AÇÃO MUNICIPAL - Como prevenir e tratar hepatites

Desde ontem até quinta-feira (31), a equipe da Policlínica do Pascoal Ramos estará realizando atividades alusivas ao Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, comemorado dia 28 de julho (ontem). A ação tem início às 7 horas com encerramento às 16 horas, diariamente. 

Durante este período serão realizadas palestras, orientações com relação à prevenção e tratamento da doença, realização de teste rápido para detecção de hepatite e outras DSTs, além do encaminhamento para vacinação da Hepatite B. 

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Milhões de pessoas no país são portadoras do vírus B ou C e não sabem. Elas correm risco das doenças evoluírem, tornando-se crônicas, e causarem danos mais graves ao fígado como cirrose e câncer. "Por isso há a necessidade de realizar os exames de rotina e também o teste rápido, que também detecta não só a Hepatite Viral, mas outras doenças sexualmente transmissíveis, e fica pronto em torno de 20 minutos", explicou a enfermeira Lucineide dos Anjos, que está coordenando a ação. 

As hepatites virais podem ser transmitidas por meio da relação sexual desprotegida, compartilhamento de seringas, agulhas, lâminas de barbear, alicates de unha e outros objetos que furam ou cortam, já que a transmissão acontece por meio do sangue. Há também a transmissão de mãe para filho durante a gravidez, parto e a amamentação. No caso da Hepatite A, o contágio acontece por meio das condições precárias de saneamento básico e água, de higiene pessoal e alimentos. No caso das hepatites B e C, é preciso um intervalo de 60 dias para que os anticorpos sejam detectados no exame de sangue. 

As hepatites evoluem conforme o tipo de vírus. Os vírus A e E apresentam apenas formas agudas de hepatite (não possuindo potencial para formas crônicas). Isto quer dizer que, após uma hepatite A ou E, o indivíduo pode se recuperar completamente, eliminando o vírus de seu organismo. Por outro lado, as hepatites causadas pelos vírus B, C e D podem apresentar tanto formas agudas, quanto crônicas de infecção, quando a doença persiste no organismo por mais de seis meses. Todas são doenças de notificação compulsória, ou seja, cada ocorrência deve ser notificada por um profissional de saúde. Esse registro é importante para mapear os casos de hepatites no país e ajuda a traçar diretrizes de políticas públicas no setor. 

TRATAMENTO - O Serviço Único de Saúde (SUS) oferece tratamento para pessoas contaminadas com hepatites virais. Em Cuiabá, o tratamento é oferecido pela Secretaria Municipal de Saúde por meio do Serviço de Atendimento Especializado (SAE). Após a realização do teste rápido e detecção da doença, o paciente é encaminhado ao SAE onde receberá acompanhamento médico, psicológico e assistencial, além da medicação. 

Atualmente, 40 pessoas tratam somente de hepatites virais, sendo 15 de hepatite B e 25 de hepatite C, no SAE. Outras 13 tratam de hepatites associadas ao vírus HIV. Somente este ano, foram registrados 11 novos casos da doença, sendo seis do tipo B e cinco do tipo C. 

Da Secom/Cuiabá

Mais uma morte por dengue é investigada em MT

A dengue pode ter sido a causa de mais uma morte em Mato Grosso. Segundo dados do Sistema de Informação e Agravos (SINAN) foram registradas 06 ocorrências de óbitos, sendo 5 confirmados e uma em investigação no município de Tapurah (422 km ao Médio Norte de Cuiabá). 

Ainda de acordo com o SINAN, de 1º janeiro a 24 de julho de 2014, o Estado registrou 8.646 casos notificados de dengue. Das 5 mortes confirmadas uma foi em Cuiabá, 1 em Sinop e 1 em Rondonópolis, 1 em Alto Paraguai e 1 em Alta Floresta. A 6° possível morte por dengue ainda em investigação, foi registrada no município de Tapurah.

No mesmo período Cuiabá registrou 966 casos, Rondonópolis 504 casos, Sinop 2.122 casos e Várzea Grande 359 casos. No ano de 2013 as notificações no mesmo período chegaram a 41.503 casos notificados no Estado, o que mostra uma queda bastante significativa.

