Elevação da glicose no sangue aumenta o risco de doença de Alzheimer

A doença de Alzheimer é um tipo particular de demência que vem apresentando um aumento de sua incidência nos últimos anos, fato este associado ao aumento da longevidade. Muitas pesquisas têm sido realizadas com o objetivo de descobrir os mecanismos que desencadeiam esta doença incapacitante, no entanto ainda não existem resultados que permitam a sua prevenção ou tratamento.

Estudos epidemiológicos mostram que pessoas com aumento da glicose no sangue (hiperglicemia), seja pela presença de diabetes ou por algum outro fator, têm um risco aumentado de desenvolver demência, particularmente doença de Alzheimer.

Estas observações servem como indício de que alterações no metabolismo da glicose podem ser responsáveis pelos distúrbios moleculares que ocorrem no cérebro dos pacientes com doença de Alzheimer. Dentre estes distúrbios moleculares, o mais conhecido é o aumento da produção no cérebro de um peptídeo chamado de B-amilóide, que se acumula fora dos neurônios, formando placas que acabam por afetar a função de neurônios do hipocampo, região do cérebro responsável pela formação e armazenamento das memórias e pela cognição. A agregação deste peptídeo pode ter inicio até 15 anos antes do aparecimento de sintomas da doença.

Com o intuito de investigar um possível efeito da glicemia aumentada sobre a produção do peptídeo, com a consequente formação da placa B-amilóide, um grupo de pesquisadores americanos desenvolveu uma pesquisa em camundongos utilizando técnicas que permitem analisar de forma dinâmica e em tempo real as modificações na concentração do peptídeo B-amilóide no hipocampo produzidas por alterações de glicemia. Os resultados desta pesquisa foram publicados recentemente na revista científica The Journal of Clinical Investigation.

A indução de hiperglicemia aguda em camundongos jovens produziu um aumento significativo do peptídeo B-amilóide no hipocampo. Este efeito foi exacerbado em animais velhos e com predisposição à formação da placa.

Estes resultados sugerem que aumentos repetidos da glicose no sangue, mesmo que transitórios, como ocorre no diabete tipo II, podem iniciar e acelerar a formação da placa B-amilóide, condição esta que favorece o desenvolvimento da doença de Alzheimer.

As informações produzidas por esta pesquisa revelam a ligação entre aumento da glicose no sangue e o maior risco para doença de Alzheimer e servem como ênfase para um controle da glicemia. 

Fonte: Equipe ABC da Saúde

Casos de dengue e zika lideram número de notificações

Os casos de dengue e zika vírus em Mato Grosso aumentaram 160%, de acordo com o Boletim Epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde.

Em 2015, foram 9.316 casos de zika, e este ano, 2016 24.267. Já os números da dengue representam 15% de aumento em relação ao mesmo período do ano passado, que foi de 22.571, em 2015 e 25.889, em 2016.

A febre chikungunya também registra grande aumento de casos em comparação com 2015. O acréscimo chega a 295%, sendo que em 2015, houve 324 casos, e em 2016, 1.280 notificações.Seis municípios não registraram casos de dengue e estão classificados como silenciosos. São ele: Jangada, Nossa Senhora do Livramento, Idiavaí, Santa Terezinha, Conquista D´Oeste e Figueirópolis D´Oeste.

Os municípios que ainda apresentam-se como silenciosos para kika este ano são: Glória dOeste; Indiavaí; Gaúcha do Norte; Santo Afonso; Canabrava do Norte; Santa Cruz do Xingu; Santa Terezinha; São José do Xingu; Vila Rica; Alto Araguaia; Ponte Branca; Castanheira; Cotriguaçu; Vale de São Domingos e União do Sul.

Ainda estão silenciosos para a notificação de febre chikungunya 77 municípios, três apresentam incidência acumulada que os classificam como alto risco sendo eles: Acorizal Querência e Campo Novo do Parecis.

A SES recomenda que no ‘período não epidêmico as ações de mobilização, comunicação, e educação em Saúde são fundamentais para a mudança de comportamento e adoção de práticas para a manutenção do ambiente domiciliar preservando da infestação por Aedes Aegypti.

Fonte: Maricelle Lima Vieira / SES

LEUCEMIA

O que é?

