Câncer: previna-se contra os tumores que mais ameaçam os brasileiros

No Dia Nacional do Câncer, saiba como afastar os riscos a partir de hábitos saudáveis

Ao longo dos anos, os avanços na luta de combate contra o câncer mostram que a doença pode ser tratada, controlada e curada. E, mais importante ainda, pode ser prevenida. Cerca de 60% dos casos de câncer podem ser evitados a partir de hábitos de vida saudáveis, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Em um estudo recente, O INCA mostrou que, entre todos os tipos de tumores, 19% poderiam ser evitados com uma vida mais saudável. A melhor estratégia para a prevenção do câncer é aliar um alimentação equilibrada, a prática de exercícios físicos regulares e manter o peso controlado., segundo consta na publicação Políticas e Ações para Prevenção do Câncer no Brasil: Alimentação, Nutrição e Atividade Física. Tais medidas são capazes de prevenir 63% dos casos de câncer de faringe, laringe e boca; 52% dos casos em que a doença atinge o endométrio (camada que recobre o útero internamente) e 60% dos tumores de esôfago. (leia +)

Minha Vida

Câncer de pulmão aumenta entre as mulheres, revela estudo em 16 capitais

A incidência de câncer de pulmão tem aumentado entre as mulheres. É o que mostram os dados da última edição dos Registros de Base Populacional, levantamento coordenado pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Rio, que avaliou a ocorrência de tumores em 16 capitais brasileiras no período de 2000 a 2005.

Em Porto Alegre, por exemplo, a incidência saltou de 16,11 casos para 100 mil mulheres no levantamento de 2003 - que analisou dados de 1995 a 2000 - para 23,32 por 100 mil mulheres no relatório atual.

Em Goiânia, a mesma taxa de incidência aumentou de 9,5 para 13,26. João Pessoa, na Paraíba, cidade brasileira com menor número de tumores registrados, também observou um aumento na taxa: de 2,3 para 5,37 por 100 mil mulheres.

São Paulo teve uma discreta diminuição. Caiu de 12,6 para 11,5. Mas, em 1991, na primeira edição do relatório, a capital paulista apresentava uma taxa inferior a 8 casos por 100 mil mulheres. Recife apresentou comportamento semelhante: a taxa de incidência passou de 9,1 para 8,38. Em 1991, não chegava a 6 casos por 100 mil mulheres.

Os dados confirmam a preocupação dos órgãos de saúde pública com o tabagismo feminino. Este ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) escolheu o tema Gênero e Tabaco com Ênfase no Marketing para Mulheres para as atividades comemorativas do Dia Mundial sem Tabaco.

"As mulheres começaram a fumar mais tarde", aponta Luiz Antonio Santini, diretor-geral do Inca. "Por isso, agora que começam a estabilizar e até a cair os números de câncer de pulmão entre os homens, a incidência aumenta entre as mulheres."

Na capital gaúcha, o levantamento aponta que houve cerca de 66 casos de câncer de pulmão para cada grupo de 100 mil homens, um aumento com relação a 2003, quando a taxa registrada foi de 54,76. No relatório de 1991, contudo, a incidência chegava a quase 76.

Paulo Hoff, diretor-clínico do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), chama o aumento da incidência do câncer de pulmão de "lado obscuro da emancipação feminina", pois, com os benefícios conquistados, também se tornou mais comum o tabagismo feminino.

Em países ricos, a incidência do câncer de pulmão nas mulheres já se tornou praticamente igual à incidência da doença entre homens.

Hoff recorda, no entanto, que o tumor só se manifesta décadas depois do início do hábito de fumar. "O que vemos agora é reflexo das décadas de 70 e 80."

Mas Santini sublinha que o tabagismo tem se tornado mais comum entre as jovens. "Talvez por um desejo de autoafirmação", pondera o médico. "A indústria do tabaco soube, de forma inteligente, criar mecanismos para aproximar o vício dos jovens em festas e raves."

Dados divulgados em agosto pelo Inca e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que 17,5% dos brasileiros fumam. Entre os homens, o porcentual é de 22%. O tabagismo feminino atinge 13,3% das mulheres.

