Saúde divulga calendário de vacinação para 2015

Estar com a vacinação em dia é um dos cuidados essenciais à saúde tanto de crianças, quanto jovens, adultos e idosos. Por isso, a Secretária de Estado de Saúde (SES), por meio da Gerência de Vigilância em Doenças e Agravos Imunopreviníveis, apresenta o calendário nacional de vacinas para 2015.

O calendário é definido pelo Programa Nacional de Imunização (PNI), disponibilizado através do Ministério da Saúde e traz o conjunto de vacinas disponíveis, gratuitamente, à população no Sistema Único de Saúde (SUS).

Ao todo são 22 tipos vacinas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde, contra mais de 40 tipos de doenças. Entre elas estão a paralisia infantil, sarampo, caxumba, rubéola, HPV, febre amarela, hepatite, meningite, entre outras doenças contagiosas. Este ano as campanhas nacionais de vacinação começam em março com a vacina contra o Papilomavirus Humano (HPV), as demais terão seu "Dia D" distribuído ao longo do ano.

Importante na prevenção contra diversas doenças, a vacina estimula o sistema imunológico a produzir anticorpos que destroem os micro-organismos invasores (bactérias ou vírus) tornando a pessoa, assim, imunizada. Cada faixa etária tem sua vacina específica e todas, com exceção da Influenza, ficam disponíveis fora do período de campanhas.

Em nota divulgada no inicio deste mês, a Coordenação-Geral do Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde, informou que devido a um problema na produção e distribuição, os estados poderão ficar sem algumas vacinas.

A Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde informa que ainda não há falta de imunobiológicos em Mato Grosso, devido ao remanejamento realizado. Porém, os municípios estão sendo orientados a otimizar as doses para que a população não fique sem atendimento. De acordo com o Ministério da Saúde, há previsão para regularizar a situação, a partir de fevereiro.

SITUAÇÕES ESPECIAIS - Algumas situações especiais merecem maior atenção quando se fala em imunização, principalmente no caso dos viajantes. Adquirir uma doença durante viagens é um risco comum e aos que escolhem áreas endêmicas como roteiro de viagem, manter as vacinas em dia torna-se um pré-requisito.

Nos Estados Unidos cinco estados estão em alerta devido a um surto de sarampo, que teve origem na Disneylândia, ao sul de Los Angeles, em dezembro de 2014.

Embora o Brasil detenha o certificado de erradicação da doença desde 2010, concedido pela Organização Mundial da Saúde, é importante que todos mantenham a vacinação em dia para que a infecção não se espalhe pelo país. Em Mato Grosso não há registros de casos confirmados de sarampo desde 1999.

Garantir a imunização é simples e fácil, basta procurar um dos 722 postos de saúde distribuídos no Estado, com o cartão de vacinação em mãos. Para saber quais vacinas devem ser tomadas em cada faixa etária, clique no link abaixo.

Fonte\; LORRANA CARVALHO Assessoria/SES-MT

Governo troca interventores em três Hospitais Regionais

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES), anunciou nesta sexta-feira (23) a troca dos interventores dos Hospitais Regionais de Sinop, Colíder e Alta Floresta. As mudanças fazem parte das readequações que estão sendo realizadas pela nova gestão. 

"Estamos montando uma nova equipe para poder dar celeridade, definir modelos de gestão e fazer as readequações que são necessárias e inerentes a este momento", explicou o secretário de Estado de Saúde, Marco Bertúlio. 

Além da troca dos interventores, a SES/MT também irá criar um grupo de trabalho, por meio de portaria, composto por representantes da Controladoria Geral do Estado, Auditoria Geral do SUS, Controle Interno, Comissão Permanente de Contrato de Gestão e dos Escritórios Regionais. 

O Grupo de Trabalho irá realizar um diagnóstico situacional dos três hospitais regionais sob intervenção e do Hospital Metropolitano de Várzea Grande, por meio dos aspectos financeiros, assistenciais, patrimonial, pactuação de metas e demanda regional. 

Os novos interventores que assumirão os Hospitais Regionais de Alta Flores, Colíder e Sinop são respectivamente José Marcos Santos da Silva, Wenderson Aristides Silva e Benedita Leandro.