Leucemia é o câncer das células brancas do sangue, os leucócitos. Esta doença começa na medula óssea (parte interna dos grande ossos, a "fábrica do sangue") e se espalha para outras partes do corpo.Há vários sub-tipos de leucócitos e, por isso, há diferentes tipos de leucemia. Normalmente, se divide nos dois principais grupos de células brancas: as leucemias linfocíticas ou leucemias mielóides. Além disso, pode se apresentar de duas formas, a forma aguda ou a forma crônica, dependendo da velocidade com que aparecem os sintomas e como ela evolui. Na forma aguda, as células são imaturas e não funcionam como deveriam, além de se reproduzirem muito rápido. Na forma crônica, as células são mais maduras e podem manter algumas das suas funções normais. O número de células malignas, neste último caso, aumenta vagarosamente. Este tipo de câncer é o câncer mais comum nas crianças, mas pode acometer adultos e velhos, também. Nos jovens, a forma mais comum é a leucemia linfocítica aguda, e nos adultos, a leucemia mielóide aguda seguida da leucemia linfocítica crônica.

O que se pode sentir?

Os sintomas da leucemia estão relacionados à piora do estado geral, porque o câncer é uma doença que compromete o corpo como um todo.Além disso, pode-se desenvolver sintomas relacionados à diminuição da atividade das células da medula óssea

Sintomas gerais:

Perda de apetite
Perda de peso não planejada ou sem fazer dieta
Aumento dos gânglios (ínguas), fígado e baço
Sensação de gripe que dura muitos dias
Dor nas articulações (juntas) e ossos

Sintomas relacionados à diminuição da atividade das células brancas (leucócitos), responsáveis pelo combate à infecções:

Febre e calafrio
Infecções de repetição, principalmente "infecções oportunistas", como candidíase oral e do esôfago ("sapinho") ou pneumonia atípica

Sintomas relacionados à diminuição da atividade das plaquetas, responsáveis pelo controle da coagulação:

Sangramento e hematomas frequentes sem um trauma claro ou proporcional
Sangramento das gengivas
Petéquias, pequenas manchas vermelhas em baixo da pele

Sintomas relacionados à diminuição da atividade das células vermelhas (hemáceas): 

Anemia
Fraqueza

Fonte: ABC da Saúde

Saúde promove seminário para lembrar Dia Nacional da Vigilância Sanitária

Para comemorar o Dia Nacional da Vigilância Sanitária, será realizado o seminário: "Os desafios e perspectivas para a Vigilância Sanitária" entre os dias 24 e 25 deste mês. O evento será no Hotel Hits Pantanal, em Várzea Grande, a partir das 8h30.

Durante os dois dias serão debatidos também: ‘A Vigilância Sanitária e as emergências em Saúde Pública, ‘O Programa Segurança do Paciente e mesa redonda com o tema ‘Desafios para atender aos critérios das novas formas de legalização de empresas e negócios.

O público alvo são os técnicos que atuam nas Vigilâncias Sanitárias do Estado, tanto no nível central, como nos escritórios regionais de saúde e dos municípios de Cuiabá e Várzea Grande. Foram convidados também os profissionais do Laboratório Central de Mato Grosso (Lacen/MT) e da coordenadoria de portos, aeroportos, fronteiras e recintos alfandegados da Anvisa.

Foram convidados como palestrantes técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), representados pelas áreas da gerência geral de coordenação e fortalecimento do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária; da gerência geral de tecnologia em Serviço de Saúde; e da coordenação do Centro de Gerenciamento de Informações sobre emergência em Vigilância Sanitária.

Além de representantes do Sebrae, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, da Junta Comercial do Estado, da Secretaria de Estado de Fazenda e de técnicos do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde do Estado e de Cuiabá.

A coordenadora da Vigilância Sanitária da SES, Juliana Almeida Silva Fernandes, lembra que a comemoração foi instituída pela Lei 13.098, dia 5 de agosto, que coincide com o dia do nascimento de Oswaldo Cruz, um importante nome na história da vigilância sanitária do Brasil.

"A lei prevê que o dia seja marcado por atividades comemorativas envolvendo o SUS e o Sistema de Vigilância Sanitária, em todas as esferas de governo, promovendo a conscientização e o esclarecimento sobre temas relevantes".

