Obesidade está associada à perda de memória em idosos

Adultos com idades entre 60 e 70 anos são os mais afetados

Um estudo desenvolvido pela Universidade Nacional de Seul, na Coréia do Sul, sugere que combater o excesso de peso não protege apenas o coração, mas o cérebro também. Segundo a pesquisa, a obesidade pode estar associada à redução da memória e de habilidades cognitivas em idosos, especialmente aqueles com maior quantidade de gordura na região do abdômen.

Durante cinco anos, os pesquisadores observaram 250 pessoas com 60 anos ou mais, que foram submetidas a várias medidas de sua gordura corporal e um teste de habilidades de pensamento. Após as análises, os pesquisadores descobriram que o elevado índice de massa corporal (IMC) estava relacionado a um pobre desempenho cognitivo.

O estudo, que foi publicado na revista ?Age and Ageing?, também descobriu que os idosos com idades entre 60 e 70 anos com maior nível de gordura abdominal tendem a apresentar um desempenho pior do que os demais. Não houve, entretanto, associação entre obesidade e redução de habilidades mentais nos idosos com mais de 70 anos.

Embora o estudo tenha constatado que idosos com obesidade tendem a ter habilidades de pensamento mais pobres, ainda não foi possível provar uma relação direta de causa e efeito. No entanto, os pesquisadores afirmam que devem ser tomadas medidas de saúde pública para controlar a obesidade em idosos.
Nove questões que desvendam a obesidade

Apesar de se tratar de uma condição clínica individual, a obesidade é vista, cada vez mais, como um sério e crescente problema de saúde pública. O excesso de peso predispõe o organismo a uma série de problemas, como doença cardiovascular, apneia do sono, hipertensão arterial e alterações na circulação.

Confira nove questões fundamentais sobre o tema e a opinião do especialista em gastrocirurgia do Minha Vida Vladimir Schraibman sobre o assunto:

1- A obesidade pode ser considerada uma doença?

A obesidade pode ser definida como um índice de massa corporal (IMC) acima de 25. Quando esse índice está acima de 40, ela é definida como mórbida. Este número é obtido dividindo-se o peso em quilogramas pela altura em metros ao quadrado. Sem dúvida, a obesidade pode ser considerada uma doença e, nos dias atuais, uma epidemia que só vai aumentar. O tratamento preventivo é a melhor solução. A cirurgia bariátrica tem se apresentado como a melhor solução para os casos de obesidade mórbida. 
 
2- Quais as causas da obesidade?

Dentre as causas se destacam os fatores genéticos, ambientais (hábitos pessoais e familiares), hábitos populacionais, religião, fatores sócio-econômicos, compulsão ou depressão, entre outros. As pesquisas mais recentes publicadas no periódico Obesity Surgery apontam para a multifatoriedade na gênese desta questão, levando a enorme dificuldade encontrada pelos pacientes em solucionar a sua situação uma vez instalado o problema. 

3- Como saber se a origem é genética, hormonal ou por excesso de ingestão de alimentos?

Não há dados suficientes para que se mensure a influência de cada aspecto, já que a questão é multifatorial.
 
4- Como identificar quando a obesidade é causada por distúrbios psicológicos?
Geralmente, a obesidade de instalação rápida e sem causa aparente pode estar relacionada a distúrbios psicológicos ou hormonais. São os casos nos quais a pessoa engorda muito num curto espaço de tempo.
 
5- Existe o melhor tratamento da obesidade?

A correta avaliação por médico competente é a melhor opção, que poderá indicar o tratamento adequado para o perfil do paciente, de acordo com os fatores relacionados, identificados por exames e consulta. Não podemos falar no melhor tratamento, mas sempre pensar em prescrever um tendo em vista as condições da pessoa. Cada caso é um caso, sempre.
6- Como uma pessoa pode saber que está acima do peso?

Pessoas com IMC acima de 25 devem prestar atenção. A presença de familiares diretos com obesidade também deve acender sinal de alerta. 

7- Quais os problemas físicos mais comuns ocasionados pela obesidade?

Os problemas desencadeados pela obesidade são inúmeros e vão desde a limitação física a trabalhos básicos e à locomoção, até distúrbios mais graves, como o aumento do colesterol, do triglicérides e da pressão arterial, diabetes, gota, artrose, coronariopatia, insuficiência renal, apnéia noturna do sono, esteatose hepática, insuficiências glandulares, entre outros.