Alexandre Gonçalves - O Estado de S.Paulo

Conheça a relação entre dores articulares e fadiga

Pacientes costumam sofrer de ambos os males, descubra o porquê

Hoje em dia milhões de pessoas sofrem cada vez mais por conta de dores articulares e fadiga. Geralmente há uma relação entre esses dois sintomas. Qualquer forma de dor, inclusive as articulares, fará com que o organismo gaste mais energia tanto física quanto emocional para reparar o dano e isso faz com que o indivíduo se sinta extremamente cansado.

A fadiga associada a articulares pode ser desencadeada por noites mal dormidas. Indivíduos que sofrem de dores articulares, quando vão dormir, tendem a mudar de posição continuamente durante toda a noite para tentar aliviar a dor, não tendo assim uma boa noite de sono.

Qualquer forma de dor fará com que o organismo gaste mais energia Uma doença comum cujos sintomas são dor articular prolongada e músculos e tendões sensíveis é a fibromialgia. Que também tem sido associada à rigidez matinal e fadiga crônica. A doença pode se desenvolver por conta própria e não tem causa conhecida. Outro diagnóstico muito comum associado a dores articulares e sintomas de fadiga é a artrite. A artrite é uma doença inflamatória que pode afetar qualquer articulação, mas geralmente afeta determinadas áreas, como mãos, joelhos, costas e ombros. Quando essas áreas inflamam, as articulações incham, causando dor intensa e uma sensação de rigidez. Essa dor intensa também leva a uma sensação muito grande de cansaço. Quando a inflamação e a dor diminuem o organismo se sente desgastado, provocando a necessidade de horas de sono.

Fibromialgia: a doença da dor Dores articulares e fadiga também estão associadas a doenças autoimunes. Quando ocorre uma crise dessas doenças, o corpo utilizará uma grande quantidade de energia para tentar reduzir a dor e isso irá resultar em fadiga extrema. Os sintomas comuns resultantes dessas crises são dores articulares, fadiga crônica, dores musculares e febre baixa. O tratamento para dores crônicas e autoimunes são longos e o acompanhamento deve ser realizado por toda a vida. A acupuntura e o shiatsu ajudam a reduzir o nível de dor e a reequilibrar o organismo como um todo, proporcionando uma melhor qualidade de vida e a sensação de bem-estar.

A atividade física, como o pilates, é muito recomendada para esse tipo de paciente. Pessoas com fibromialgia possuem um baixo nível de serotonina, e por isso o limiar de dor é menor que pessoas normais. O exercício físico ajuda na produção e liberação de endorfina e serotonina no organismo, produzindo uma sensação de bem estar. Os exercícios devem ser sempre realizados com o acompanhamento de um profissional especializado.

Fonte: Dra Camila Luisa Sato - Fisioterapeuta - Minha Vida

Perda gradativa do desejo sexual afeta a saúde feminina

Causas da síndrome do desejo sexual hipoativo podem ser físicas ou psicológicas

A desculpa da dor de cabeça, nem sempre, é uma escolha. Muitas mulheres sofrem de uma disfunção que inibe a vontade de fazer sexo, a síndrome do desejo sexual hipoativo (DSH). O problema, além de trazer instabilidade conjugal, pode atrapalhar a saúde. Cansaço, indisposição, briga com o parceiro, envolvimento com o trabalho, podem tirar o foco da vida sexual, porém, a ausência de vontade por muito tempo pode sinalizar o problema. "A mulher vive sob influência de ciclos e é muito suscetível às diferentes fases pelas quais passa: menstruação, gravidez, menopausa. Por isso, o desejo delas por sexo varia de acordo com esses ciclos. É natural, mas a mulher precisa ficar atenta, caso isso se repita por muito tempo", explica a psicóloga e sexóloga Maria Claudia Lordello, do projeto Afrodite, da Unifesp.(leia +)

Espante a sonolência que ataca durante o dia

A sensação de sono é comum, mas pode ser controlada

A sonolência durante o dia é um problema que afeta mais de sete milhões de brasileiros segundo um levantamento feito pelo IBGE em 2009. De acordo com a instituição, esse problema traz malefícios para o bem-estar e saúde dos indivíduos, já que o desânimo prejudica, e muito, a execução de tarefas diárias.