Fonte: Maricelle Lima Vieira / SES

Saúde promove seminário para lembrar Dia Nacional da Vigilância Sanitária

Para comemorar o Dia Nacional da Vigilância Sanitária, será realizado o seminário: "Os desafios e perspectivas para a Vigilância Sanitária" entre os dias 24 e 25 deste mês. O evento será no Hotel Hits Pantanal, em Várzea Grande, a partir das 8h30.

Durante os dois dias serão debatidos também: ‘A Vigilância Sanitária e as emergências em Saúde Pública, ‘O Programa Segurança do Paciente e mesa redonda com o tema ‘Desafios para atender aos critérios das novas formas de legalização de empresas e negócios.

O público alvo são os técnicos que atuam nas Vigilâncias Sanitárias do Estado, tanto no nível central, como nos escritórios regionais de saúde e dos municípios de Cuiabá e Várzea Grande. Foram convidados também os profissionais do Laboratório Central de Mato Grosso (Lacen/MT) e da coordenadoria de portos, aeroportos, fronteiras e recintos alfandegados da Anvisa.

Foram convidados como palestrantes técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), representados pelas áreas da gerência geral de coordenação e fortalecimento do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária; da gerência geral de tecnologia em Serviço de Saúde; e da coordenação do Centro de Gerenciamento de Informações sobre emergência em Vigilância Sanitária.

Além de representantes do Sebrae, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, da Junta Comercial do Estado, da Secretaria de Estado de Fazenda e de técnicos do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde do Estado e de Cuiabá.

A coordenadora da Vigilância Sanitária da SES, Juliana Almeida Silva Fernandes, lembra que a comemoração foi instituída pela Lei 13.098, dia 5 de agosto, que coincide com o dia do nascimento de Oswaldo Cruz, um importante nome na história da vigilância sanitária do Brasil.

"A lei prevê que o dia seja marcado por atividades comemorativas envolvendo o SUS e o Sistema de Vigilância Sanitária, em todas as esferas de governo, promovendo a conscientização e o esclarecimento sobre temas relevantes".

Fonte: Maricelle Lima Vieira / SES

O que é Pilates?

O Pilates é um método de exercício físico e alongamento que utiliza o peso do próprio corpo na sua execução. É uma técnica de reeducação do movimento que visa trabalhar o corpo todo, trazendo equilíbrio muscular e mental.

Ele trabalha vários grupos musculares ao mesmo tempo, através de movimentos suaves e contínuos, com ênfase na concentração, no fortalecimento e na estabilização dos músculos centrais do corpo (abdômen, coluna e pelve).

O Pilates mistura um treino de força e flexibilidade que ajuda a melhorar a postura, alongar e tonificar os músculos sem exageros. Os exercícios focam na qualidade dos movimentos, ao invés da quantidade, deixando o praticante revigorado após a prática. Todo o método está baseado em seis princípios que pretendem devolver ao homem uma movimentação mais espontânea e consciente: o centro de força (core), a concentração, o controle, a fluidez de movimento, a precisão e a respiração.

A técnica prioriza o equilíbrio, assim nenhum grupo muscular fica sobrecarregado e o corpo trabalha de forma mais eficiente qualquer movimento, desde atividades do dia a dia até a prática esportiva. Os exercícios de Pilates podem ser feitos no solo, com o auxílio de acessórios, ou em equipamentos, como o “Reformer”, o “Cadillac” e a “Chair”.

QUAIS OS BENEFÍCIOS DO PILATES?

• Alongar, tonificar e definir a musculatura sem exageros;
• Melhorar a postura;
• Tonificar a musculatura profunda do abdômen;
• Trabalhar a percepção do corpo e da mente;
• Prevenir e recuperar lesões;
• Reduzir o “stress” e aliviar as tensões;
• Deixar sua coluna mais forte e flexível;
• Melhorar a área de movimento das articulações;
• Melhora a circulação sanguínea;
• Aumentar a coordenação e o equilíbrio;
• Corrigir sobrecargas e alinhar os músculos;
• Melhorar a mobilidade e a agilidade;
• Complementar o seu treino esportivo;
• Melhorar o visual de seu corpo e a sua auto-estima.

