 itens nas duas mesas: omelete de queijo, batatas, bacon, bolo de canela, granola com baixa gordura, iogurte desnatado e frutas) para 124 pessoas participantes de uma conferência, divididas em dois grupos. Cada uma das duas mesas apresentava os mesmos alimentos, só que em ordem inversa (dos menos saudáveis aos mais saudáveis e vice-versa). Em uma mesa os participantes encontravam os alimentos saudáveis primeiro, enquanto na segunda mesa os alimentos menos saudáveis de alta caloria iniciavam a mesa. Os pesquisadores registraram o que os participantes escolhiam em cada uma delas.

O estudo revelou alguns resultados curiosos e interessantes e, talvez, muito importantes para guiar nossas escolhas nos buffets. Na mesa em que os alimentos saudáveis aparecem primeiro, 86% dos participantes selecionaram fruta (que estava no início). Entretanto, quando os alimentos menos saudáveis apareceram primeiro, somente 54% escolheram fruta (que estava no final da mesa). Da mesma forma, quando os alimentos menos saudáveis apareciam primeiro, 75% escolheram omelete de queijo, enquanto somente 29% escolheram este item quando os saudáveis apareciam primeiro. Além disso, foi constatado que 66 por cento do total do prato é composto pelos três primeiros itens da mesa, independentemente se são os alimentos mais ou os menos saudáveis.

Se conscientemente decidimos ter uma alimentação saudável e com menos calorias, as primeiras escolhas no Buffet são críticas! Se for preciso, comece pelo fim da mesa do buffet.

Autor: Equipe ABC da Saúde

Unidades de saúde terão atendimento diferenciado

Com base no Decreto n° 694, de 15 de setembro, o secretário de Estado de Saúde, João Batista Pereira da Silva, publicou portaria interna determinando o horário de atendimento da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) e unidades descentralizadas.

Devido o fluxo, o atendimento nas unidades Centro Estadual de Referência de Média e Alta Complexidade (Cermac), Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Correa (Cridac), Centro Estadual de Odontologia para Pacientes Especiais (Ceope) e Coordenadoria de Regulação será das 7h às 13h.

Destaque para unidades que funcionam normalmente como MT Hemocentro, Escritórios Regionais, Escola de Saúde Pública, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Centro Integrado de Assistência Psicossocial Adauto Botelho (Ciaps), Gerência de Serviços de Vigilância de Óbitos, Gerência de Vigilância em Doenças Imunopreveníveis e Coordenadoria de Regulação de Urgência e Emergência com servidores que desempenham suas funções em regime de escala ou plantão.

O Art. 1º da referida portaria institui o horário de expediente da SES, em turno único e ininterrupto: das 13h às 19h, para servidores com jornada de trabalho de 40 horas semanais, e das 13h às 17h30 para servidores que cumprem 30 horas semanais.

Com base no art. 2º do Decreto 694, o horário excepcional de expediente não se aplica ao servidor no desempenho das suas funções em regime de plantão, regime de escala, em unidade escolar e unidades assistenciais à saúde com atendimento 24 horas.

Fonte: Maricelle Lima Vieira / SES

Animal de estimação está associado a uma redução de risco para doença cardíaca.

Numerosos estudos têm explorado a relação entre possuir um animal de estimação e doença cardíaca, muitos deles apontando para potenciais benefícios cardiovasculares.

Estes benefícios seriam decorrentes de vários fatores associados com o fato do indivíduo possuir um animal de estimação, sendo o fator mais evidente o aumento da atividade física.

No intuito de sistematizar e analisar criticamente as pesquisas já existentes sobre o assunto, a Associação Americana do Coração realizou uma revisão dos principais dados conhecidos e produziu um documento publicado na revista científica Circulation. Neste documento é confirmado o potencial efeito benéfico de possuir um animal de estimação, particularmente cães, sobre o risco de desenvolver doença cardíaca. Estes estudos, apesar de demonstrar um claro efeito na redução do risco cardíaco, não permitem a comprovação de uma relação causa-efeito.

Muitos fatores associados ao de possuir um animal de estimação podem juntos contribuir para este efeito. A atividade física aumentada, o carinho e o senso de responsabilidade para com o animal, são alguns destes fatores que podem reduzir o estresse, o que sem dúvida contribui para a redução do risco de doenças.

