Governo do Estado firma convênio com a Fiocruz

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES/MT) realiza nos dias 23 e 24 a primeira oficina de trabalho para debater as principais demandas da área da saúde no Estado. Na ocasião será firmado um convênio inédito entre o Governo do Estado e a Fiocruz, com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica.

As oficinas serão realizadas na Escola de Saúde Pública com abertura oficial na segunda (23), às 09 horas.

Assistência farmacêutica e prevenção tratamento e combate às doenças infecciosas estão entre os temas a serem debatidos. Além disso, faz parte do eixo prioritário de discussão assuntos relacionados aos problemas materno-infantis, gestão financeira e custos das Unidades Hospitalares de média e alta complexidade, política de vigilância em saúde e qualificação de gestores e trabalhadores.

Além de representantes das superintendências da Secretaria de Saúde e das diretorias, irão participar das oficinas a Secretaria Adjunta de Saúde, a Escola de Saúde Pública, a Equipe Técnica da Fiocruz e representantes do Ministério Público.

Para a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica participarão Representantes do Conselho de Secretários de saúde de Mato Grosso (COSEMS), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), SECITEC, FAPEMAT, Conselho Estadual de Saúde e Poder Legislativo.

Fonte: LORRANA CARVALHO Assessoria/SES

Doações de sangue aumentaram em 41,5 % no Carnaval

O Carnaval deste ano não teve apenas folia. A solidariedade também marcou presença nas unidades do Hemocentro. Na semana anterior e durante as festas foram registradas 849 doações, um aumento de cerca de 40% se comparado ao mesmo período em 2014, que totalizou 600 doações de sangue. No total, 1.343 pessoas se cadastraram para doar sangue.

Só na Unidade de Coleta do Hospital e Pronto Socorro de Cuiabá, que funcionou durante o feriado, foram 226 bolsas de sangue coletadas contra 71 coletas em 2014. O MT Hemocentro totalizou 623 bolsas de sangue coletadas este ano contra 529 coletas em 2014.

A ação que mobilizou 315 novos doadores garantiu um estoque estratégico, já que nessa época do ano é constatado um aumento na demanda de sangue e seus derivados.

Para a diretora do MT Hemocentro, Elianne Curvo, o saldo é positivo ao analisar o número de doadores regulares. "Tivemos um total de 603 doadores de repetição, o que nos deixa feliz porque significa que o doador está se sensibilizando quanto a importância de fazer doações periodicamente, pelo menos três vezes ao ano", explica.

A mobilização pelo gesto solidário não fica restrita apenas ao período do carnaval. O atendimento ao público continua no MT-Hemocentro, de segunda a sexta, das 7h30 às 17h30 e na Unidade de Coleta e Transfusão do Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá, que funciona das 7h às 18h, de segunda a sábado.

Para ser um doador, é preciso ter entre 16 e 68 anos, pesar mais de 50 quilos e estar com boa saúde. Menores de 18 anos só podem doar com autorização dos pais ou responsável legal. Estar bem alimentado e portar documento oficial de identidade com foto são requisitos imprescindíveis para quem deseja doar. O homem pode doar a cada dois meses, e a mulher, a cada três meses.

Fonte: LORRANA CARVALHO - Assessoria/SES-MT

Dormir pouco faz mal à saúde. Mas tem remédio: tire um cochilo

O sono é um processo fisiológico fundamental para a manutenção do estado biológico normal e consequente promoção da saúde do organismo. Noites mal dormidas induzem desequilíbrios metabólicos, hormonais e imunológicos, além de levar a dias sonolentos com redução da cognição, aumento da chance de erros nas tarefas diárias e redução da produtividade.

Distúrbios do sono e sua privação podem predispor o indivíduo a diversos tipos de doenças crônicas como obesidade, depressão, diabete e hipertensão, sendo reconhecidos como um problema de saúde pública. Nos Estados Unidos 30% dos adultos reportam dormir menos de 6 horas por dia, tempo insuficiente para os processos biológicos que ocorrem durante o sono.

Uma pesquisa, publicada online esta semana na revista científica Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, traz um alento aos que dormem pouco durante a noite.