Fonte: Revista Pilates

Uso de maconha está associado à redução da quantidade de espermatozoides

A maconha é a droga mais usada no ocidente e a sua legalização tem sido tema de acalorados debates em vários países. Devido a isso vem crescendo nos últimos anos o interesse da comunidade científica em pesquisar os efeitos da maconha no organismo humano. As evidências existentes mostram várias consequências prejudiciais do uso da droga à saúde que vão desde aumento do risco de alterações psicóticas, passando por alterações hormonais e déficit cognitivo.

Uma nova pesquisa que aborda o efeito da maconha sobre reprodução em homens foi publicada recentemente na revista American Journal of Epidemiology. Neste estudo foi investigada a associação entre a frequência do uso de maconha e alguns desfechos reprodutivos como a concentração de testosterona e a qualidade do sêmen. O trabalho foi desenvolvido na Dinamarca e avaliou 1215 jovens de 18 a 28 anos de idade. Os participantes responderam a um questionário sobre o uso de maconha e outras drogas nos últimos três meses indicando a) não uso, b) uso por uma vez por semana ou menos ou c) uso de mais de uma vez por semana.

Quarenta e cinco por cento dos jovens referiram ter fumado maconha nos últimos 3 meses e destes, 61% usaram menos que uma vez por semana. Nos homens que usavam mais que uma vez por semana houve uma redução na concentração (28%), contagem total (29%) e motilidade dos espermatozoides quando comparados aos que não usavam a droga. Aqueles que usaram outras drogas além da maconha tiveram uma redução mais drástica (55%) na contagem de espermatozoides. Os resultados foram ajustados para evitar que a análise sofresse a influência de fatores de confusão associados ao estilo de vida menos saudável dos participantes que usavam a droga com maior frequência.

Este é o primeiro estudo que mostra uma associação adversa entre o uso regular de maconha e a qualidade do sêmen. O mecanismo de ação para um possível efeito da maconha sobre a reprodução ainda não está esclarecido. Uma das hipóteses é que a droga possa ter um efeito direto sobre a produção de espermatozoides já que os testículos possuem receptores que se ligam à substância que serve como principio ativo da droga, o que pode produzir efeitos nas células do testículo.

Mesmo que o tipo de estudo não possa estabelecer uma relação de causa e efeito, os seus resultados sugerem que o uso da maconha pode produzir alterações importantes na função reprodutiva de homens saudáveis. 

Autor: Equipe ABC da Saúde

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Casos de dengue já são quase 26 mil em Mato Grosso

Mato Grosso já registrou 25.846 casos de dengue neste ano. No mesmo período de 2015 foram 22.238 notificações, o que representa um aumento de quase 16%. Diante disso, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) reforça o alerta para a intensificação das ações de prevenção e controle da dengue, da febre chikungunya e do zika vírus aos 141 municípios.

A incidência acumulada é de 791 casos por 100 mil habitantes. Seis municípios não registraram casos esse ano, dois da Regional da Baixada Cuiabana (Jangada e Nossa Senhora do Livramento), um da Regional de Cáceres (Indiavaí), dois da Regional de Pontes de Lacerda (Conquista d´Oeste e Figueirópolis d´Oeste) e um da Regional de Porto Alegre do Norte (Santa Terezinha).

A SES destaca esses municípios, principalmente os silenciosos e de maior incidência, a manter a rede atenta para o diagnóstico precoce da doença e o manejo correto para que os óbitos sejam evitados. Além disso, devem ser desenvolvidas ações de mobilização, inspeções domiciliares para eliminação de criadouros do mosquito, atividades educativas para orientar a população sobre como evitar focos do vetor, como também aplicação de inseticida para eliminação de insetos adultos.

Em relação ao zika vírus, são 24.240 casos suspeitos. No acumulado, 84 municípios apresentam incidência acima de 300 casos por 100 mil habitantes.

Os casos de febre chikungunya registrados este ano são 1.279. No acumulado, os municípios com maiores incidências são: Campo Novo do Parecis (1895/100 mil), Querência (468/100 mil) e Acorizal com 336/100 mil. Os demais registraram menos de 300/100 mil habitantes.

A SES orienta a população para evitar os criadouros dos mosquitos transmissores da doença e prevenir, além da dengue, a febre chikungunya e o zika vírus. O Estado monitora semanalmente a progressão dos casos e faz o trabalho de orientação junto aos municípios para que as ações sejam intensificadas. Mas vale destacar que 80% dos criadouros do mosquito estão nas residências, por isso é importante o envolvimento da população.