CUIDADOS - Combata os focos do mosquito em sua casa, seguindo as seguintes orientações: Limpe calha dos telhados; limpe os pratinhos dos vasos de plantas; mantenha piscinas limpas; não deixe formar poças dágua; elimine qualquer tipo de material que possa acumular água; garrafas ou recipientes sempre virados de boca para baixo; pneus mantidos em locais cobertos para não acumular água; tampe bem as caixas dágua e os poços.

Fonte: Letícia Kathucia, especial para o GD

IDH - ONU registra aumento da expectativa de vida no Brasil

Houve crescimento de 17,9% entre 1980 e 2013. Considerando dados mais atuais do IBGE, avanço seria ainda maior

A expectativa de vida no Brasil aumentou 17,9% entre 1980 e 2013, passando de 62,7 para 73,9 anos, um aumento real de 11,2 anos. O avanço foi apontado no Relatório de Desenvolvimento Humano 2014 divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Segundo o ministro da Saúde, Arthur Chioro, o crescimento foi possível em razão das medidas de combate à desnutrição, redução da mortalidade materna e infantil, ampliação do acesso a vacinas e medicamentos gratuitos, melhoria do atendimento às mães e bebês, enfrentamento das doenças crônico-degenerativas e das chamadas mortes violentas, entre outras ações na área de atenção básica e urgência e emergência.

O ministro comentou a diferença na melhoria de indicadores de saúde, educação e renda. “Partimos de um cenário de muita desigualdade. Se olharmos, por exemplo, a mortalidade infantil, fizemos uma redução de 70% entre 1980 e 2012. No entanto, ela não reduziu igual. A queda foi maior no Norte e no Nordeste, onde era muito mais acentuada. E isso acaba acontecendo em praticamente todas as situações. Se tivéssemos partido de um patamar mais homogêneo do país, talvez a capacidade de resposta das políticas públicas pudesse também acompanhar um ritmo mais homogêneo”, avaliou.

O relatório colocou o Brasil na 79ª posição do ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) entre 187 países, com um valor de 0,744 (categoria de Alto Desenvolvimento Humano). Entre 1980 e 2013, o valor do IDH do Brasil aumentou 36,4%. O índice está acima da média de 0,735 para os países do grupo de Alto Desenvolvimento Humano e acima da média de 0,740 para os países da América Latina e Caribe.(Leia +)

Por Luís Felipe Sardenberg, da Agência Saúde

ANS suspende comercialização de planos de saúde de seis operadoras

Prestadoras terão 30 dias para transferir sua carteira de consumidores para outra operadora, mantendo todos os serviços e direitos aos beneficiários

O Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial da União desta terça-feira (22), uma resolução operacional que determina a suspensão da comercialização do plano de saúde de seis operadoras.

São elas: Medline Assistência Médica, Ameno Assistência Médica, Instituto Português Brasileiro de Assistência, Odontobet Ltda, Centro Popular Pro Melhoramento de Bom Jesus, e Sociedade Médica de Pirapora (Somepi).

Cada uma delas receberá uma intimação e terá 30 dias para promover a alienação da carteira de planos ou produtos. Isso significa que as operadoras terão de transferir sua carteira de consumidores para outra operadora que se disponha a comprá-la.

Direitos garantidos

Para casos como esses, a Resolução 112/05 da Agência Nacional de Saúde (ANS), determina que a operação de venda de carteira de beneficiados deve manter integralmente as condições vigentes dos contratos adquiridos sem restrições de direitos ou prejuízos para os beneficiários.

São proibidos o estabelecimento de novas carências, alteração de cláusulas de reajuste e a interrupção da prestação de assistência aos beneficiários, principalmente aos que estejam em regime de internação hospitalar ou em tratamento continuado. 

No período de transição entre a celebração do negócio jurídico de transferência da carteira e a assunção desta pela operadora adquirente, a responsabilidade pela prestação da assistência médico hospitalar e/ou odontológica permanece com a operadora alienante, ou seja, aquela que teve de transferir sua carteira de clientes para outra operadora.

Fonte: 
Portal Brasil, com informações da Imprensa Nacional e da Agência Nacional de Saúde

REPASSES DE SAÚDE - Pendências podem afetar eleições

Levantamento realizado pela Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) aponta pendências da Secretaria de Estado de Saúde (SES) junto às prefeituras, em montante aproximado de R$ 22 milhões, referentes aos meses de abril e maio de 2014. Esses atrasos, somados à parcelas de repasses relativos à convênios, firmados entre prefeituras e Estado, poderão levar a entidade a ingressar com ação na Justiça contra o governo.