O estudo foi conduzido em 11 homens saudáveis com idades de 25 a 32 anos que sofreram uma restrição importante de sono por uma noite. Na tarde seguinte foram medidas as concentrações na urina de substâncias que aumentam com o estresse, como noradrenalina, adrenalina e dopamina (estas substâncias produzem aumento dos batimentos cardíacos e do açúcar no sangue) e na saliva foi medida a concentração de uma proteína do sistema imunológico chamada interleucina-6 que contribui na resposta imunológica contra viroses.

A noradrenalina apresentou um aumento de duas vezes e meia na sua concentração, enquanto a interleucina-6 teve uma redução significativa.

Na noite seguinte os voluntários sofreram nova restrição de sono, porém, na tarde seguinte, antes das dosagens hormonais, eles tiraram dois cochilos de meia hora. As dosagens tanto da noradrenalina como da interleucina-6 foram normais, evidenciando que os cochilos reverteram os efeitos deletérios da falta de sono no que tange a alteração destas duas substâncias.

Dormir bem é fundamental para a manutenção da saúde e bem-estar (o tempo recomendado é de 8 horas por noite), no entanto, se por algum problema você não pode atingir esta recomendação, reserve um tempinho na tarde seguinte. O seu organismo agradece! 

Autor: Equipe ABC da Saúde

Alunos da Polícia Militar reforçam banco de sangue no Hemocentro

O MT Hemocentro, unidade da Secretaria de Estado de Saúde, recebeu no último dia 11 de fevereiro, alunos do 29º Curso de Formação de Soldados da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso. A ação faz parte da campanha de doação voluntária de sangue e visa abastecer os estoques para o período do carnaval, quando normalmente há um aumento na demanda de sangue e seus derivados. Além dessa quarta-feira, os integrantes da Escola Superior de Formação e Aperfeiçoamento de Praças da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso (ESFAP) doaram sangue no dia 10 de fevereiro, totalizando 100 doadores no período.

De acordo com a tenente-coronel da Ridalva Souza a campanha surgiu da observação da necessidade que o Hemocentro tem de coletas no período pré-Carnaval e da importância do ato em salvar vidas, que é um dos princípios humanitários mais importantes para a polícia militar. "Nós temos hoje, na Escola Superior, 618 alunos e se cada um sensibilizar mais 3 pessoas a doar teremos um universo de 1.800 doadores, ou seja, nós teremos quase 8 mil vidas sendo salvas. Por isso a mobilização é de extrema importância", acrescenta.

"Nosso intuito, com esta campanha, é despertar entre os alunos a reflexão da importância da doação voluntária, espontânea e habitual de sangue, além de incentivar outros órgãos de serviço público e a população a doar também", explicou o Major Luís Fernando Oliveira Dias.

A parceria firmada entre o MT Hemocentro e a Escola Superior de Formação e Aperfeiçoamento de Praças da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso (ESFAP) é inédita e agradou os futuros policiais que aguardavam com ansiedade para fazer a doação. "Foi muito gratificante para nós, enquanto comandantes, verificar que até aqueles que estavam receosos e com medo compareceram, doaram sangue e viram que é um procedimento indolor, rápido e seguro. Com certeza essa é uma parceria que terá continuidade", afirmou a tenente-coronel Ridalva Souza.

Além dos futuros policiais a campanha de doação voluntária de sangue reuniu os desportistas dos times de rugby, Cuiabá Rugby Clube e UFMT Rugby, que estiveram na Unidade na última sexta-feira (06.02). E nesta quinta-feira (12.02) é a vez dos jovens recrutas da Junta Militar de Poconé de doarem sangue.

Patricia Aquino, enfermeira do Hemocentro, afirma que as campanhas internas com diferentes grupos e instituições, como os voluntários do time de Rugby, a Escola Superior de Formação e Aperfeiçoamento de Praças da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso (ESFAP) e a Junta Militar de Poconé, são parcerias são fundamentais.

A enfermeira reforça ainda que podem doar sangue pessoas com boa saúde, ter entre 16 e 68 anos e pesar mais de 50 quilos. Menores de 18 anos só podem doar com autorização dos pais ou responsável legal. Estar bem alimentado e portar documento oficial de identidade com foto são requisitos imprescindíveis para quem deseja doar. O homem pode doar a cada dois meses, e a mulher, a cada três meses.