Por: Maricelle Lima Vieira / SES

Saúde divulga relatório de índice de infestação do Aedes Aegypti

O resultado do Levantamento Rápido de Índices para Aedes Aegypti (LIRAa) aponta quatro municípios mato-grossense (Santo Antônio de Leverger, Rio Branco, Paranatinga e Barra do Bugres) em situação de alerta para risco de transmissão de dengue, chikungunya e zika vírus.Além disso, 55 (39%) municípios não enviaram as informações no período que o levantamento foi realizado (última semana de julho e primeira semana de agosto).

A coordenadora da Vigilância Ambiental da SES, Ludmila Sophia de Souza, enfatiza que os municípios que não enviaram as informações do LIRAa podem estar em risco. Por isso, há a importância do levantamento, que garante aos agentes de combate a endemias identificarem os tipos de criadouros do mosquito e oportunamente desencadear ações de mobilização e controle do vetor."Temo quando cair as primeiras chuvas, já que há a presença de criadouros com ovos espalhados esperando um pouco de água para eclodir", alerta Ludmila.

Outra situação, segundo a coordenadora, é referente aos tipos de criadouros que foram identificados no relatório. Ela cita, por exemplo, o município de Rio Branco onde a característica dos criadouros preferenciais são os depósitos fixos (calhas, lajes, ralos, piscinas não tratadas e obras em construção, dentre outros). Já no município de Santo Antônio de Leverger, foram encontrados criadouros classificados como depósitos ao nível do solo para armazenamento doméstico (tambor, barril, cisternas, caixas dágua).

"Precisamos estar vigilantes nesse período de estiagem, porque os mosquitos estrategicamente estão procurando locais para depositarem seus ovos. Daí a importância de eliminar todo tipo de possíveis criadouros".

Fonte: Maricelle Lima Vieira / SES

A receita para reduzir o risco de demência e ter um cérebro mais ágil na velhice é uma vida intelectual ativa

Com o crescente aumento da expectativa média de vida e maior longevidade, o contingente de pessoas que atinge a idade avançada é cada vez maior. Uma das consequências negativas deste benefício de viver mais está associada a um declínio cognitivo natural da idade e a um aumento do risco de demência. Isto tem concentrado muita atenção dos profissionais de saúde e dos governos que fixam políticas públicas de saúde.

Um estilo de vida que contempla a atividade intelectual é vista como uma forma de proteção do declínio cognitivo do idoso. A fim de testar esta possível associação, um grupo de pesquisadores desenvolveu um estudo que investigou como a atividade intelectual regular pode colaborar com a redução do risco de demência e piora cognitiva relacionados com a idade. A pesquisa acompanhou cerca de 1995 homens e mulheres entre 2004 e 2009. Os indivíduos foram avaliados no início do estudo e 1718 foram considerados cognitivamente saudáveis, enquanto 277 apresentavam uma deficiência cognitiva moderada.

A cognição era avaliada por diferentes testes de memória e capacidade de raciocínio. Dois principais componentes foram analisados em separado na história de cada participante, por meio de questionário:

1) o nível de educação formal e o tipo de ocupação (mais ou menos intelectual); e 
2) o grau de atividade intelectual (nos 12 meses anteriores ao estudo) na idade adulta (dos 50 aos 65 anos) e na velhice.

Foi considerada uma alta atividade de estímulo intelectual quem desenvolvia atividades estimulantes da cognição por, no mínimo, 3 vezes por semana, na idade adulta e na velhice. Estas atividades correspondiam a ler livros e revistas, atividades artísticas, jogos, tocar instrumentos musicais, atividades sociais e de grupos, assim como atividades no computador. O trabalho foi recentemente publicado online na revista científica JAMA Neurology.

Os resultados demonstraram que, independentemente da história educacional e ocupacional, somente o estímulo intelectual nas horas de lazer foi suficiente para reduzir o risco de demência e atrasar o declínio cognitivo em 3 anos, no mínimo. As pessoas com maior grau de educação e que tinham ocupação que exigia atividade intelectual obtiveram um benefício ainda maior.

Estes resultados servem como um sólido suporte para encorajar o desenvolvimento de atividades intelectuais, mesmo na velhice e mesmo que a pessoa tenha tido durante a sua vida um menor grau educacional ou estímulo intelectual no trabalho.