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8- Quais doenças que a obesidade pode causar em um indivíduo?

A de maior risco é a Síndrome X ou Síndrome Metabólica, que se constitui por hipertensão arterial, dislipidemia, hiperglicemia e resistencia aumentam a insulina. O tratamento deve ser feito a base de dieta hipocalórica, definida em parceria com um nutricionista, atividade física e cirurgia de redução de peso, quando indicado, e prescrição de medicações, quando necessárias. 

9- Como o cirurgião gástrico e o endocrinologista atuam juntos no tratamento do paciente obeso?

O tratamento de um indivíduo obeso deve ser multidisciplinar, incluindo ainda cardiologistas, nutricionistas, psicólogos e outros profissionais, de acordo com o quadro clínico.

Fonte: Minha Vida

Mulheres podem ter infarto mesmo sem sentir dor ou outros sintomas

Nos anos 50, de dez pessoas que morriam de infarto, somente uma era mulher. Agora, a cada de dez mortes, quatro são de mulheres.

Durante um almoço em família, a professora Ana Maria Jaqueira sentiu um cansaço na boca. A sobrinha médica desconfiou de que algo estava errado e a levou ao hospital, quase à força. “Eu teimava com ela que eu não tinha necessidade nenhuma de ir para o hospital, porque eu não tava com nada”. Exames comprovaram que a professora estava tendo um infarto.

Nas mulheres, cansaço na mandíbula, fraqueza, falta de ar, náusea, dor gástrica e dor que irradia pelas costas e ombros podem ser sintomas de infarto. O infarto pode chegar também sem sintomas.

“As mulheres, sobretudo as jovens, ainda na fase pré-menopausa, têm um fator de proteção circulatório estrogênico. Esses hormônios estrogênicos, eles diminuem muito o limiar de dor das mulheres. Elas sentem menos dor e a dor que caracteriza o infarto nas mulheres, ela nunca é, ou quase nunca, é tão típica quanto nos homens”, explica Jadelson Andrade, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

O que parece vantagem, no fundo, é um grande risco. A maior resistência a dor faz com que a mulher não procure um médico. Outra característica feminina agrava ainda mais a situação: o sistema circulatório é mais sensível, mais frágil do que o dos homens. Por isso, o infarto nas mulheres é mais agressivo.
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As doenças cardiovasculares, entre elas o infarto, são a principal causa de morte de mulheres no Brasil. Em 2010, mais de 40 mil brasileiras perderam a vida, vítimas de infarto. “Como corrigir isso? Fazendo avaliações médicas periódicas, como é feito para o sistema ginecológico; dando atenção ao seu sistema circulatório”, diz o médico.

É o que faz a funcionária pública Socorro Lopes, depois de ter um princípio de infarto cinco anos atrás. “A mensagem que eu tenho que passar é a busca do equilíbrio, inclusive o emocional; porque o emocional é um fator determinante para a saúde do nosso coração, que transmite amor, que gera amor, que traduz amor”.

O crescimento no número de infartos entre as mulheres está diretamente associado às mudanças de hábitos nas últimas décadas, que fizeram as mulheres adquirirem fatores de risco: obesidade, colesterol alto, diabetes, pressão alta, sedentarismo, fumo e estresse.

Fonte: Patrícia Nobre - Salvador(BA) - Jornal Hoje

Combata a depressão com essas sete dicas

Praticar atividade física e manter o pensamento no presente ajuda a elevar o ânimo
A depressão é um estado que afeta a mente e as emoções de muita gente. Mas nem sempre é fácil identifica-la, uma vez que ela costuma se confundir com sentimentos que todos temos diariamente. Veja alguns dos sintomas mais comuns de quem tem esse quadro depressivo:
  • Sensação de tristeza maior
  • Angustia, "aperto no peito", vazio
  • Como se houvesse perdido o "rumo", a direção da vida
  • O que antes era interessante e motivador, agora parece sem graça
  • Dificuldade de sentir prazer e alegria
  • Problemas na concentração
  • Alteração do sono
  • Irritação e falta de paciência.
Mas se você se identificou com alguns dos itens acima, não significa que tenha depressão. Porém, é importante que esteja atento ao seu humor. Por isso, tenha carinho e atenção redobrada para com seu estado emocional.