Funcionamento no Carnaval - Durante o período do carnaval apenas a Unidade de Coleta e Transfusão do Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá estará atendendo ao público, das 7h às 18h, exceto no domingo. A Unidade do MT-Hemocentro retoma o atendimento na quarta-feira (18.02), no período vespertino.

Fonte: LORRANA CARVALHO Assessoria/SES-MT

Secretário se reúne com servidores para apresentar plano de 100 dias e nova equipe

O secretário de Estado de Saúde, Marco Bertulio, se reuniu na tarde de quinta-feira (06.01) com os servidores do órgão. A reunião foi realizada no auditório da Escola de Saúde Pública e teve como objetivo apresentar a nova equipe técnica e falar sobre os problemas encontrados na pasta e o plano de 100 dias. 

Em sua fala inicial, o secretário explicou o porquê de realizar a reunião na Escola de Saúde Pública, fato questionado pelos servidores. "Decidimos por fazer esta reunião aqui para valorizar este local. Aqui é a nossa casa e teremos que fazer ela voltar a ser como era, valorizada", enfatizou. 

Bertulio fez uma breve explanação sobre a situação encontrada na Secretaria de Estado de Saúde ainda durante a transição e posteriormente ao assumir como gestor da pasta. "Quando estávamos na transição nos apresentaram uma falta de 20% dos medicamentos existentes na Farmácia de Alto Custo. Depois que assumimos, verificamos que esse número era maior, e chegamos a 41% de falta dos medicamentos. Também estamos com um déficit mensal de R$ 18 milhões na Saúde", disse. 

"Então, são situações que nos foram apresentadas de uma forma na transição e que agora estamos encontrando outras. Nos entregaram a casa, agora estamos olhando cômodo por cômodo e ainda não chegamos no quintal", explicou o secretário, afirmando que conta com apoio dos servidores, da parte técnica para conseguir vencer esses problemas. 

"Vocês vão nos ajudar a construir essa solução. Nós precisamos da posição técnica para mostrar não o que fazer, mas como fazer. Ninguém melhor para saber dos problemas existentes na saúde pública de Mato Grosso do que os servidores. E é isso que queremos pactuar aqui. Não sabemos de tudo, mas juntos podemos fazer melhor", concluiu. 

Durante a reunião, vários servidores expuseram suas dúvidas e angústias em relação a situação em que a Saúde em Mato Grosso se encontra, como a falta de estrutura para trabalhar e das unidades descentralizadas, assim como a falta de servidores para realizar os atendimentos necessários. No final, consideraram positiva e construtiva a reunião. 

Servidora pública há 15 anos, Oliane Machado Godoy achou excelente a iniciativa de o secretário convocar uma reunião com os servidores do órgão. "A única coisa que ficou ruim e que ele mesmo justificou foi realizar na Escola de Saúde Pública, por que é longe e muita gente não tinha como ir, mas mesmo assim valeu a convocação. Foi excelente a forma como ele apresentou de forma geral a situação da Secretaria. A fala dele é tudo o que nós queremos que acontece", ressaltou. 

Para Selma Aparecida de Carvalho, servidora há 11 anos, a reunião foi muito positiva e um momento ímpar na gestão. "Há muito tempo não tínhamos uma conversa coletiva sincera com o gestor como foi essa. Ele foi verdadeiro com a gente, estamos com o pé no chão e sabemos que cada passo será dado dentro da realidade administrativa. Fiquei muito animada", finalizou. 

Fonte: DANIELE DANCHURA Assessoria/SES-MT

SES registra 669 casos de dengue em janeiro

Em comparação com o primeiro mês do ano de 2014, quando foram notificados 1.331 casos de dengue, Mato Grosso conseguiu reduzir o índice em 49,7%, já que no mesmo período deste ano foram registrados apenas 669 casos. Segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Coordenadoria da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), o município de Sinop registrou os maiores números com 200 notificações e está em alerta. 

Os municípios de Juara e Torixoréu também estão em alerta devido ao aumento no número de notificações. Juara registrou 83 casos e Torixoréu 33 casos contra 3 casos e 7 casos, respectivamente, notificados em 2014. A capital do estado Cuiabá notificou 32 casos neste inicio do ano. 

Não há registro de óbitos por dengue no estado, porém dois casos notificados em 2014 ainda estão sob investigação. 