Segundo o coordenador do setor de ritmos biológicos Sílvio Júnior, do Centro de Estudos em Sonolência e Acidentes da Unifesp, os jovens sofrem ainda mais com a sonolência. Isso acontece porque entre 14 e 22 anos, o ciclo do sono tende a ser mais vespertino. "O corpo do jovem está mais disposto a dormir tarde e acordar tarde. Quando uma pessoa de até 22 anos passa a conviver com a rotina de trabalho, ela passa a ter um déficit de sono".(leia +)

Minha Vida

Saiba substituir o sal do seu prato

Ervas e alguns temperos deixam o prato gostoso sem prejudicar o coração

Muita gente passa a mão no saleiro e adiciona sal à comida sem antes experimentá-la. Você conhece alguém que faz isso? Se sim, é bom falar para essa pessoa tomar cuidado. O nome legítimo do sal é cloreto de sódio, mas porque será que dizem que ele pode fazer tanto mal? Na realidade o excesso de sódio na circulação é capaz de reter líquido e aumentar a sensação de sede. Com isso, mais água passa a ser ingerida com o objetivo de diluir o sal e maior será o volume de liquido na corrente sanguínea, o que pode levar ao aumento da pressão arterial e sobrecarga do coração.

No Brasil, o consumo chega em média a 12 gramas diários de sal, o que significa o dobro das 6 miligramas recomendadas para qualquer indivíduo, hipertenso ou não. Para não haver confusão, é bom lembrar que uma colher de chá contém quatro gramas de sal. A recomendação da sociedade Brasileira de Hipertensão é limitar a apenas duas colheres rasas de café por dia na preparação de alimentos, o que soa como uma quantidade muito pequena, porém, para não tornar sua vida insossa, uma boa sugestão é trocar o excesso de sal pelo uso de ervas e especiarias.

Os aromas e sabores das especiarias e temperos podem tornar os pratos deliciosos e saudáveis. Ervas aromáticas como alecrim, estragão, tomilho, hortelã, salsa, erva-doce, ou sálvia assim como temperos do tipo pimenta, curry, noz-moscada, canela, acafrão e cravo podem fazer a grande diferença na preparação de pratos.

Outra alternativa é o uso de vinagre e limão, assim como o alho, cebola e o alho-poró, além da cebolinha. Pode-se usar um moedor e preparar várias ervas aromáticas juntas para obter uma mistura fina que pode ser colocada no saleiro e utilizada à vontade na preparação a finalização de pratos em substituição ao sal convencional.Preparar molhos caseiros com iogurte, casca ou suco de limão ou laranja ou até vinagrete pode ser uma boa pedida para temperar saladas.

As especiarias, além de seus deliciosos sabores, têm em sua composição substâncias que auxiliam o bom funcionamento do organismo. Como vimos, diminuir o sal pode ser uma boa pedida para a sua saúde, mas não é necessário que sua comida fique sem graça.

Fonte: Filippo Pedrinola - Endocrinologiasta

Vasectomia oferece menos riscos que a laqueadura

Cirurgia dura 30 minutos e não interfere nas funções sexuais

A vasectomia é cada vez mais utilizada por casais que não querem mais ter filhos. Atualmente, a cirurgia é oferecida em serviços públicos e também por meio dos convênios médicos, tem baixo índice de complicações e custa menos do que uma laqueadura.

"É cada vez maior o número de homens que optam pelo procedimento sem preconceito, já que existe o conhecimento de que a vasectomia torna o homem estéril, mas não interfere na produção de hormônios masculinos e nem no desempenho sexual", explica o urologista do Hospital Professor Edmundo Vasconcelos, Samuel Saiovici.