O documento salienta que adquirir um animal de estimação não deve servir como propósito de prevenção primária de doença cardíaca. Isto porque, provavelmente, quem não gosta de animais, além de ter os contratempos de possuir um, não sentiria o mesmo prazer que resultaria nos benefícios.

É bem conhecida a importância das interações sociais, particularmente os fortes laços familiares, agindo positivamente sobre a saúde dos indivíduos. Estudos demonstram de forma consistente um risco aumentado de morte em pessoas com baixa quantidade e/ou qualidade de interações sociais. O isolamento social é considerado um grande risco para o desenvolvimento de doença e morte, sendo equiparado ao fumo, obesidade, sedentarismo e pressão alta, como fator de risco.

Gostar e possuir animais de estimação se agrega como mais um fator neste conjunto de interações afetivas e sociais que, de forma ainda pouco conhecida, atua aumentando a autoestima e sensação de bem-estar e diminuindo o risco de doenças.

Autor: Equipe ABC da Saúde

Incidência de casos de dengue e zika continua alta

Entre janeiro e julho deste ano, Mato Grosso apresentou 803 casos de dengue por 100 mil habitantes, o que é considerado alta incidência da doença. O zika vírus também demonostrou alta incidência, com 746 casos por 100 mil habitantes. Já a febre chikungunya tem incidência de 43 por 100 mil habitantes, o que é considerado baixa incidência.

Foram notificados 26.219 casos de dengue, 24.363de zika e 1.401 de chikungunya. Em comparação ao mesmo período do ano passado, a dengue teve aumento de 11%, o zika de 162% e a chikungunya de 332%.

Óbitos por dengueA comissão de investigação de óbitos do programa da dengue vem acompanhando 44 casos, sendo 14 suspeitos de óbitos por dengue. Cinco foram confirmados até o momento.

Chikunguya

A quantidade de municípios silenciosos para chikungunya diminuiu de 73 para 72 cidades. Três delas representam incidência acumulada que as classificam como alto risco: Acorizal, Querência e Campo Novo do Parecis. Os municípios da Regional São Félix do Araguaia não apresentam casos de febre chikungunya.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) alerta para o "período não epidêmico". As ações de mobilização, comunicação, e educação em saúde são fundamentais para a mudança de comportamento e adoção de práticas para a manutenção do ambiente domiciliar e evitam a infestação por Aedes Aegypti.

Fonte: Maricelle Lima Vieira / SES

Até o momento, 25 casos de microcefalia foram confirmados

Dos 308 casos notificados de microcefalia em Mato Grosso, 25 foram confirmados, sendo 18 por exame de imagem e sete associado ao vírus zika. Foram notificados 21 óbitos, porém apenas sete foi confirmado por microcefalia, 10 estão em investigação e quatro foram descartados.

Os casos notificados estão distribuídos em 53 municípios de Mato Grosso. Sendo a maioria deles em Cáceres (48) e Rondonópolis (46 casos). A orientação da Secretaria de Estado de Saúde é para que os municípios investiguem os casos para confirmação, de acordo com o Protocolo de Vigilância, e intensifiquem o acompanhamento dos casos pela atenção à saúde.

Notificação

A equipe da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde esclarece que utiliza as definições vigentes no Protocolo do Ministério da Saúde para confirmar ou descartar os casos suspeitos. O Ministério considera um caso confirmado após análise clínica radiológica e/ou laboratorial. De acordo com o Protocolo, a investigação da causa da microcefalia é realizada somente nos casos notificados que apresentem características clínicas e/ou laboratoriais sugestivas de infecção congênita, para a identificação da infecção pelo vírus zika, entre outros agentes infecciosos.

O documento traz também orientações, como a definição de casos suspeitos de microcefalia durante a gestação, caso suspeito durante o parto ou após o nascimento, critérios para exclusão de casos suspeitos, sistema de notificação e investigação laboratorial. Além disso, há orientações sobre como deve ser feita a investigação epidemiológica dos casos suspeitos e sobre o monitoramento e análise dos dados.