Fonte: DANIELE DANCHURA - Assessoria/SES-MT

Mato Grosso registra redução de 64,94% dos casos de Dengue

Mato Grosso registrou redução de 64, 94% dos casos notificados de Dengue, na primeira quinzena de 2015. De acordo com dados do boletim epidemiológico da área de Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde (SES), foram confirmados 160 casos de Dengue entre 1º a 17 de janeiro. Em 2014, durante o mesmo período, 455 casos foram registrados em todo estado.

Sinop e Rondonópolis são os municípios que apresentaram os maiores números de notificações, com 74 e 23 casos, respectivamente. A capital do estado, Cuiabá, notificou apenas 02 casos e em Várzea Grande não houve nenhum registro neste inicio do ano. O município de Campo Verde notificou um caso grave que ainda está em investigação.

Em relação à ocorrência de óbitos relacionados à doença, dois casos oriundos do ano passado também estão em investigação.

Apesar da redução de casos, Mato Grosso se mantém em alerta. É preciso que a população mantenha os cuidados e combata os focos do mosquito em casa, evitando o acúmulo de água parada e de lixo, nos quintais e terrenos. Caso apresente sinais e sintomas da doença, deve-se procurar imediatamente os serviços de saúde e evitar o uso medicamentos sem prescrição médica. 

Fonte: LORRANA CARVALHO Assessoria/SES-MT

Usar celular 10 minutos por dia eleva riscos de zumbido no ouvido

O uso constante do celular durante o período de quatro anos parece estar associado com o aumento na chance de desenvolver zumbido continuo no ouvido, segundo um pequeno estudo feito na Universidade de Viena, na Áustria, publicado no Occupational and Environmental Medicine. Os pesquisadores compararam 100 pacientes que sofriam com zumbido crônico com 100 pessoas sem essa complicação, dividindo-os em grupos de acordo com o sexo e idade. Praticamente todos os pacientes usavam celulares, mas apenas 84 estavam usando o telefone quando os primeiros sintomas apareceram.

Os resultados mostraram que aqueles que usam o celular 10 minutos por dia e fizeram isso por no mínimo quatro anos têm 70% mais chances de desenvolver zumbido no ouvido do que os pacientes que não usavam tanto o aparelho ou que ainda não tem um celular há tanto tempo.

Eles sugerem que a possível explicação para essa ligação entre o celular e o zumbido seja o afunilamento de toda a energia gerada pelo telefone no canal auditivo, e que os ossos do ouvido acabam absorvendo todo esse impacto. Para chegar aos resultados, os pesquisadores aplicaram um questionário aos participantes que incluíam perguntas sobre o tipo de telefone que mais usavam, a duração média das ligações, a quantidade de tempo gasto diariamente no celular, qual ouvido que mais usavam durante a conversa e o local onde moravam, já que o sinal dos aparelhos móveis fica mais forte em áreas rurais.

Os cientistas dizem que a maioria das pessoas usa o celular mais do que o necessário, e que se estendem muito na duração das ligações e por isso acabam tendo problemas. O número de pacientes diagnosticados com esse distúrbio também está crescendo, chegando a 15% da população mundial.

Como identificar o zumbido?

Ele é mais comum do que se imagina. O som produzido dentro da via auditiva acomete cerca de 28 milhões de brasileiros. O chamado zumbido, no entanto, costuma ser deixado de escanteio pelas pessoas quando, muitas vezes, é sinal de alerta para anormalidades no ouvido.

O sintoma aparece como uma forma de compensação a alguma agressão que o ouvido possa ter sofrido. A fim de tentar compensar uma possível perda, outras partes da via auditava começam a trabalhar de forma mais acelerada. O resultado é que elas disparam mais impulsos elétricos para o cérebro, que interpreta tais impulsos como sons.

Vale lembrar, porém, que qualquer tipo de zumbido deve ser encarado como alerta, já que demonstra algum tipo de irregularidade com o corpo. De acordo com o Grupo de Apoio a Pessoa com Zumbido (GAPZ), cerca de 10% dos pacientes que buscam ajuda não apresentam nenhuma perda auditiva. Mas, nem sempre isso significa que a via auditiva esteja perfeita. As lesões no ouvido podem ser pequenas demais, a ponto de não aparecerem no exame.