Para intensificar as medidas de vigilância, prevenção e controle da dengue e do chikungunya, a Secretaria de Estado de Saúde intensifica na qualificação das ações de combate aos mosquitos transmissores, na vigilância epidemiológica, na organização da rede de atenção e no aprimoramento dos planos de contingência, para resposta oportuna ao aumento de casos. 

Dia D+1 

Neste sábado (07.02) acontece em todo o país o Dia D+1 de combate à dengue e à febre chikungunya. Serão desenvolvidas nos municípios mato-grossenses atividades com o objetivo de sensibilizar a população aos cuidados para evitar focos dos mosquitos transmissores das doenças. 

Em Cuiabá, a mobilização será realizada na Praça do CAIC, no bairro Pedra 90, a partir das 8 horas, com a distribuição de panfletos orientando a população sobre como evitar a proliferação dos mosquitos Aedes, além de alertas sobre a gravidade das enfermidades.

O número de casos notificados de dengue, em 2014, foi de 11.610 representando uma redução de 74,84%. Ainda não há registro de casos da febre chikungunya no estado. Apesar dos dados positivos, os municípios devem manter o alerta orientando a população a reforçar as medidas de prevenção, principalmente a limpeza dos quintais, lotes e acondicionamento do lixo de forma adequada.

Fonte: LORRANA CARVALHO Assessoria/SES-MT

Governo inicia conversa sobre revisão de contratos com OSS

O secretário de Estado de Saúde, Marco Bertulio, esteve reunido nessa terça-feira (03.02) com os representantes das Organizações Sociais de Saúde (OSS) que estão a frente, atualmente, dos Hospitais Regionais de Rondonópolis, Cáceres e Sorriso. O objetivo da reunião é iniciar uma discussão para revisão dos termos contratuais com as OSS.

Durante a reunião, Marco Bertulio falou sobre a regularização dos pagamentos feitos às entidades pelo Governo do Estado e sobre o cumprimento do contrato, que prevê que o pagamento seja antecipado. "Estamos conversando como parceiros, por que temos o mesmo objetivo, que é dar um atendimento digno à população usuária e utilizar, de forma republicana, os recursos do Estado", enfatizou.

A revisão dos contratos e a forma como as organizações estão adquirindo medicamentos também foram assunto tratados na reunião. "Sobre a compra de medicamentos, como compram em grande quantidade, queremos fazer um comparativo e diagnóstico para que nos auxilie nesse processo na Secretaria de Estado de Saúde, para termos um embasamento", explicou Bertulio.

Os representantes das OSS também expuseram os problemas que encontraram junto a gestão passada, com relação a repasse de recursos, e os problemas estruturais que enfrentam atualmente nas unidades de saúde. Eles também questionaram a continuidade das OSS frente às unidades. "Nossas equipes técnicas estão fazendo o levantamento de todas essas situações e iremos trabalhar para poder sanar, um a um, esses problemas. Sobre a questão da permanência das OSS, também estamos analisando todas as alternativas existentes para fazer gestão, pensando sempre, em primeiro lugar, na população que será atendida", concluiu o secretário.

Para o diretor de Apoio da Sociedade Beneficente São Camilo, atualmente a frente do Hospital Regional de Rondonópolis, Geovani Freitas Neves, a reunião foi considerada produtiva, positiva e animadora. "Conseguimos tirar as incertezas e poderemos acalmar os ânimos de todos. Essa reunião veio consolidar as parcerias que foram deixadas em aberto, tanto das dificuldades de 2014 quanto na expectativa para 2015. Pudemos ouvir do secretário o que ele espera das OSS para essa caminhada de parceira neste ano".

Participaram também da reunião o representante da Associação Congregação de Santa Catarina (Hospital Regional de Cáceres), Mário Rodrigo Kaori, e os representantes do Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (Hospital Regional de Sorriso), diretor executivo corporativo Naírio Augusto Pereira Santos e o diretor executivo Diogenes Ticiani Couto.