Alteração do perímetro cefálico

O Ministério da Saúde mudou, seguindo recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), o critério para considerar bebês com microcefalia. A medida do perímetro cefálico em recém-nascidos passou de 32 cm para 31,9 cm em meninos e 31,5 cm em meninas. Em dezembro, o parâmetro para diagnóstico da doença já havia diminuído, passando de 33 cm para 32 cm. As alterações têm como objetivo padronizar as referências para todos os países, valendo para bebês nascidos com 37 ou mais semanas de gestação.

Fonte: Maricelle Lima Vieira / SES

Mato Grosso registra mais de 26 mil casos de dengue

Mato Grosso já registrou 26.155 casos de dengue neste ano. A incidência é de 801 casos por 100 mil habitantes. Diante do aumento de casos notificados, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) reforça o alerta para a intensificação das ações de prevenção e controle da dengue, da febre chikungunya e do zika vírus aos 141 municípios mato-grossenses.Zika vírus e chikungunya

Em relação ao zika vírus, são 24.328 mil casos suspeitos no estado. Devido à incidência, Mato Grosso está com risco alarmante, já que são 745 casos por 100 mil habitantes.

Já foram registrados este ano 1.399 casos suspeitos de febre chikungunya, o que representa uma incidência de 47 casos para cada grupo de 100 mil habitantes.

A SES orienta a população para evitar os criadouros dos mosquitos transmissores da doença e prevenir, além da dengue, a febre chikungunya e o zika vírus. O Estado monitora semanalmente a progressão dos casos e faz o trabalho de orientação aos municípios para que as ações sejam intensificadas, mas alerta que 80% dos criadouros do mosquito estão nas residências, por isso é importante o envolvimento da população.

Para reduzir os impactos causados pelo mosquito, a SES enfatiza aos municípios a importância de manter a rede atenta para o diagnóstico precoce da doença e o manejo correto para que mortes sejam evitadas. Além disso, devem ser desenvolvidas ações de mobilização, inspeções domiciliares para eliminação de criadouros do mosquito, atividades educativas para orientar a população sobre como evitar focos do vetor, como também aplicação de inseticida para eliminação de insetos adultos.

Fonte: Maricelle Lima Vieira / SES

Campanha de Multivacinação começa na segunda

Com o objetivo de convocar pais e responsáveis a levarem seus filhos aos postos de vacinação, seja para iniciar o esquema de vacinal ou completar as doses que estiverem pendentes, o Ministério da Saúde envia para Mato Grosso 487,7 mil doses das 14 vacinas ofertadas na campanha.

Entre 19 e 30 de setembro, todas as crianças menores de cinco anos, crianças com nove anos e adolescentes de 10 a 15 anos incompletos devem participar da Campanha Nacional de Multivacinação 2016. O dia D da mobilização nacional será no sábado (24), mas a campanha começa na próxima segunda-feira (19).A estratégia neste ano é incluir os adolescentes porque esse grupo prioritário é um dos apresenta uma maior resistência a se vacinar. Além disso, muitos pais acreditam que não há necessidade de imunizar os filhos nesta faixa etária. O objetivo é reduzir o número de não vacinados e aumentar a cobertura vacinal nas crianças e adolescentes.

O gerente da Vigilância em Doenças Imunopreveníveis da SES, Thiago Rondon, explica da importância da população alvo comparecer aos serviços de saúde levando a caderneta de vacinação, para que os profissionais de saúde possam avaliar se há doses que necessitam ser aplicadas. Ele ainda acrescenta que as doses estão sendo enviadas semanalmente aos escritórios regionais para encaminhar aos municípios. "Todos os municípios estão aptos a iniciar a campanha e no decorrer da semana mais doses estarão chegando".