A reunião marcada para a próxima terça-feira, entre o presidente da AMM, Valdecir Luiz Colle (PSD) e representantes do Executivo, servirá de termômetro para possível queda-de-braço entre os entes na esfera judicial. Secretário chefe da Casa Civil, Pedro Nadaf, rebate a “cobrança”, acentuando problemas de ordem técnica de responsabilidade de gestores públicos que teriam provocado freamento do sistema.

“O governo do Estado, leia-se, do qual fazem parte os gestores públicos, está fazendo todos os esforços para assegurar o fiel cumprimento do cronograma de remessas de recursos públicos. O dinheiro da saúde e de convênios está disponibilizado nas pastas afins. O que ocorre é que houve empecilhos de ordem técnica, em relação às secretarias, que provocaram barreiras em contratos. Isso não quer dizer que não podem, pelo menos, em parte ser solucionados e é isso que o Executivo vem buscando. Não se pode imputar à figura do governador Silval Barbosa uma falha que não lhe pertence. Ao contrário, o governador está à frente deste compromisso, determinando uma solução urgente e cobrando de quem deve”, disparou Nadaf.

A declaração de Colle abre espaço para uma seara de possível confronto, podendo respingar nos projetos eleitorais de partidos da base aliada. A batalha entre municípios e o Estado, tendo como foco de discussões verba pública, vem sendo travada há meses. Recentemente, em reunião ampliada realizada no Palácio Paiaguás, foi assegurado um pacto entre o Executivo e municípios, para implementação de um cronograma de pagamento das pendências junto às prefeituras.

O aceno do Estado foi intermediado pela AMM, em junho, com apoio de líderes políticos. De lá para cá, a reclamação de gestores públicos, como pondera Colle, é de que não estaria sendo cumprido o calendário de destinações orçamentárias. Essa prática se aplicaria ainda em relação aos contratos selados em pastas como a de Cidades, Turismo e Cultura. Nos cálculos da AMM, o volume de recursos vinculados aos convênios chegaria a aproximadamente R$ 90 milhões.

A autoria das ações deverá ser de responsabilidade do Executivo municipal, interpondo ação direta contra o Estado, contando com o suporte técnico da entidade municipalista.

Sonia Fiori - Repórter A Gazeta

Nota de esclarecimento sobre o Programa Mais Médicos

O Ministério da Saúde esclarece que a participação de profissionais cubanos no Programa Mais Médicos ocorre por meio de cooperação com a Organização Pan-Americana de Saúde, que é responsável pela interlocução com o governo de Cuba. Esses profissionais atuam no Brasil em modelo similar ao adotado em convênios com outros 63 países. Todos os acordos são coletivos e o pagamento dos médicos é feito pelo governo cubano. Não existem convênios internacionais disponíveis sem a intermediação de Cuba.

Com mais de 14,4 mil profissionais, o Mais Médicos atinge 50 milhões de brasileiros. Os médicos cubanos representam quase 80% do total de profissionais e mais de 2.700 cidades são atendidas exclusivamente por eles.

No Mais Médicos, a atuação dos estrangeiros está prioritariamente nas regiões de maior necessidade, como no interior e nas periferias, e nas Unidades Básicas de Saúde que não tinham médicos.(Leia +)

Portal da Saúde

Saúde do Estado de MT divulga dados atualizados de Influenza

A Secretaria de Estado de Saúde informa que, de 01 de janeiro a 14 de julho de 2014, foram notificados 160 casos de ocorrências de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em Mato Grosso, sendo 38 positivos para Influenza H1N1, 02 positivo para Influenza H3 Sazonal, 58 casos positivo para Síndrome Respiratória Aguda Grave e 62 casos em investigação de SRAG.

Os municípios que registraram ocorrência de SRAG – H1N1 foram Cuiabá (14) Várzea Grande (05), Rosário Oeste (01), Tapurah (01), Guarantã do Norte (01), Jaciara (01), Rondonópolis (03), Paranatinga (02), Tangará da Serra (05), Comodoro (01), Juara(01),Campinapolis (03).