Fonte: DANIELE DANCHURA Assessoria/SES-MT

Saúde já quitou 35,6% dos débitos existentes junto aos municípios

Dos R$ 32.427.250,79 de débitos que o Estado possuía junto aos municípios, referentes ao repasse Fundo a Fundo pela Secretaria de Estado de Saúde, aproximadamente 35% já foram quitados. Ou seja, R$ 11.552.833,24 referentes aos débitos de dezembro de 2014. Os dados foram apresentados pelo secretário de Estado de Saúde, Marco Bertulio, na manhã desta terça-feira (03.02) durante a audiência do governador Pedro Taques com os secretários de Estado e 137 prefeitos de Mato Grosso. 

Bertulio explicou, em sua fala, o cenário encontrado pela nova gestão na Secretaria de Estado de Saúde, não apenas na parte orçamentária e financeira, com atrasos de pagamentos com as prefeituras e prestadores de serviço, como nas questões contratuais e estruturais do próprio órgão e suas unidades. "Encontramos situações de contratos vencidos, serviços sendo pagos por indenização sem ter contrato vigente, estruturas administrativas e unidades assistenciais em total condição de insalubridade, impróprias para a atividade laboral dos seus trabalhadores e de atendimento à população usuária". 

O secretário citou, inclusive, o prédio central da Secretaria de Estado de Saúde que possui duas ações civis públicas sobre a estrutura da sede. "Sem falar das unidades assistenciais existentes na capital, como o MT Laboratório, Hemocentro, Centro de Especialidades Médicas, Centro de Reabilitação Dom Aquino Corrêa, todos com necessidade de intervenção imediata na estrutura física para melhor atender a população e melhores condições para o servidores desenvolverem suas atividades", ressaltou. 

Sobre as pendências de repasses, o secretário esclareceu que atualmente a Saúde possui pendências com alguns municípios, de repasses para compra de medicamentos, desde junho de 2014. Mas disse também, que em outros setores, como no caso do repasse para a alta complexidade, já foi possível acertar praticamente 50% do saldo devedor encontrado. 

O secretário de Estado de Saúde disse ainda que o repasse aos municípios será feito em dia. "Todo mês faremos o repasse referente ao mês anterior, em fevereiro faremos o pagamento de janeiro. Estamos concretizando alguns pagamentos de dezembro agora, e em relação a outros valores que ficaram pendentes será feita uma equalização junto a Secretaria de Fazenda para honrarmos estes compromissos e darmos as condições mínimas para que os municípios possam atender a população". 

Os repasses já realizados pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde, em relação a transferência Fundo a Fundo, são destinados a todos os municípios para o Programa de Saúde da Família (PSF) - R$ 1.327.232,77 -, Equipe de Saúde Bucal - R$ 350.646; Programa de Apoio a Saúde Comunitária de Assentados Rurais - R$ 175.905,33; Programa de Incentivo ao Alcance de Metas da Atenção Básica - R$ 192.339,85; para 126 municípios para o Programa de Apoio e Incentivo aos Consórcios Intermunicipais - R$ 758.426,79; para microrregionalização - R$ 146.451,69; para o custeio da Média Complexidade no municípios de Alto Araguaia, Barra do Bugres, Barra do Garças, Chapada dos Guimarães, Confresa, Cuiabá, Guarantã do Norte, Jaciara, Juara, Juína, Matupá, Nortelândia, Peixoto de Azevedo, Rondonópolis, São Felix do Araguaia, Terra Nova do Norte e Várzea Grande - R$ 2.875.023,71; e para a Alta Complexidade de Cuiabá, Várzea Grande, Barra do Garças, Primavera do Leste e Rondonópolis - R$ 4.403.805,67. 

Fonte: Portal Sec Saúde de MT

Sedentarismo pode ser mais prejudicial que obesidade

O nível de atividade física tem sido associado de forma consistente com a redução do risco de mortalidade por todas as causas. Estudos prévios sugerem que a atividade física protege contra morte prematura em pessoas com índice de massa corporal normal, mas não elimina o risco aumentado de morte nas pessoas com índice de massa aumentado.

Para aprofundar o conhecimento sobre a associação entre atividade física, obesidade e morte por qualquer causa um grupo de cientistas ingleses realizou uma pesquisa onde dados sobre atividade física, peso, altura e circunferência abdominal, foram coletados de 334 mil indivíduos adultos de ambos os sexos. Os participantes da pesquisa foram acompanhados por um período de 12 anos e a análise dos dados foi usada para estimar a importância da atividade física como um fator independente para proteção contra morte prematura. Além disso, os resultados permitiram estimar o ganho em expectativa de vida produzido pela atividade física, mesmo em pessoas obesas. A pesquisa foi publicada na revista científica American Journal of Clinical Nutrition em 14 de janeiro.