O procedimento é simples e oferece menos risco em relação à laqueadura na mulher. Na cirurgia de vasectomia, é realizada uma ou duas pequenas incisões no escroto para cortar os ductos deferentes por onde passam os espermatozóides. O homem continua ejaculando, produzindo líquido seminal e secreção prostática, só que sem a presença de espermatozóides. "A vasectomia, assim como a laqueadura, não representa 100% de eficácia, podendo haver casos de recanalização espontânea dos ductos deferentes, que poderá permitir a passagem de espermatozóides provocando a gravidez. Nas mulheres é raro, mas pode acontecer a recanalização das trompas", diz o médico.

Em média, a cirurgia dura 30 minutos e o paciente é liberado para ir para casa e ficar em repouso. O ideal é que relações sexuais só aconteçam de 5 a 7 dias após a cirurgia, porém, mantendo-se os mesmos métodos anticoncepcionais até a realização de exame de espermograma com resultado de ausência de espermatozóides, em média, após 20 a 30 ejaculações.

Já no caso da laqueadura o procedimento é parecido ao da cesariana ou por meio de laparoscopia. Nesses casos a invasão é maior e a cirurgia tem duração superior a 40 minutos. A mulher deve ficar internada por um ou dois dias no hospital.

Em geral, o pós-operatório da vasectomia é bastante tranqüilo. Alguns pacientes podem sentir uma leve sensibilidade nos testículos durante alguns dias. Complicações como hematoma, inflamação do testículo e infecção são raras.

A vasectomia é reversível, mas a cirurgia de reversão é muito mais delicada, deve ser realizada em ambiente hospitalar, com utilização de microscópio, e implica uma provável diminuição da fertilidade. Segundo o urologista, o homem que decidir pela vasectomia não deve pensar em uma possível reversão. "Isso indica que ele não está preparado".

Um indivíduo com idade acima de 30 anos, com casamento ou relacionamento estável e com dois ou mais filhos teoricamente seria um bom candidato para métodos de esterilização definitivos. Mas há fatores subjetivos que também precisam ser avaliados, como questões religiosas, por exemplo.

Minha Vida

Tenho diabetes, e agora?

Veja dicas de alimentação que não agravam o quadro da doença

Todo mundo sabe que a nossa alimentação é um dos fatores mais importantes para a manutenção da nossa saúde, entretanto para os indivíduos portadores de diabetes, a dieta é tão importante quanto os medicamentos, desta forma, seguem algumas dicas importantes para melhorar o controle da taxa de açúcar no sangue e principalmente ter melhor qualidade de vida!

-Siga a dieta todos os dias: mesmo nas férias e finais de semanas, principalmente se estiver usando insulina.

-Coma pouco e várias vezes por dia, em horários fixos: os horários das refeições devem ser regulares para evitar problemas de hiperglicemia ou hipoglicemia. Mantenha um intervalo de três a quatro horas entre cada refeição, evitando assim o risco de hipoglicemia (queda do açúcar no sangue).

-Evite ficar várias horas sem comer para não exagerar na refeição seguinte.

"A dieta para diabetes é a mesma que qualquer pessoa que se preocupa com qualidade de vida deve adotar"

-Evite doces e açúcares simples: estes alimentos aumentam muito as taxas de açúcar no sangue, e desta forma devem ser evitados. Se a vontade for muito grande, prefira ingeri-los (em pequena quantidade) após as refeições principais (almoço e jantar) ricas em fibras , como verduras e legumes (crus e cozidos) e frutas (com casca ou bagaço).

-Não exagere na quantidade de frutas durante o dia: lembre-se que as frutas também possuem um tipo de açúcar (frutose). Coma no máximo três frutas/dia.

-Tome cuidado com alimentos lights e diets: nos produtos diets, o açúcar é substituído por adoçantes, sendo indicado para diabéticos, entretanto os alimentos lights contêm apenas quantidades menores de algum componente (que pode se açúcar), porém estes, normalmente, têm maior quantidade de gordura do que os produtos diet, então não devem se consumidos a vontade.

Lembre-se que estes alimentos (tanto os diet como os light) frequentemente, possuem farinhas e gorduras. Desta forma, sempre que tiver dúvida, verifique os ingredientes no rótulo, ou consulte seu nutricionista.