Fonte: Minha Vida

Maioria dos nascimentos em Mato Grosso é realizada pelo SUS

Mato Grosso registrou 51.229 nascimentos em 2014, sendo 28.144 nascidos pelo Sistema Único de Saúde, cerca de 55% dos casos. Outros 23.085 foram pela rede suplementar. Os dados são do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (Sinasc/SES). 

Apesar do índice de partos cesáreos ser alto, 31.730 mil no ano passado - 61,87% do total sendo que 62,6% foram pela rede particular e 37,4% pelo SUS -, na rede pública as gestantes e os médicos tem optado cada vez mais pela prática do parto normal. Em 2014, 19.499 mil partos normais foram realizados no estado, 16.268 mil pelo SUS (83,4%), enquanto que na rede suplementar foram apenas 3.231 mil partos naturais (16,6%). 

O quadro apresentado em 2014 vem acompanhando a média dos últimos quatro anos. Em 2013, por exemplo, foram registrados 52.992 mil nascimentos, sendo 31.973 mil pela rede pública e 21.019 pela rede suplementar. No SUS foram 18.456 mil partos normais (57,7%), contra 13.517 mil partos cesáreos (42,3%), e na rede suplementar foram 18.656 mil cesáreos (88,6%) e 2.363 mil naturais (11,2%). 

Na semana passada, o Governo Federal anunciou uma série de medidas de incentivo ao parto normal. Uma resolução do Ministério da Saúde, em parceria com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), estabeleceu normas para tentar diminuir o número de partos cirúrgicos na saúde suplementar. Com as novas medidas, as operadoras terão 180 dias para se adaptar às mudanças. 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza que o total de partos cesáreos em relação ao número total de partos realizados em um serviço de saúde seja de 15%. Esta determinação está fundamentada no preceito de que apenas 15% do total de partos apresentam indicação precisa de cesariana, ou seja, existe uma situação real onde é fundamental para preservação da saúde materna e/ou fetal que aquele procedimento seja realizado cirurgicamente e não por via natural. 

Fonte: LORRANA CARVALHO - Assessoria/SES-MT

Cobertura vacinal contra a poliomielite chegou a 91,5% em Mato Grosso

A campanha nacional de vacinação contra poliomielite (paralisia infantil) e sarampo, realizada entre os dias 8 de novembro a 30 de dezembro de 2014, teve meta satisfatória em Mato Grosso. A Secretaria Estadual de Saúde (SES), através do Programa Estadual de Imunização, conseguiu alcançar o índice de 91,50% do público alvo imunizado contra a pólio e de 89,36% contra o sarampo. A meta estipulada do Ministério da Saúde era de 95%.

Contra a poliomielite 206.455 crianças, entre seis meses e cinco anos de idade incompletos, foram imunizadas em todo o estado. Já a vacinação contra o sarampo imunizou 545.963 crianças, entre um e cinco anos de idade. Além do sarampo, a vacina conhecida como tríplice viral, também garante a proteção contra a rubéola e a caxumba. 

A campanha tem como objetivo manter a erradicação da pólio, que não apresenta casos no Brasil desde 1990, e garantir a eliminação do sarampo no país. No caso do sarampo, o último caso registrado em Mato Grosso foi em 1999. Apesar do avanço na eliminação da doença, ela ainda ocorre em outros países e houve um aumento considerável dos números de casos confirmados no Brasil nos últimos três anos. Em 2012 foram apenas dois registros; em 2013 220 casos foram confirmados; e em 2014 esse número subiu para 705. 

A coordenadora de Vigilância Epidemiológica da SES, Flávia Guimarães Dias, destaca a importância do Estado manter a vigilância dos casos suspeitos e o alerta constante frente a situação epidemiológica do país. “Em 2014 tivemos 16 casos suspeitos. Apesar da cobertura vacinal estar dentro dos níveis desejáveis, 48% dos municípios não conseguem vacinar a sua população e isso compromete a homogeneidade do estado como um todo”. 