Fonte: Maricelle Lima Vieira / SES

12 sintomas que ajudam a identificar um AVC

Os sintomas de um acidente vascular cerebral (AVC), também conhecido como derrame ou AVE, podem surgir de uma hora para outra, e dependendo da parte do cérebro que é afetada manifestam-se de forma diferente.
Porém, existem alguns sintomas que podem ajudar a identificar este problema rapidamente, como:
  1. Dor de cabeça intensa que surge de repente;
  2. Diminuição da força de um dos lados do corpo, que é visível no braço ou na perna;
  3. Perda da sensibilidade de uma parte do corpo, não identificando o frio ou calor, por exemplo;
  4. Dificuldade em permanecer de pé ou ficar sentado, pois o corpo cai para um dos lados, não conseguindo andar ou ficar arrastando uma das pernas;
  5. Alterações da visão, como perda parcial da visão ou visão embaçada;
  6. Rosto assimétrico, com boca torta e sobrancelha caída;
  7. Dificuldade para levantar o braço ou segurar objetos, pois o braço fica caído;
  8. Fala embolada, lenta ou com um tom de voz muito baixo e muitas vezes imperceptível;
  9. Movimentos incomuns e descontrolados, como tremores;
  10. Sonolência ou mesmo perda de consciência;
  11. Perda de memória e confusão mental, não sendo capaz de realizar ordens simples, como abrir os olhos e, podendo ficar agressivo e não saber referir a data ou o seu nome, por exemplo;
  12. Náuseas e vômitos.
Apesar disso, o AVC também pode acontecer sem gerar qualquer sintoma visível, sendo descoberto em exames que são realizados por um outro motivo qualquer. As pessoas que possuem maiores chances de ter um AVC são aquelas que tem pressão alta, excesso de peso ou diabetes e, por isso, devem fazer consultas regulares no médico para evitar esse tipo de complicações.

O que fazer em caso de suspeita

Em caso de suspeita de estar ocorrendo um AVC deve-se fazer o exame SAMU, que consiste em:

Geralmente, as pessoas que estão sofrendo um AVC não conseguem realizar as ações pedidas neste teste. Assim, caso isso aconteça, deve-se deitar a vítima de lado em um local seguro e chamar o SAMU ligando para 192, ficando sempre atento se a vítima continua respirando normalmente e, no caso de deixar de respirar deve-se iniciar a massagem cardíaca.

Quais podem ser as sequelas do AVC

Após um AVC o indivíduo pode ficar com sequelas, que podem ser ligeiras ou muito graves e que, devido à falta de força, o podem impedir de andar, vestir ou comer sozinho, por exemplo.
Além disso, outras consequências do AVC incluem dificuldade em comunicar ou em compreender ordens, engasgamentos frequentes, incontinência, perda de visão ou mesmo comportamentos confusos e agressividade, o que dificulta a relação com a família e amigos.
Desta forma, é muito importante fazer o tratamento das sequelas do AVC, que é feito com sessões de fisioterapia que ajudam a recuperar os movimentos, sessões de terapia da fala para estimular a comunicação e sessões de estimulação cognitiva para melhorar a qualidade de vida e o bem-estar do indivíduo.
Para evitar estas sequelas o mais importante é mesmo impedir que o AVC aconteça. Por isso, aprenda o que pode fazer para reduzir o risco de ter um AVC.
Fonte; Tua Saúde

Consultas somam 5 mil e superam a primeira edição

A segunda edição da Caravana da Transformação, realizada em Peixoto de Azevedo, já bateu recorde em números de consultas. Até este domingo (11.09), foram realizadas 5.045 consultas oftalmológicas. O número já é maior que o registrado em Barra do Bugres, onde foram realizadas 5.003 consultas.

Quem precisa de atendimento oftalmológico pode procurar a Vila Olímpica de Peixoto de Azevedo até esta terça-feira (13.09). As cirurgias serão realizadas até a próxima sexta-feira (16.09), quando se encerra as atividades desta segunda edição da Caravana da Transformação.

Por dia, são realizadas uma média de 800 consultas oftalmológicas. Quando diagnosticado problemas de catarata e pterígio, o paciente já sai com o agendamento da cirurgia. Até o momento, já foram realizadas 1.537 cirurgias no centro cirúrgico móvel instalado na Vila Olímpica.

Somente de catarata foram realizadas 1.479 cirurgias, 56 de pterígio e dois procedimentos de yag laser. Contando cirurgias, consultas e os exames que são realizados na Caravana da Transformação, o número de procedimentos sobe para 26.801.