Sempre é tempo de se obter o benefício, independente da sua história.

Autor: Equipe ABC da Saúde

Alimentação rica em gordura e açúcar + estresse é a fórmula para adquirir doença metabólica

Síndrome metabólica é uma alteração do metabolismo caracterizada pela presença de pelo menos três de cinco fatores de risco predisponentes, que são:

- baixo nível do colesterol bom (HDL);
- pressão alta;
- triglicerídeos elevados;
- glicose no sangue elevada (glicemia alta); e
- aumento da gordura abdominal (medida pela circunferência da barriga).

Esta síndrome é considerada uma epidemia, afetando de 20 a 30% da população adulta em todo mundo e é responsável pelo aumento do risco de doença cardíaca, diabete e acidente vascular cerebral (derrame).

Em um estudo recente publicado na revista científica Psychoneuroendocrinology é demonstrado que pessoas expostas a estresse crônico e que consomem uma dieta rica em gordura ou açúcar têm um risco maior de desenvolver síndrome metabólica, quando comparadas com pessoas que consomem a mesma alimentação, que é pouco saudável, porém que não foram expostas a estresse.

O estudo contou com a participação de 61 mulheres, 33 delas expostas a uma situação de estresse crônico (cuidar de um parente com demência) e 28 que não tinham exposição a situações de estresse crônico. A alimentação das participantes foi registrada pelo período de 1 ano. Os parâmetros avaliados foram circunferência abdominal e distribuição de gordura, sensibilidade à insulina, tolerância à glicose, marcadores de dano oxidativo provocado pelo aumento de radicais livres e um marcador associado a estresse (Neuropeptídeo Y).

Os resultados da pesquisa indicam que o maior consumo de alimentos com mais gordura e açúcar está associado significativamente com maior circunferência abdominal, maior dano oxidativo e maior resistência à insulina somente nas mulheres do grupo que estava sob estresse crônico.

Apesar das limitações do estudo (tipo caso-controle e registro da alimentação por questionário), os resultados sugerem que há um sinergismo entre a alimentação altamente rica em açúcar e gordura e o estresse crônico no que tange ao desenvolvimento da síndrome metabólica, e que os efeitos metabólicos do estresse podem ser amplificados ou protegidos conforme o tipo de dieta, e vice-versa. Desta forma, abre-se a possibilidade do manejo do estresse como uma ferramenta de auxílio no combate à síndrome metabólica e ganho de peso.

Autor: Equipe ABC da Saúde

Metade dos casos de microcefalia foram descartados

Dos 262 casos notificados de microcefalia em Mato Grosso, 128 foram descartados o que representa 50% em 22 municípios, após a reavaliação clinica, de exames de imagens e do perímetro cefálico, constatado que estava dentro da normalidade.

Foram notificados 18 óbitos, seis foram confirmados por microcefalia, oito estão em investigação e quatro foram descartados. Dos casos notificados, 92 permanecem em investigação e 35 foram confirmados.

Os casos notificados estão distribuídos em 45 municípios de Mato Grosso. A orientação da Secretaria de Estado de Saúde é para que os municípios investiguem os casos para confirmação, de acordo com o Protocolo de Vigilância, e intensifiquem o acompanhamento dos casos pela atenção à saúde.

Notificação

A equipe da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde esclarece que utiliza as definições vigentes no Protocolo do Ministério da Saúde para confirmar ou descartar os casos suspeitos. O Ministério considera um caso confirmado após análise clínica radiológica e/ou laboratorial. De acordo com o Protocolo, a investigação da causa da microcefalia é realizada somente nos casos notificados que apresentem características clínicas e/ou laboratoriais sugestivas de infecção congênita, para a identificação da infecção pelo vírus zika, entre outros agentes infecciosos.

O documento traz também orientações, como a definição de casos suspeitos de microcefalia durante a gestação, caso suspeito durante o parto ou após o nascimento, critérios para exclusão de casos suspeitos, sistema de notificação e investigação laboratorial. Além disso, há orientações sobre como deve ser feita a investigação epidemiológica dos casos suspeitos e sobre o monitoramento e análise dos dados.