O sarampo é uma doença viral aguda grave e altamente contagiosa, e é preciso minimizar os riscos de retorno e propagação da doença. De acordo com o Ministério da Saúde, as vacinas contra o sarampo e a poliomielite estão disponíveis durante todo o ano nos 35 mil postos espalhados pelo país e fazem parte do calendário de rotina da criança.

Fonte: LORRANA CARVALHO - Assessoria/SES-MT

Questão de Calorias?

PÃO INTEGRAL X PÃO FRANCÊS

Mesmo contendo as mesmas calorias, as diferentes composições nutricionais fazem toda a diferença. Quanto mais farinha integral, maior a quantidade de fibras, que exercem um papel fundamental na saciedade, por exemplo. As fibras por terem uma composição mais complexa, permanecem mais tempo no estomago, para serem metabolizadas, o que proporciona um tempo maior de saciedade. Além disso, as fibras tornam a liberação dos carboidratos mais lenta, não elevando muito a quantidade de açúcar no sangue (glicemia), diferente do pão francês refinado, que promove um aumento significativo de glicemia, o que favorece ao ganho de peso. As fibras também exercem um efeito muito importante no intestino (servem de substrato energético as bactérias saudáveis), melhorando o transito intestinal e reduzindo o risco de câncer no intestino. Essas bactérias estão relacionadas a produção de serotonina, o hormônio do bem estar. Vale a pena lembrar que, durante o processo de refinamento, as farinhas perdem muitos minerais e vitaminas. Os pães integrais apresentam vitaminas do complexo B, essenciais para a produção de energia, diferente dos pães refinados.

Observação: os pães integrais podem variar muito no teor de fibras de uma marca para outra. Quanto mais farinha integral e menos aditivos (adoçantes, corantes, conservantes), maiores os benefícios.

Fonte: Nutricionista Daniela Mendes Tobaja 
CRN3 27602

Alimentos tipo fast-food continuam sendo um problema importante de saúde

Apesar das campanhas de alerta, da popularização de informações científicas sobre o potencial prejuízo que trazem à saúde e de políticas de saúde pública, pouco tem mudado na composição dos lanches rápidos, internacionalmente conhecidos como fast-food, e de sua contribuição para a baixa qualidade alimentar da população.

As principais causas de morte precoce e de doenças inflamatórias crônicas estão associadas à obesidade e má qualidade alimentar. A ingestão de um excesso de energia, de sódio (sal), de gordura saturada, de gordura trans e de açúcar estão diretamente ligadas a estas situações de ameaça à saúde. Nos últimos 40 anos a popularização do "comer fora", principalmente com a gigantesca expansão das grandes cadeias internacionais de fast-food, tem colaborado decisivamente para esta super-ingestão de baixa qualidade nutricional. A participação do fast-food na energia total ingerida pelos americanos no período de 1977 a 2010 quase dobrou.

Uma pesquisa recentemente publicada na revista científica Preventing Chronic Disease sugere um quadro nada animador quanto à melhora da qualidade dos alimentos tipo fast-food. O estudo coletou dados nutricionais de alimentos de 3 grandes cadeias americanas de fast-food no período de 1996 a 2013. Os dados analisados foram energia, sódio, gordura saturada e gorduras trans de batatas fritas, burgers, sanduíche de frango grelhado e refrigerante regular de cola. Os dados do ano de 2013 revelam que o conteúdo energético de um cheeseburger contribui com 65% a 80% do total de calorias recomendadas para um dia, com 63% a 91% da recomendação diária de sódio.

Se consumidos isoladamente na refeição o item alimentar pode ser menos nocivo do que quando os alimentos estão combinados (em "combo"). Ao comer uma refeição de um sanduíche com batatas fritas e um refrigerante o consumo de sal, só nesta refeição, pode chegar a 139% da quantidade recomendada por dia. Estes efeitos podem ser ainda mais graves em crianças, pois além da nocividade deste tipo de alimentação em si, o consumo frequente de alimentos tipo fast-food prejudicam a educação alimentar saudável que devemos dar às nossas crianças.

Esta pesquisa vem reforçar a noção de que evitar comer fora, principalmente alimentos tipo fast-food, é o primeiro grande passo para uma mudança alimentar que promove a saúde e aumenta a qualidade de vida.