O estudo demonstra, de uma maneira geral, que uma atividade física, mesmo que discreta, diminui as chances de morte prematura quando comparada com sedentarismo. Os pesquisadores estimam que o exercício que gasta de 90 a 110 calorias por dia poderia reduzir o risco de morte prematura entre 16 e 30%. Este efeito benéfico da atividade física moderada é mais pronunciado entre pessoas de peso normal, entretanto, mesmo nas pessoas com sobrepeso e obesidade foi observado um benefício.

O fato de ser um estudo prospectivo, acompanhado por um longo período de tempo e com um grande número de participantes torna as conclusões mais robustas. Destas conclusões, avalia-se que o número de mortes ligadas ao sedentarismo pode ser duas vezes maior do que às mortes ligadas a obesidade.

A atividade física regular, mesmo em pequena quantidade, é um fator decisivo para a promoção da saúde e redução do risco de morte prematura, mesmo em pessoas com sobrepeso e obesidade.

Estas evidências contribuem para ajudar as pessoas que apresentam um eventual desânimo produzido pela dificuldade de reduzir o peso, diminuindo com isso a vontade de realizar atividade física.

Mesmo sem observar um resultado objetivo na balança, a atividade física estará contribuindo para reduzir o risco de morte prematura nestas pessoas.

Fonte: Equipe ABC da Saúde

A difícil escolha entre o saboroso e o saudável

Ao escolher os alimentos que vão consumir as pessoas se defrontam com opções que muitas vezes vêm associadas a um dilema: a satisfação imediata proporcionada pelo paladar ou o bem-estar e saúde duradouros produzidos pelos alimentos sabidamente saudáveis.

A epidemia mundial de obesidade e diabete tipo II, com suas nefastas consequências para a saúde e consequente redução do tempo de vida, fez com que os formuladores de políticas de saúde em todo o mundo produzissem um grande número de campanhas de conscientização por uma alimentação mais saudável. No entanto, estas campanhas têm se demonstrado ineficazes na contenção do crescimento destas doenças.

Para tentar esclarecer as possíveis razões para o fracasso destas campanhas foi realizado um interessante estudo que expõe o conflito entre o saudável e o saboroso. A análise centrou-se nos aspectos intuitivos e cognitivos envolvidos na escolha do alimento. A pesquisa foi publicada na última semana na revista Journal of Public Policy & Marketing.

No estudo os participantes podiam escolher entre iogurtes com diferentes quantidades de açúcar e gordura. Os resultados revelam que o fato do indivíduo saber a composição e o potencial dano que aquele alimento pode causar à saúde não é suficiente para ele definir a sua escolha.

Mesmo entre os participantes que previamente apresentavam uma preocupação em ingerir alimentos saudáveis, o principal fator que guiou as escolhas foi o sabor. Esta tendência foi mais acentuada naquele grupo que não tinha preocupação prévia em saber se o alimento era saudável ou não. A escolha consciente depende de um controle cognitivo que, no mais das vezes, é superado por um processo intuitivo que faz a opção pelo mais saboroso.

O fator determinante sobre a escolha de um alimento é o sabor, independente se a pessoa é preocupada ou não com o efeito deste alimento sobre a saúde. E, o que é pior, aumentar a conscientização sobre os efeitos do tipo de alimento aparentemente não influencia na escolha.

O que fazer então? Ficamos à mercê da nossa intuição atávica pelo mais saboroso ou travamos uma luta contínua usando a razão pelo mais saudável?

Vale lembrar que esta questão está associada aos alimentos industrializados (que nos estilo de vida atual é a forma preponderante de alimentação) e, para conquistar seus clientes, a indústria alimentícia, por meio da química, está provocando cada vez mais nossa intuição.

Ainda bem que os nossos bons cozinheiros comprovam que não estamos completamente perdidos. É possível sim comer um alimento que ao mesmo tempo é saudável e saboroso. Qual é o segredo? - Quanto menos industrializado o alimento, melhor!

Autor: Equipe ABC da Saúde