-Reduza o consumo de gorduras: no preparo dos alimentos use óleos vegetais, como os de soja, arroz, girassol, gergelim, canola ou azeite de oliva extra virgem. Evite carnes com gorduras, embutidos (presunto, salsichas, salames), queijos amarelos, creme de leite, maionese e manteiga. Estes cuidados preventivos poderão evitar complicações do diabetes.

Não se esqueça, a dieta para diabetes é a mesma que qualquer pessoa que se preocupa com qualidade de vida deve adotar: pouco açúcar e gordura, rica em fibras e atividade física.

Estas práticas alimentares e de vida certamente lhe trarão boas recompensas no futuro, lembre-se disso! Boa Sorte!

Conteúdo por: Rosana Farah - Nutricionista

Saiba diferenciar a fome da vontade de comer

Para muitas pessoas a comida serve para alivar a dor emocional

Você já ouviu aquela conhecida música dos Titãs? Você tem sede de que? Você tem fome de que? (...) a gente não quer só comer, a gente quer comer e quer fazer amor. A gente não quer só comer, a gente quer prazer pra aliviar a dor... , realmente muitas vezes o que se esconde por trás de uma compulsão alimentar e de uma sensação de fome constante, não é apenas um alerta de que o nosso estômago está vazio.

Como diz a música, para a maioria das pessoas a comida serve para alivar a dor emocional, aplacar a carência, descontar a raiva do trânsito, dos pais, do marido, da namorada e etc. Quantas vezes você já se pegou literalmente comendo os seus problemas? Daí como consequencia, vêm o excesso de peso e a queda da auto-estima, que também nos leva a comer mais e entrar em um círculo vicioso de comida, problema, aumento de peso, queda de auto-estima, comida, excesso de peso, maior queda de auto-estima e assim por diante.

No fundo, não somos totalmente culpados por esses hábitos, pois quando pequenos nossas mães e tias (e aqui vai um alerta para quem tem filhos pequenos), resolviam todos os nossos problemas, medos, dores físicas e choros noturnos com um cházinho bem doce, uma sopinha, um mingau de aveia ou um pedacinho de bolo, e sem perceber nos estimulavam a associar a comida, o sabor doce e o ato de mastigar como solução às nossas carências, como forma de afeto e consolo.

Devido a esse condicionamento, para algumas pessoas é praticamente impossível cortar o doce da dieta ou não comer diante das adversidades da vida. Como forma de aliviar o vazio interno, algumas pessoas por mais que comam, ainda sentem o estômago com um buraco e não conseguem se saciar. Mas é importante você começar a diferenciar a fome da vontade de comer e identificar quando o vazio não é no estômago e sim nas emoções e até na alma.

Tenho consciência de que essa tarefa não é fácil, principalmente com o passar dos anos e com o gradual acúmulo de mágoas e frustrações que carregamos. No entanto, há outros hábitos e técnicas mais saudáveis de compensar a sua carência, como por exemplo caminhadas, meditação (como forma de relaxamento), boxe (imagine como você estivesse lutando com quem te magoou), corrida (para deixar os problemas para trás) e massagem (para aliviar a carência).

Portanto, da próxima vez que você sentir vontade de atacar um pudim de madrugada, ou terminar de almoçar e ainda continuar com a sensação de estômago vazio, pergunte-se: Você tem fome de que?

Fonte: Milena Lhano - Terapeuta floral, grafóloga e iridóloga

Respirar com consciência dá maior sensação de paz


Respiração de qualidade ajuda a eliminar toxinas que ficam nas células

Você já parou para pensar na sua respiração? Se a resposta é não, provavelmente você esteja respirando errado. Saiba que a respiração correta garante maior saúde física, emocional e mental.

"O hábito de respirar bem elimina o estresse, melhora a concentração, o sono, eleva o estado de consciência e dá maior sensação de paz", explica Alexandre Lopes, instrutor da Fundação Arte de Viver.

O especialista conta que a respiração certa deve ser longa, profunda e ritmada. "Se for curta, fracionada, instável e inconstante, não estamos respirando com toda a nossa capacidade e provavelmente nosso corpo está mostrando isso por meio de sinais de comportamento".