Para garantir a eficiência nos procedimentos, a empresa contratada pelo Governo de Mato Grosso realiza todo o acompanhamento pós-cirúrgico. O primeiro acompanhamento ocorre 24 horas após a cirurgia. Um segundo é feito sete dias depois. A empresa voltará 30 dias após as operações um último encontro com os pacientes.

No final de semana, a Caravana da Transformação recebeu o governador Pedro Taques, idealizador da iniciativa. O chefe do Poder Executivo Estadual reuniu com prefeitos da região e tratou questões como saúde, segurança, educação e meio ambiente com lideranças do extremo Norte do estado.

Fonte: Thiago Andrade | Gcom-MT

Caravana da Transformação já realizou 1.249 cirurgias oftalmológicas

No segundo "Dia D" da Caravana da Transformação os atendimentos passaram a marca de mil cirurgias, e o dia terminou com um total de 1.249 cirurgias realizadas. Só neste sábado (10.09), foi feito 302 procedimentos para correção de catarata e 13 de pterígio. Nos dois dias com ações de cidadania, mais de 6 mil pessoas circularam pela Vila Olímpica de Peixoto de Azevedo, sede da segunda edição da iniciativa.

Já foram realizados um total de 22.489 procedimentos. Ao todo, já são 4.286 consultas oftalmológicas, 1.206 cirurgias de catarata, 41 de pterígio e dois procedimentos de yag laser.

O coordenador das ações em saúde da Caravana da Transformação, Werley Peres, destaca que o segundo "Dia D" confirmou o sucesso que a iniciativa vem tendo desde o primeiro dia. "A população precisa desses atendimentos. Na Caravana, o Estado fica mais próximo do cidadão e pode oferecer, em muitos casos, a solução para que ele viva melhor", disse. Peres lembrou casos de pessoas que chegaram no primeiro dia da Caravana com catarata nos dois olhos, o que as impedia de enxergar.

Neste domingo (11.09), o foco da Caravana da Transformação volta a ser as consultas e cirurgias oftalmológicas. Até a próxima terça-feira (13.09) serão feitas as consultas e as cirurgias, que por sua vez, seguem até a próxima sexta-feira (16.09).

Fonte: Thiago Andrade | Gcom-MT

Saúde investiga casos de morte por microcefalia

Dos 20 casos de mortes notificadas após o parto, ou durante a gestação (abortamento ou natimorto), sete foram confirmados por microcefalia. Nove estão em investigação e quatro foram descartados. Os registros foram feitos em 10 municípios: Canarana, Cuiabá, Guarantã do Norte, Mirassol D´Oeste, Nova Monte Verde, Paranatinga, Primavera do Leste, Rondonópolis, Sinop e Sapezal.

Referente ao total de casos notificados, já são 296, sendo 134 descartados e 47 confirmados com microcefalia. Dos casos confirmados, 39 foram por exame de imagem detectando alterações típicas, sete foram detectadas por amostra positiva do vírus e um caso está relacionado com citomegalovírus (sugestivo de infecção congênita por Storch) . Em comparação com a semana anterior, houve um aumento de três novas notificações até 03 de setembro.

A Secretaria de Estado de Saúde, por meio do Centro de Informação Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs), alerta os municípios sobre a importância de que a investigação continue, conforme o Protocolo de Vigilância, para confirmação ou descarte dos casos. Desta forma, contribuindo com informações precisas necessárias ao acompanhamento dos casos pela atenção à saúde.

Fonte: Maricelle Lima Vieira / SES

O que é Esclerose Múltipla?

A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença neurológica, crônica e autoimune – ou seja, as células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central, provocando lesões cerebrais e medulares. Embora a causa da doença ainda seja desconhecida, a EM tem sido foco de muitos estudos no mundo todo, o que têm possibilitado uma constante e significativa evolução na qualidade de vida dos pacientes. Os pacientes são geralmente jovens, em especial mulheres de 20 a 40 anos.

A Esclerose Múltipla não tem cura e pode se manifestar por diversos sintomas, como por exemplo: fadiga intensa, depressão, fraqueza muscular, alteração do equilíbrio da coordenação motora, dores articulares e disfunção intestinal e da bexiga.

A ABEM estima que atualmente 35 mil brasileiros tenham Esclerose Múltipla.