Alteração do perímetro cefálico

O Ministério da Saúde mudou, seguindo recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), o critério para considerar bebês com microcefalia. A medida do perímetro cefálico em recém-nascidos passou de 32 cm para 31,9 cm em meninos e 31,5 cm em meninas. Em dezembro, o parâmetro para diagnóstico da doença já havia diminuído, passando de 33 cm para 32 cm. As alterações têm como objetivo padronizar as referências para todos os países, valendo para bebês nascidos com 37 ou mais semanas de gestação.

Fonte: Maricelle Lima Vieira / SES

Psoríase e vitiligo não pegam; preconceito maltrata os portadores

O vitiligo é genético e se caracteriza pela perda de coloração. A psoríase é uma doença autoimune e afeta todo o sistema, não só a pele.

“O que você mais ouve são as pessoas cochichando e aí percebe que estão falando de você”, diz uma portadora de vitiligo.

O Bem Estar desta quinta-feira (4) fala sobre o preconceito que sofre quem tem doenças de pele, como vitiligo e psoríase, que não são contagiosas. Doutora Márcia Purcelli, dermatologista e consultora do Bem Estar, e o dermatologista Gabriel Gontijo explicam os sintomas e tratamentos para essas doenças.

Vitiligo

O vitiligo é uma doença genética caracterizada pela perda de coloração da pele. A pessoa tem pré-disposição genética para a doença, mas ela fica adormecida até que um estresse emocional, geralmente, atue como gatilho para a manifestação. A pessoa, aí, desenvolve um anticorpo específico que destrói o melanócito nessas regiões, onde aparecem as manchas. 

O principal sintoma do vitiligo é a baixa autoestima, que fica abalada por conta do preconceito.

Psoríase

A psoríase é uma doença autoimune e não contagiosa. Também já se sabe que ela é sistêmica, afeta todo sistema imunológico e não só a pele.

Não se sabe ao certo o motivo, mas alguns fatores aumentam as chances da pessoa adquirir a doença ou piorar o quadro: histórico familiar, estresse, obesidade, o tempo frio, quando a pele fica mais ressecada, e o consumo de álcool e cigarro. O sol é um grande aliado da pessoa portadora de psoríase porque atua como anti-inflamatório natural.

Do G1, em São Paulo

Mato Grosso tem 256 casos de microcefalia notificados

Foram notificados 256 casos de microcefalia no estado, segundo as definições do Protocolo da Vigilância do Ministério da Saúde. Em comparação com a semana anterior foram registrados mais quatro casos.

No total, 128 casos foram descartados após reavaliação em consulta médica do perímetro encefálico junto à curva de desenvolvimento infantil estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), constatando que o mesmo estava dentro da normalidade e sem alterações do Sistema Nervoso Central.

Os casos notificados de microcefalia estão distribuídos em 45 municípios de Mato Grosso. A orientação da Secretaria de Estado de Saúde é para que os municípios investiguem os casos para confirmação, de acordo com o Protocolo de Vigilância, e intensifiquem o acompanhamento dos casos pela atenção à saúde.

Notificação

A equipe da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde esclarece que utiliza as definições vigentes no Protocolo do Ministério da Saúde para confirmar ou descartar os casos suspeitos. O Ministério da Saúde considera um caso confirmado após análise clínica radiológica e/ou laboratorial. De acordo com o protocolo, a investigação da causa da microcefalia é realizada somente nos casos notificados que apresentem características clínicas e/ou laboratoriais sugestivas de infecção congênita, para a identificação da infecção pelo vírus zika, entre outros agentes infecciosos.

O documento traz também orientações, como a definição de casos suspeitos de microcefalia durante a gestação, caso suspeito durante o parto ou após o nascimento, critérios para exclusão de casos suspeitos, sistema de notificação e investigação laboratorial. Além disso, há orientações sobre como deve ser feita a investigação epidemiológica dos casos suspeitos e sobre o monitoramento e análise dos dados.

Alteração do perímetro cefálico

O Ministério da Saúde mudou, seguindo recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), o critério para considerar bebês com microcefalia. A medida do perímetro cefálico em recém-nascidos passou de 32 cm para 31,9 cm em meninos e 31,5 cm em meninas. Em dezembro, o parâmetro para diagnóstico da doença já havia diminuído, passando de 33 cm para 32 cm. As alterações têm como objetivo padronizar as referências para todos os países, valendo para bebês nascidos com 37 ou mais semanas de gestação.

Fonte: Maricelle Lima Vieira / SES