Foram confirmados 20 óbitos por gripe, sendo 16 por H1N1, registrados nos municípios de Cuiabà (5), Comodoro (01), Rosário Oeste (01),Várzea Grande (02), Tapurah (01), Jaciara (01), Guarantã do Norte (01) , Paranatinga (01), Tangará da Serra (03). Quatro óbitos continuam em investigação, sendo 01 em Juscimeira, 01 em Rondonópolis e 02 em Cuiabá.

PREVENÇÃO: lavagem das mãos com frequência, em especial ao retornar para casa, antes de preparar e/ou consumir qualquer alimento, antes de qualquer serviço, depois de tossir ou espirrar, após usar o banheiro; lavar os brinquedos das crianças com mesmo quando não estiverem visivelmente sujos; restringir contato de familiares portadores de doenças crônicas e gestantes com o doente; utilização de máscara pelo doente; evitar aglomerações de pessoas e ambientes fechados, em especial na época de epidemia; evitar tocar os olhos, nariz ou boca após contato com superfícies; evitar sair de casa enquanto estiver em período de transmissão da doença (ate 5 dias após o início dos sintomas); vacinação contra influenza para a prevenção da doença e suas consequências. A lavagem das mãos deve ser feita com utilização de sabão, lavando inclusive os espaços entre os dedos e os pulsos, durante no mínimo uns 15 segundos, enxaguando e secando com toalha limpa.

Cida Capelassi/Assessoria/SES-MT

ATENÇÃO À SAÚDE - Saúde destina R$ 67,2 milhões para cirurgias eletivas

Procedimentos incluem cirurgias de catarata, tratamento de varizes e retirada de amígdalas. Recurso será repassado, em parcela única, para um conjunto de 285 municípios de 22 estados

O Ministério da Saúde autorizou o repasse de R$ 67,27 milhões para a realização de cirurgias eletivas, em todo o país. São cirurgias de média complexidade que podem ser agendadas com antecedência nos serviços de saúde, como catarata, tratamento de varizes e retirada de amígdalas. Ao todo, 285 municípios de 22 estados contarão com um reforço financeiro do governo federal para atender a população. A Portaria 1.467, que estabelece o recurso, foi publicada na sexta-feira (11), no Diário Oficial da União e já está em vigor.

Do total, R$ 24,68 milhões serão aplicados no Componente I das cirurgias eletivas, grupo no qual estão as cirurgias de catarata. Outros R$ 11,95 milhões vão financiar os procedimentos do Componente II, que incluem atendimentos das áreas de ortopedia, otorrinolaringologia, urologia, vasculares e oftalmologia. Além disso, R$ 30,63 milhões serão destinados ao Componente III - procedimentos eletivos definidos pelo gestor de saúde, conforme a necessidade da região. A Portaria do Ministério da Saúde estabelece que o recurso seja repassado por meio do Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (FAEC).

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, explicou que o repasse vai contribuir para ampliar o acesso da população às cirurgias eletivas e reduzir o tempo de espera para a realização do procedimento. “Com o repasse desses recursos, estamos proporcionando uma melhor qualidade de vida às pessoas que esperam por esses procedimentos”, ressaltou o ministro.(Leia +)

Por Ubirajara Rodrigues, da Agência Saúde

Estado divulga dados de dengue de 1 de janeiro a 10 de julho de 2014

De acordo com os dados do SINAN online, de 1º janeiro a 10 de julho de 2014, o Estado de Mato Grosso registrou 8.387 casos notificados de dengue, com 05 ocorrências de óbitos confirmados (01 Cuiabá, 01 em Sinop e 01 em Rondonópolis, 01 em Alto Paraguai e 01 em Alta Floresta).

Cuiabá registrou 889 casos, Rondonópolis 495 casos, Sinop 2.122 casos e Várzea Grande 323 casos.

No ano de 2013 as notificações no mesmo período foram de 40.992 casos notificados no Estado.

CUIDADOS - Combata os focos do mosquito em sua casa, seguindo as seguintes orientações: Limpe calha dos telhados; limpe os pratinhos dos vasos de plantas; mantenha piscinas limpas; não deixe formar poças dágua; elimine qualquer tipo de material que possa acumular água; garrafas ou recipientes sempre virados de boca para baixo; pneus mantidos em locais cobertos para não acumular água; tampe bem as caixas dágua e os poços.