Autor: Equipe ABC da Saúde

Curso capacitará cirurgiões-dentistas para o atendimento às pessoas com deficiência

Está aberta a pré-inscrição para o curso de Capacitação para Atenção e o Cuidado da Saúde Bucal da Pessoa com Deficiência. A capacitação é direcionada aos integrantes das equipes de saúde bucal (cirurgiões-dentistas e auxiliares de saúde bucal) do Sistema Único de Saúde - SUS, que atuam na atenção básica e nos Centros de Especialidades Odontológicas (CEO). O objetivo, além de capacitar esses profissionais, é facilitar o acesso desses pacientes nas unidades de saúde.

Serão disponibilizadas 20 vagas, remanescentes, para o estado de Mato Grosso. Ofertado pela Universidade Aberta do SUS e pela Universidade Federal de Pernambuco, em parceria com o Ministério da Saúde e secretarias de Estado de Saúde, o curso já está na quarta turma. Em Mato Grosso, cerca de 50 profissionais fizeram a capacitação. No total, 6.600 cirurgiões - dentistas e auxiliares de saúde bucal serão capacitados em todo o país.

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES/MT), por meio da Coordenadoria de Atenção Primária e da Gerência de Saúde Bucal, tem mobilizado equipes e feito uma interlocução com os gestores dos municípios para que um número maior de profissionais participe do curso. A gerente de Saúde Bucal de Mato Grosso, Ana Caroline Granja Fontes, considera de extrema importância a capacitação. "É importante que alcancemos um número maior de profissionais para, além de aprimorar o atendimento já ofertado, ampliar a cobertura na atenção básica", explicou.

A capacitação é uma iniciativa do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência - Viver sem Limite, do Governo Federal e terá início em 23 de março. A pré-inscrição deverá ser feita até o dia 22 de fevereiro, no sitewww.unasusufpe.com.br. A seleção dos profissionais pré-inscritos será realizada pela Coordenação Estadual de Mato Grosso, de acordo com critérios definidos para a distribuição de vagas em cada unidade federativa.

Em caso de dúvidas, enviar e-mail para: gesabu@ses.mt.gov.br


Fonte: LORRANA CARVALHO Assessoria/SES-MT

Governador estreita diálogo com servidores da saúde e pede apoio

Os servidores que trabalham na Secretaria de Estado de Saúde (SES/MT) lotaram a sala de entrada do órgão nesta segunda-feira (05) para conversar com o governador Pedro Taques, tirar dúvidas e fazer perguntas ao novo chefe do Executivo sobre o planejamento para a área. Taques pediu apoio de todos para a reestruturação da saúde e defendeu mais diálogo com os funcionários, valorização do servidor e melhores condições de trabalho.

Lembrando que é por meio da saúde que o Estado consegue levar “dignidade” a população, Taques falou da importância do servidor para as mudanças necessárias na saúde e pediu o apoio e comprometimento de todos. “Essa responsabilidade não é só minha, é também dos secretários e uma responsabilidade de cada servidor público que tem orgulho de representar este estado”, frisou Taques.

“No que o secretário e o governador precisar nós iremos ajudar, para que o cidadão, que é nosso objetivo, fique satisfeito com o serviço prestado”, garantiu a servidora Fátima Lúcia Oliveira da Cunha, que tem 34 anos de serviço público, sendo 14 deles na Secretaria de Saúde. Para ela foi uma surpresa receber o chefe do Executivo estadual logo nos primeiros dias, “foi a melhor coisa que poderia ter acontecido, porque o servidor cria uma confiança”.

O secretário de Estado de Saúde, Marco Aurélio Bertúlio, que é servidor de carreira da secretaria, destacou que a pasta possui profissionais com capacidade e expertise para definir estratégias na área da saúde e resolver os problemas. “O que precisam é ter oportunidade”, disse o gestor, acrescentando que o trabalho será coletivo. “Queremos construir as alternativas junto com os servidores que conhecem a situação da população e sabem como enfrentar”.