A Esclerose Múltipla:

- NÃO é uma doença mental.
- NÃO é contagiosa.
- NÃO é suscetível de prevenção.
- NÃO tem cura e seu tratamento consiste em atenuar os afeitos e desacelerar a progressão da doença.

Sintomas mais comuns

Fadiga

Sintoma debilitante de instalação imprevisível ou desproporcional em relação à atividade realizada. A fadiga é um dos sintomas mais comuns e um dos mais incapacitantes da EM. Manifesta-se por um cansaço intenso e momentaneamente incapacitante. Muito comum quando o paciente se expõe ao calor ou quando faz um esforço físico intenso.

Alterações fonoaudiológicas

Pode surgir no inicio da doença ou no decorrer dos anos alterações ligadas a fala e deglutição com sintomas como: fala lentificada, palavras arrastadas, voz trêmula, disartrias, fala escandida (o que é?) e disfagias (dificuldade para engolir: líquidos, pastosos, sólidos).

Transtornos visuais:

Visão embaçada;

Visão dupla (diplopia);

Problemas de equilíbrio e coordenação:

Perda de equilíbrio;
Tremores;
Instabilidade ao caminhar (ataxia);
Vertigens e náuseas;
Falta de coordenação;
Debilidade (pode afetar pernas e o andar);
Fraqueza geral.

Espasticidade

A espasticidade é a rigidez de um membro ao movimento e acomete principalmente os membros inferiores.
A parestesia compromete a sensação tátil normal. Pode surgir como sensação de queimação ou formigamento em uma parte do corpo;
Outras sensações não definidas como a dor, por exemplo.

Transtornos cognitivos

O paciente pode apresentar sintomas cognitivos, ou seja; de memória, durante qualquer momento da doença, e independe da presença de sintomas físicos/ motores. As funções cognitivas mais frequentemente comprometidas são no processamento da memória e na execução das tarefas. Os indivíduos se queixam muito que levam mais tempo para memorizar as tarefas e possuem mais dificuldades para executar as mesmas.

Transtornos emocionais

Pode haver sintomas depressivos, ansiosos, transtorno de humor, irritabilidade, flutuação entre depressão e mania (transtorno bipolar).

Sexualidade

Disfunção erétil, nos homens.
Diminuição de lubrificação vaginal nas mulheres.
Comprometimento da sensibilidade do períneo (região da genitália), interferindo no desempenho do ato sexual.

Fonte: ABEM - Associação Brasileira de Esclerose Múltipla

Casos de dengue em Mato Grosso são quase 26 mil

Mato Grosso já registrou 25.889 casos de dengue neste ano. No mesmo período, no ano de 2015, foram registradas 22.571 notificações, sendo a incidência acumulada de 793 casos por 100 mil habitantes. Diante do aumento no número de casos notificados, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) reforça o alerta para a intensificação das ações de prevenção e controle da dengue, da febre chikungunya e do zika vírus aos 141 municípios mato-grossenses.

Zika vírus e Chikungunya

Em relação ao zika vírus são 24.267 casos suspeitos no Estado. Devido à incidência, Mato Grosso está com risco alarmante com 743 casos por 100 mil habitantes. Este ano já foram registrados 1.280 casos suspeitos de febre chikungunya, e no mesmo período o ano passado foram 324 casos

A SES orienta a população para evitar os criadouros dos mosquitos transmissores da doença e prevenir, além da dengue, a febre chikungunya e o zika vírus. O estado monitora semanalmente a progressão dos casos e faz o trabalho de orientação junto aos municípios para que as ações sejam intensificadas, mas que 80% dos criadouros do mosquito estão nas residências, por isso é importante o envolvimento da população.

Para reduzir os impactos causados pelo mosquito, a SES alerta os municípios para que mantenham a rede atenta para o diagnóstico precoce da doença e o manejo correto para que mortes sejam evitadas. Além disso, devem ser desenvolvidas ações de mobilização, inspeções domiciliares para eliminação de criadouros do mosquito, atividades educativas para orientar a população sobre como evitar focos do vetor, como também aplicação de inseticida para eliminação de insetos adultos.

Fonte: Maricelle Lima Vieira