Fonte: Cida Capelassi/Assessoria/SES-MT

PROTEÇÃO - Meta de vacinação contra a gripe foi superada no país

Já foram vacinadas 41,7 milhões de pessoas em todo o Brasil, o que representa 84% do público-alvo. A vacinação continua nos municípios que ainda não atingiram a meta.

Mais de 41,7 milhões de pessoas já se vacinaram contra a influenza neste ano, o que representa uma cobertura de 84%. Com isso, a meta de 80% estabelecida pelo Ministério da Saúde foi superada. A vacina contra a gripe está disponível nos postos do Sistema Único de Saúde (SUS), desde o dia 22 de abril, para os integrantes do grupo prioritário ( 49,6 milhões de pessoas).

O público-alvo é formado por crianças de seis meses a menores de cinco anos; pessoas com 60 anos ou mais; trabalhadores de saúde; povos indígenas; gestantes; puérperas (até 45 dias após o parto); população privada de liberdade; funcionários do sistema prisional e pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis. As pessoas deste grupo são mais vulneráveis a desenvolver a forma grave da doença.

No dia 8 de maio, o Ministério da Saúde recomendou aos municípios que ainda não haviam alcançado a meta, que continuassem a vacinar até atingir cobertura de 80% no grupo prioritário.

Os estados com as maiores coberturas, até o momento, são Goiás - com 92,6% do público-alvo vacinado - seguido por Santa Catarina (90,32%) e Paraná (90,28%).(Leia +)

Por Amanda Mendes, da Agência Saúde – ASCOM/MS

COMPLEXO INDUSTRIAL - Brasil terá nova fábrica de medicamentos biológicos

Plataforma no Rio de Janeiro produzirá medicamentos para tratamento de câncer e artrite. A produção nacional desses produtos poderá gerar economia de R$ 150 milhões por ano ao governo federal.

Uma nova indústria farmacêutica de biofármacos, medicamentos feitos a partir de material vivo, será construída no Rio de Janeiro. A produção nacional vai gerar economia para o governo federal na compra de medicamentos de alta tecnologia oferecido no Sistema Único de Saúde (SUS). A previsão é que, com o fim das importações, o Brasil reduza em R$ 150 milhões ao ano, após o início da aquisição, os custos na compra desses produtos. 

O projeto para a construção da indústria integra a Política Nacional para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) do Ministério da Saúde, que mantém atualmente 104 parcerias envolvendo 19 laboratórios públicos e 57 privados. São acordos que preveem o desenvolvimento de 97 produtos (66 medicamentos, 7 vacinas, 19 produtos para saúde e 5 pesquisas em desenvolvimento). No Rio de Janeiro, já são cerca de 40 PDPs que envolvem Fiocruz e Instituto Vital Brazil.

As PDPs são destinadas à transferência de tecnologia entre instituições públicas e privadas e à encomendas tecnológicas vinculadas às demandas de produtos estratégicos para SUS. A fábrica da Bionovis que será construída no Rio de Janeiro será a primeira indústria especializada na produção de medicamentos biológicos. O novo empreendimento possibilitará que o Brasil reduza sua dependência em relação ao mercado externo de medicamentos biológicos, feitos a partir de material vivo e manufaturados a partir de processos que envolvem medicina personalizada e biologia molecular. Os biofarmácos aumentam as possibilidades de sucesso no tratamento principalmente para doenças crônicas.(Leia +)

Por Vera Stumm, da Agência Saúde

Ações da Saúde na Copa do Mundo superaram expectativas

O Secretário de Estado de Saúde, Jorge Lafetá disse que as Ações de Saúde planejadas e desenvolvidas durante a realização dos jogos da Copa do Mundo em Cuiabá, no período de 12 à 24 tiveram saldo positivo e êxito pela excelência nos atendimentos, creditados no comprometimento das equipes de Saúde que trabalharam nos eventos.

O Secretário comemorou as ações positivas dos postos médicos avançados da Fan Fest e do Estádio da Arena Pantanal e do Aeroporto , especialmente no jogo da Seleção Brasileira, no último dia 23 e seqüencialmente no dia 24 com jogo na Arena Pantanal.