Para isso, Pedro Taques defendeu transformações também no ambiente de trabalho, dada a influência que isso tem sobre o dia a dia do funcionário. “Atrás de cada servidor público, efetivo ou comissionado, existem pessoas que precisam ser respeitadas no exercício de suas funções, no ambiente de trabalho, para que possam desempenhar as suas funções”. O governador afirmou que a nova gestão vai estreitar o diálogo com o servidor para melhorar o ambiente de trabalho.

A primeira conversa com os servidores foi avaliada como “um ato de coragem” pelo presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde e do Meio Ambiente de Mato Grosso (Sisma-MT), Oscarlino Alves. O líder sindical aprovou o encontro, principalmente por ter ocorrido nos primeiros dias de trabalho de 2015. 

Fonte: CAROLINE LANHI Redação/Secom-MT

Normativa do Ministério da Saúde estimula parto natural em grávidas com planos particulares

No Brasil, as cesáreas representam 84,6% dos partos na saúde suplementar

O que era para ser um recurso e salvar vidas em casos delicados passou a ser regra e tornou o Brasil campeão no número de cesáreas. Enquanto para a Organização Mundial de Saúde o índice aceitável é de 15% dos nascimentos, hoje 55,6% das crianças brasileiras vêm ao mundo por esse método. Em Santa Catarina, as cesáreas representaram 61,3% dos partos de 2013. No ano anterior, eram 60,7%. 

Para estimular a redução, a Agência Nacional de Saúde Suplementar elaborou uma Resolução Normativa com regras para as maternidades. Ainda que sem caráter de fiscalização, é uma iniciativa para conscientizar os médicos, e esses as grávidas, de que o parto normal é menos arriscado para mãe e bebê.

As novas regras ampliam o acesso à informação pelas clientes de planos de saúde, que poderão solicitar às operadoras os percentuais de cirurgias cesáreas e de partos normais por estabelecimento de saúde, por médico e por operadora. As informações deverão estar disponíveis no prazo máximo de 15 dias, contados a partir da data de solicitação.

Hoje, 23,7 milhões de mulheres são beneficiárias de planos com atendimento obstétrico no país, público- alvo dessas medidas. As regras passam a ser obrigatórias em 180 dias. O tema foi discutido com a rede privada, através das operadoras, em 2013.

Entre as catarinenses havia representantes de Conselho Regional de Medicina, Hospital Darcy Vargas ( Joinville), Caixa Assistencial e Beneficiente a Saúde ( Caresc) e regionais da Unimed.

Ricardo Maia Samways, presidente da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia de SC, acredita que na rede privada o índice pode chegar a 90% em alguns hospitais, pela vontade da paciente em fazer o parto via cesariana e pela comodidade do agendamento.

— Isso vem mudando, pois tentamos fazer a paciente optar pelo parto normal. Mas a gente não pode forçar nada — afirma.

Na rede pública, o percentual de cesarianas é menor: se não houver riscos, não há escolha, devido às metas do Ministério da Saúde.

Para Carmem Regina Delziovo, da Rede Cegonha, o aumento não ocorre só por comodidade, mas um modelo que se construiu na sociedade, nos profissionais e nos hospitais: 

— A cesárea foi banalizada como se não houvesse riscos. 

Como consequência, explica Carmem, houve mais prematuros.

— Nossa preocupação maior é nos pequenos hospitais, em municípios menores, onde há agendamento da cesariana porque não há profissionais disponíveis.

Vantagens parto normal

Rápida recuperação da mãe e facilidade da amamentação 

Contato da mãe com o bebê logo depois do parto 

Não oferece risco pela anestesia

Estudos mostram que a passagem do bebê pelo canal vaginal melhora significativamente o sistema imunológico da criança 

A cesariana amplia em 120 vezes a probabilidade de o bebê ter síndrome de angústia respiratória e triplica o risco de mortalidade materna 

A prematuridade causa cerca de 25% dos óbitos neonatais e 16% dos infantis 

Fonte: Carmem Regina Delziovo; Agência Nacional de Saúde Suplementar e Ministério da Saúde

DIÁRIO CATARINENSE


Mato Grosso apresenta redução de 75,24% de casos de Dengue

O estado de Mato Grosso apresentou redução de 75,24% de casos notificados de Dengue. Os dados são do SINAN que registrou no ano de 2013, 46.142 casos notificados de Dengue e em 2014, 11.425 números de casos de Dengue notificação preliminar.

