Dia Mundial sem Tabaco discute os riscos do fumo para as mulheres

Tabagismo é a causa da morte de 40% das mulheres com menos de 65 anos

No Dia Mundial sem Tabaco, comemorado nesta segunda-feira (31), o Ministério da Saúde em parceria com as Secretarias Estaduais de Saúde realizam uma grande campanha de combate ao tabagismo, cujo tema "Tabaco e Gênero" será focado especificamente no tabagismo feminino.

O objetivo central da campanha é chamar a atenção do mundo sobre a epidemia e às doenças e mortes que estão relacionadas a ela, além de mobilizar os profissionais da saúde para que fortaleçam a sua participação social no controle do tabagismo.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o fumo é uma das principais causas de morte evitável hoje no planeta. Cerca de cinco milhões de pessoas morrem por ano devido ao tabagismo e caso as estimativas de aumento do consumo de produtos como cigarros, charutos e cachimbos se confirmem, esse número aumentará para mais de 8 milhões de mortes anuais por volta de 2030, dos quais 2,5 milhões serão do sexo feminino.

Um terço da população mundial adulta, cerca de 1,3 bilhão de pessoas, fuma. Nos países em desenvolvimento, os fumantes somam 48% dos homens e 7% das mulheres, enquanto nos desenvolvidos, a participação do sexo feminino triplica, num total de 42% de homens e 24% de mulheres fumantes. No Brasil, os dados do Ministério da Saúde mostram que 18,8% da população são fumantes, sendo que do total da população brasileira, 22,7% dos fumantes são homens e 16% são mulheres. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), 40% das mortes de mulheres com menos de 65 anos são causadas pelo consumo de tabaco.

A preocupação do tabagismo para jovens também é grande. A OMS estima que, a cada dia, 100 mil crianças tornam-se fumantes em todo o planeta. O cigarro é a segunda droga mais consumida pelos jovens brasileiros e, anualmente, 200 mil morrem por causa doenças associadas ao tabaco, como câncer do pulmão e doenças cardiovasculares. "Apesar de o Tabagismo ser uma doença cada vez mais divulgada no mundo todo, assim como os malefícios provocados por ela, os jovens de hoje ainda procuram o cigarro. O início do tabagismo acontece até os 19 anos de idade (90% dos casos) e é mais frequente de 10 a 15 anos de idade", diz a psicóloga Silvia Cury.

Campanha aborda a saúde da mulher

O tema escolhido para a campanha deste ano, "Gênero e tabaco com ênfase no marketing para mulheres", aborta como a indústria de tabaco busca estratégias de marketing para aumentar a comercialização de seus produtos entre o sexo feminino.

Na última pesquisa do Ministério da Saúde realizada em parceria com o IBGE, em 2008, revela que, embora o número de fumantes venha caindo, a redução de prevalência entre as mulheres foi menor do que entre os homens. De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde, em algumas regiões do país, as jovens estão experimentando cigarros com maior frequência do que meninos, e o marketing desses produtos contribui muito para esse dado.

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que o tabagismo seja responsável por 40% dos óbitos nas mulheres com menos de 65 anos e por 10% das mortes por doença coronariana nas mulheres com mais de 65 anos de idade. Uma vez abandonado o cigarro, o risco da doença cardíaca começa a decair após um ano, reduz-se à metade e, após dez anos, atinge o mesmo nível de quem nunca fumou.

Os efeitos do tabagismo possuem algumas peculiaridades no organismo das mulheres. Estudos realizados pela Universidade de Missouri (EUA) comprovaram que a fertilidade é menor em mulheres que fumam. Além disso, o fumo pode antecipar a menopausa e aumentar as chances de osteoporose nas mulheres nessa fase.

A aceleração do metabolismo e o consequente emagrecimento, provocado pelo cigarro, geralmente constitui uma barreira para mulheres deixarem o vício. Porém, esse mito de que fumar emagrece foi derrubado pelos pesquisadores da Universidade de Navarro, na Espanha. Muito pelo contrário, os cientistas analisaram o índice de massa corporal e os níveis de atividades físicas de mais de 7,5 mil pessoas e chegaram a conclusão de que aqueles que fumavam ou que eram ex-fumantes engordaram muito mais num período de quatro anos, em comparação aos não-fumantes.