Outro fato que poucas pessoas conhecem é que as toxinas que ingerimos diariamente e que deixam nosso corpo "contaminado" podem ser eliminadas pela respiração. A ideia da respiração correta é tão importante que hoje já existem técnicas que ensinam a expandir a capacidade pulmonar para eliminar as toxinas que ficam armazenadas nas células.

Segundo Lopes, essas toxinas geram estresses físicos e emocionais. "A maioria das pessoas usa em média somente 30% da capacidade pulmonar, e a respiração é responsável por até 80% da eliminação das toxinas do nosso sistema.

Mesmo dormindo você deve ter consciência corporal para manter a respiração correta. "A maior relação da respiração com a saúde cardiovascular está em uma doença chamada apneia do sono, na qual a respiração faz pausas enquanto a pessoa dorme. Essa doença pode aumentar os riscos de doenças no coração?, explica Daniel Arkader Kopiler, da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBME).

Respiração consciente

Um estudo da Universidade de Johns Hopkins, nos Estados Unidos, mostrou que indivíduos que apresentam sérias dificuldades para respirar durante o sono têm 50% a mais de chances de morrer antes de alguém da mesma idade que não sofre das mesmas condições.

"Uma ótima dica é respirar com consciência. Coloque sua atenção no movimento do ar entrando e saindo do pulmão, respirando lenta e profundamente sempre que sentir necessidade", ensina Lopes.

Anote o passo a passo de uma técnica de respiração extremamente relaxante, muito utilizada por praticantes de ioga, chamada Ujjayi Pranayama.

1. Sente-se de forma confortável, com a coluna reta, para que a energia flua.

2. Respire profundamente, prenda o ar e inspire lentamente

3. Contraia um pouco a garganta e sussurre algumas palavras em tom alto. Sinta o espaço para passagem de ar na garganta diminuir suavemente. Essa é a contração desejada.

4. Agora, ao respirar, mantenha a contração da garganta. Quando puxar o ar e inspirá-lo, você deve ouvir um som semelhante ao produzido pelo oceano.

5. Pratique o Ujjayi Pranayama até sentir que relaxou completamente.
 
Minha Vida

 

Morte súbita em bebês é associada a baixos níveis de serotonina

Pequena quantidade do neurotransmissor pode ser uma das causas deste mal

A síndrome da morte súbita em crianças causou 2.300 mortes nos Estados Unidos em 2006. O problema caracteriza-se pela morte inesperada de um lactente ou criança de menos de um ano e cujo exame, após o óbito, seja incapaz de indicar uma causa adequada que a justifique.

Agora, um novo estudo publicado no Journal of the American Medical Association (EUA) sugere que a deficiência de serotonina no cérebro esteja relacionada à ocorrência da morte súbita em crianças. Esse hormônio neurotransmissor tem entre suas funções vitais agir durante o sono, com a respiração, frequência cardíaca e pressão sanguínea.O método do estudo consistiu em avaliar os tecidos provenientes do cérebro de 35 bebês mortos.

O método do estudo consistiu em avaliar os tecidos provenientes do cérebro de 35 bebês mortos. Os resultados mostraram que os níveis de serotonina nessas crianças eram até 26% mais baixos do que nos bebês mortos por causas conhecidas e os níveis dos receptores de serotonina eram igualmente inferiores.

Há ainda a suspeita por parte dos pesquisadores de que haja outros neurotransmissores, além da serotonina, associados à síndrome. Os estudiosos descobriram que baixos níveis do hormônio diminuem a capacidade de resposta dos recém-nascidos a redução de oxigênio ou níveis altos de dióxido de carbono. A pesquisa, ao investigar as causas biológicas da síndrome da morte súbita, pode ser útil para a identificação da anomalia.

De acordo com os pesquisadores, apesar da existência de possível alteração genética nos bebês que possuem a síndrome, é fundamental não descartar outras causas frequentes de mortes infantis. Uma das dicas é sempre posicioná-los de barriga para cima na hora de dormir, evitar ao máximo a exposição ao cigarro, não utilizar colchões e travesseiros muito macios ou cobri-los excessivamente com cobertores e roupas.

Minha Vida