De acordo com os dados do SINAN online, de 1º janeiro a 30 de dezembro de 2014, o Estado de Mato Grosso registrou 11.425 casos notificados de dengue, com 05 ocorrências de óbitos confirmados (01 Cuiabá, 01 em Sinop e 01 em Rondonópolis, 01 em Alto Paraguai e 01 em Alta Floresta). Cuiabá registrou 1.484 casos, Rondonópolis 636 casos, Sinop 3.015 casos e Várzea Grande 493 casos.

No ano de 2013 as notificações no mesmo período foram de 46.142 casos notificados no Estado.

CUIDADOS - Combata os focos do mosquito em sua casa, seguindo as seguintes orientações: Limpe calha dos telhados; limpe os pratinhos dos vasos de plantas; mantenha piscinas limpas; não deixe formar poças dágua; elimine qualquer tipo de material que possa acumular água; garrafas ou recipientes sempre virados de boca para baixo; pneus mantidos em locais cobertos para não acumular água; tampe bem as caixas dágua e os poços.

Fonte: Cida Capelassi/Assessoria/SES-MT

Crianças que aprendem a cozinhar têm hábitos alimentares mais saudáveis

A obesidade é uma doença devastadora e que está disseminada, atingindo diferentes culturas e classes sociais.

É caracterizada como uma doença inflamatória crônica que é precursora, ou está associada, a um conjunto de doenças modernas como hipertensão, diabete tipo 2, doença cardiovascular, acidente vascular cerebral e diversos tipos de cânceres, que representam a maior causa de morte precoce no mundo. Chama a atenção o alarmante incremento na incidência de obesidade em crianças, com consequências ainda mais graves.

As origens da obesidade são multifatoriais, sendo a maioria dos fatores associada a estilo de vida pouco saudável. Dentre estes, o padrão alimentar desponta como um dos principais, associado à baixa atividade física. Uma das razões que vem sendo apontada como causa da mudança do padrão alimentar nas últimas décadas é o menor tempo despendido pelas famílias no preparo de suas refeições. A causa precisa que levou a esta mudança cultural de forma tão abrupta ainda não está completamente esclarecida.

Alguns fatores, entretanto, têm sido sugeridos por alguns estudos - desde o maior envolvimento dos pais com o trabalho, a maior acessibilidade a alimentos industrializados, o aumento da renda média, associado a uma grande difusão e popularização de restaurantes e "fast-foods". Alguns de nós, mais antigos, ainda lembramos que, mesmo nas classes mais abastadas, ir a um restaurante era uma exceção, reservada a alguma celebração especial (o mesmo acontecia com o refrigerante). Hoje, em muitas famílias de classe média, cozinhar em casa passou a ser a exceção, que ocorre em poucas situações. Estes fatores associados, além de produzir uma ruptura na cultura culinária das famílias, estão desenvolvendo hábitos alimentares muito pouco saudáveis.

Na tentativa de apontar soluções para este problema, um estudo publicado na última semana na revista científica Preventing Chronic Disease: Public Health Research, Practice and Policy aborda um aspecto interessante desta questão. Os autores da pesquisa realizaram uma revisão sistemática de oito outros estudos que testaram o efeito de programas que ensinam crianças de 5 a 12 anos a cozinhar sobre o padrão das escolhas alimentares destas crianças no futuro.

Os resultados demonstram que aprender a cozinhar influencia positivamente as crianças nas suas escolhas e comportamentos alimentares, sugerindo que esta ação pode desenvolver hábitos alimentares saudáveis de longo prazo nestes adultos de amanhã.

Envolver as crianças na cozinha, seja com cursos formais, ou mesmo em casa, pode ser decisivo para o futuro da saúde deste pequeno indivíduo, além de propiciar uma oportunidade lúdica e agradável de interação entre pais e filhos.

Esta ação deve começar com os pais. Com a grande quantidade de livros e programas de TV hoje disponíveis é quase impossível afirmar que uma pessoa não possa aprender a cozinhar.

Autor: Equipe ABC da Saúde