Além dos riscos aumentados de câncer de pulmão, de boca e de diabetes, o tabagismo pode causar muitos outros problemas menos conhecidos. Cientistas do Brain Research Center, da Índia, descobriram uma ligação direta existente entre tabagismo e danos cerebrais. Um composto do cigarro, chamado NNK, desencadearia uma resposta exagerada do cérebro a partir de células imunes no sistema nervoso central, fazendo com que os glóbulos brancos, que normalmente eliminam células danificadas, passem a atacar células saudáveis, resultando em graves danos neurológicos.

Sem contar que a nicotina faz com que o organismo dos fumantes produza menos colágeno, substância responsável pelas fibras elásticas da pele, fazendo com que a aparência fique mais comprometida, com flacidez e rugas precoces.

O tabagismo não é prejudicial apenas para quem fuma. Dados da Universidade de York, no Reino Unido, mostraram que mulheres que fumam na gravidez têm maior risco de ter um filho hiperativo e com problemas de atenção na escola. Outro estudo, feito pela Universidade de Brock, no Canadá, mostrou que a fumaça do cigarro dos outros está por trás de 40% dos casos de sinusite crônica nos Estados Unidos.

Minha Vida

Escovar os dentes duas vezes ao dia previne infarto

Cuidados com a saúde bucal diminui em 70% os riscos de doenças cardíacas

Um novo estudo da University College, de Londres, concluiu quem não escova os dentes duas vezes por dia, tem mais chances de desenvolver doenças cardíacas. Nos últimos vinte anos tem havido um interesse crescente nas ligações entre problemas cardíacos e doenças gengivais.

Embora tenha sido demonstrado que a inflamação no corpo (incluindo a boca e gengivas) desempenha um importante papel na obstrução de artérias, este é o primeiro estudo a investigar se o número de vezes de escovar os dentes tem qualquer influência sobre o risco de desenvolver doenças.

Os autores analisaram dados de mais de 11 mil adultos na Escócia. A equipe de pesquisa analisou as informações sobre estilo de vida, como o tabagismo, atividade física e as rotinas de saúde oral. Os indivíduos foram questionados sobre a frequência de visita ao dentista (pelo menos uma vez a cada seis meses, a cada 1-2 anos, raramente ou nunca) e quantas vezes escovar os dentes (duas vezes por dia, uma vez por dia ou menos de uma vez por dia).

Foram também coletadas informações sobre o histórico médico e familiar de doença cardíaca, pressão arterial e amostras de sangue de adultos. As amostras permitiram aos pesquisadores determinar os níveis de inflamação que estavam presentes no organismo. Os dados coletados das entrevistas foram ligados a internações e óbitos. Os resultados demonstram que os comportamentos de saúde bucal foram em geral bons, com seis em cada dez (62%) dos participantes dizendo visitar o dentista a cada seis meses e 71% que escovam os dentes duas vezes por dia.

Depois que os dados foram ajustados para fatores de risco, como classe social, obesidade, tabagismo e histórico familiar de doenças cardíacas, os pesquisadores descobriram que os participantes que relataram menor frequência de escovação tiveram um risco 70% maior de doença cardíaca, quando comparados com indivíduos que escovam os dentes duas vezes por dia. "Nossos resultados confirmaram e reforçaram a associação entre higiene bucal e do risco de doença cardiovascular - além disso, marcadores inflamatórios foram significativamente associados com uma medida muito simples de comportamento de saúde bucal", explica o líder do estudo, o professor Richard Watt. Ele acrescenta que "futuros estudos experimentais serão necessários para confirmar se a associação observada entre o comportamento de saúde oral e doenças cardiovasculares é de fato uma causa ou apenas um marcador de risco", explica.

Minha Vida

Álcool com moderação favorece a saúde do coração

Na dose certa, bebidas alcoólicas também reduzem a depressão

Pessoas que bebem álcool em quantidades moderadas ou baixas, em média, são mais saudáveis do que abstêmios, de acordo com um recente estudo europeu do Hospital de la Pitié, na França, que estudaram quase 150 mil pessoas.