"Foram dias intensos, com grande massa de população comemorando e se divertindo e as equipes de Saúde e classe médica atentas as ocorrências, o que demonstrou compromisso com o cidadão. A Nossa convicção que, no momento da realização dos jogos, todos em seus postos de trabalho,prontos no exercício de suas funções,atendendo com excelência superou as nossas expectativas", afirmou o secretário.

O Centro Integrado de Operações Conjuntas de Saúde (CIOCS) criado pela gestão para este evento no monitoramento dos hospitais e dos postos médicos, em tempo real concentrando as informações e dando fluxo as redes de serviços para atendimento foi fundamental. "A sala de situação acompanhou todas as emergências dos principais hospitais da rede, o número de atendimentos, as remoções e o quadro clínico dos pacientes,além de monitorar as questões sanitárias. Tudo funcionou de forma integrada, então só tenho que agradecer a todos pela dedicação e compromisso com a Saúde Pública de qualidade que apresentamos nestes eventos",avaliou Jorge Lafetá.

No período de 12 a 24 de junho, o Centro Integrado de Operações Conjuntas de Saúde (CIOCS) registrou 667 atendimentos relacionado à Copa do Mundo FIFA 2014, pelos serviços de saúde da rede assistencial e postos médicos avançados montados na Arena Pantanal e FIFA FAN FEST. Deste total 86% foram atendimentos clínicos e 14% foram atendimentos por trauma leves, além de 15 remoções para hospitais de referencia, tanto para privados quanto para o da Rede pública (Hospital Regional Metropolitano).

O Coordenador da Câmara Técnica de Saúde, Fabio Liberali, creditou o sucesso das ações que ele considerou que foram o diferencial, citando a montagem dos Postos Médicos Avançados e o Hospital Estadual Metropolitano como referencia na Alta Complexidade e exclusivo para os eventos da Copa, além várias ferramentas de gestão utilizadas e que permanecerão como legado da Copa e que vão ser absorvidas e utilizadas daqui para frente na Rede de Serviços do SUS de Mato Grosso, citando Posto Médicos Avançados, Ciocs, Sala de Situação, Força Estadual de Saúde e utilização de radiocomunicadores na assistência, regulação, vigilâncias integrados ao Serviço Medico de Atendimento Móvel Samu 192. "São experiências testadas e que nos assegura nas ações de Saúde eficiência , agilidade e atendimento humanizado", disse ele

O secretário de Estado de Saúde Jorge Lafetá, disse que a estrutura montada permanece, com exceção do posto Médico Avançado da Arena Pantanal, e funcionará em dias de jogos, das 10 às 22 horas. "O Evento Copa do Mundo nos trouxe amadurecimento e a certeza de que com todas estas novas ferramentas de gestão aplicadas no evento Copa do Mundo teremos um SUS mais eficiente para Mato Grosso", concluiu.

Fonte: Cida Capelassi/Assessoria/SES-MT

Mais Médicos supera meta e beneficia 50 milhões de pessoas

O anúncio foi feito pela presidenta Dilma Rousseff durante o programa de rádio Café com a Presidenta, que também abordou os impactos diretos do programa no atendimento à população. 

O Programa Mais Médicos superou a meta inicial estipulada pelo Governo Federal, de 46 milhões de brasileiros, e atinge agora a marca de 50 milhões de pessoas atendidas. O balanço foi anunciado na manhã desta segunda-feira (30) pela presidenta Dilma Rousseff durante o programa de rádio Café com a Presidenta. Na entrevista, a presidenta também destacou os impactos do programa no atendimento à população, como o aumento do número de consultas e a redução dos encaminhamentos da Atenção Básica aos hospitais.

Segundo a presidenta, o governo federal já atendeu a todos os pedidos de médicos feitos pelos prefeitos. Atualmente, 3.785 municípios e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) contam com a presença de médicos do Programa. “Hoje, no Brasil, 14.462 médicos estão atuando em postos de saúde na periferia das grandes metrópoles, pelo interior do Brasil afora, nas cidades grandes, médias e pequenas, e nos distritos indígenas. O Mais Médicos, sem dúvida, está mudando para muito melhor a qualidade da atenção à saúde pública no Brasil”, declarou a presidenta.(Leia +)

Fonte: Priscila Costa e Silva, Da Agência Saúde.