Mais à frente, para curar a depressão, são indicados psicoterapia e, em alguns casos, o acompanhamento com um psiquiatra, que pode receitar medicamentos. Consulte um especialista para que você tenha um diagnóstico adequado ao invés de optar por se tratar por conta própria.

No meu livro "O Segredo Para Vencer a Depressão" explico não só o que é a depressão, mas também os diferentes tipos de tratamento e ainda dou dicas de atividades que você pode fazer sozinho para melhor seu estado emocional. Confira algumas delas a seguir: 

Hipnose

Esta técnica é muito útil no tratamento de depressão. É um estado de concentração da mente em que você foca seus pensamentos, diferentemente do nosso estado comum de atenção. Muitos dizem que é um estado alterado da consciência. A hipnose é natural, não há nada perigoso se bem feito. Você pode buscar um especialista ou mesmo aprender o método de auto hipnose, programando sua mente para uma melhora na qualidade da sua vida. Mas não se engane com a hipnose de palco! A técnica verdadeira não é um show, tampouco um espetáculo. 

Atividade Física

Atividade física também produz benefícios à saúde mental. É comprovado que a prática de exercício físico regular contribui para o bem-estar corporal e mental. Também ajuda a desviar a atenção dos problemas emocionais e, com isso, proporciona alivio mental, além de reduzir os sentimentos de ansiedade e depressão.

Os relacionamentos são fundamentais para o bem-estar do indivíduo. Ficar isolado não é útil a ninguém.

Interação social e contato com outras pessoas

Os relacionamentos são fundamentais para o bem-estar do indivíduo. Ficar isolado não é útil a ninguém. Cuide primeiramente de ser uma boa companhia, tanto para você mesmo quanto para os demais.
Tenha uma rotina

O sentimento de sucesso ao final do dia é bem importante e acontece quando conseguimos cumprir nossas metas. Com isso, você deve estar atento para se organizar e evitar não cumprir o prometido, pois esse desencontro de agenda e ação pode levar ao sentimento de fracasso, o que não ajuda em nada. Faça a sua agenda com bom senso, afinal, não adianta colocar muitas coisas no dia se você não esta se sentindo bem para realizar todas elas. 
 
Respire

A respiração ajuda a tranquilizar a mente e o corpo. Utilize essa técnica, respirando profundamente e soltando todo ar, quando sentir mais tensão. 

Cuide da qualidade do seu sono

Dormir bem é muito importante para o funcionamento adequado da mente e do corpo.

Cuide dos pensamentos

É tudo o que você tem. Pensar demais no passado não faz bem pra ninguém, já que não podemos mudar o que ficou para trás. Porém, podemos escolher novas ações daqui para frente.

Não esteja distraído da sua vida, para as coisas belas ao seu redor. Muita coisa boa pode acontecer quando se está aberto para o novo. Sucesso e tudo de bom!

Fonte: Adriana de Araújo 
Psicologia
Especialista Minha Vida


Proteja a pele do bebê contra alergias

Os cuidados começam no banho, incluindo a higiene das roupas e o uso de talco

Manter as dobrinhas da pele do bebê protegidas contra alergias e assaduras é um dos maiores desafios das mães. Como as defesas da criança são menores, afinal ela pouco foi exposta ao sol ou a substâncias nocivas, a escolha de um creme errado ou até de um sabonete mais abrasivo pode ter efeitos graves. "Se a família tiver histórico de alergias o cuidado deve ser redobrado", afirma a pediatra Camila Reibscheid, do Hospital e Maternidade São Luiz.

Os cuidados com a pele do bebê incluem os produtos usados para higiene das roupas, cuidados após o banho ou a troca de fraldas e até a temperatura da água na hora do banho. Veja as dicas dos especialistas.

Use sabonete neutro 

Sabonetes neutros, sem perfume e com baixas quantidades de álcool e detergentes protegem a oleosidade natural da pele do bebê. "Quanto mais espuma o sabonete fizer, mais detergente tem e pior é para o bebê", afirma a pediatra. Barras de glicerina são mais recomendadas, porque têm menos compostos químicos. "Certifique-se de que o sabonete seja feito de glicerina, e não sabonete comum com glicerina", alerta a pediatra Sylvio Monteiro, da MBA Pediatria. Caso o tempo esteja muito quente e o bebê tome vários banhos, use sabonete em apenas um deles - os outros são para refrescar, já que a higiene já foi realizada.

Fonte: Minha Vida