Os participantes do estudo foram divididos em quatro grupos, com base na maneira como eles descreveram seus hábitos diários:
- Pessoas que disseram que nunca beberam.
- Pessoas com baixo consumo de álcool (10 gramas ou menos).
- Pessoas com o consumo moderado de álcool (10-30 gramas).
- Pessoas com elevado consumo de álcool (mais de 30 gramas).

Dez gramas equivalem a um copo pequeno de bebida alcoólica. Os pesquisadores constataram que quem bebe quantidades baixas ou moderadas, entre os homens e as mulheres, tinham melhor saúde do que os abstêmios.

De acordo com os pesquisadores, eles também estavam em melhor estado geral de saúde dos que bebiam em excesso.

Os bebedores de intensidade baixa e moderada tinham também melhores índices de qualidade de vida, tais como atividade física e função respiratória. A ingestão moderada de álcool para homens e mulheres esteve fortemente associada com o aumento das concentrações de HDL, o "colesterol bom". Os bebedores moderados do sexo masculino estavam mais propensos a ter menor risco de doença cardiovascular, frequência cardíaca reduzida, menos estresse e depressão, e um menor índice de massa corporal do que os abstêmios.

As mulheres que bebiam pouco apresentaram pressão arterial mais baixa e menor circunferência da cintura e do quadril do que as abstêmias, segundo o estudo. Entre outras conclusões gerais, estão:

- Ingestão de total álcool aumentou com a idade nos homens e nas mulheres.
- O vinho era a bebida alcoólica mais popular, exceto entre pessoas com menos de 30 anos.
- As mulheres que bebiam moderadamente tinham mais propensão a dizer que praticavam atividade física regular.

Minha Vida

Formação de placas de gordura nas pernas aumenta risco de AVC

Efeito rebote logo após consumo da guloseima seria a explicação para o problema

Se você é daquelas pessoas que não vive sem um chocolate, cuidado! Um estudo publicado na revista científica Archives of Internal Medicine contesta outra descoberta da ciência: a de que o doce ajudaria a melhorar o humorhumor de quem está triste ou deprimido.

O estudo avaliou 900 pessoas, homens e mulheres, e o consumo semanal de chocolate e o estado de humor de cada uma. Os cientistas ofereceram duas a três porções de chocolate (Três barras) por dia aos voluntários durante uma semana, sempre depois de colocá-los em situações limite que os deixava estressados e melancólicos como filmes e simulações.

A conclusão foi que as pessoas deprimidas consumiam 55% mais chocolate que as outras. Após o término da avaliação, constatou-se que dos 900 voluntários, 700 apresentaram o "efeito rebote" causado pelo chocolate e 430 deles, mostraram-se bastante melancólicos a cada rodada de consumo.

A pessoa deprimida consome grandes quantidades de chocolate porque ele eleva o nível de serotonina no cérebro, da mesma maneira que alguns antidepressivos e aumenta também a quantidade de açúcar no organismo, o que momentaneamente faz a pessoa se sentir melhor e mais motivada.

O problema é que haveria posteriormente um efeito colateral, fazendo com que as pessoas se sentissem ainda piores do que estavam antes de comer chocolate. O resultado é um consumo ainda maior do doce, o que levaria ao recomeço do ciclo depressivo.

Minha vida

Estudo sugere que chocolate pode piorar quadros de depressão

Efeito rebote logo após consumo da guloseima seria a explicação para o problema

Se você é daquelas pessoas que não vive sem um chocolate, cuidado! Um estudo publicado na revista científica Archives of Internal Medicine contesta outra descoberta da ciência: a de que o doce ajudaria a melhorar o humorhumor de quem está triste ou deprimido.

O estudo avaliou 900 pessoas, homens e mulheres, e o consumo semanal de chocolate e o estado de humor de cada uma. Os cientistas ofereceram duas a três porções de chocolate (Três barras) por dia aos voluntários durante uma semana, sempre depois de colocá-los em situações limite que os deixava estressados e melancólicos como filmes e simulações.

A conclusão foi que as pessoas deprimidas consumiam 55% mais chocolate que as outras. Após o término da avaliação, constatou-se que dos 900 voluntários, 700 apresentaram o "efeito rebote" causado pelo chocolate e 430 deles, mostraram-se bastante melancólicos a cada rodada de consumo.

A pessoa deprimida consome grandes quantidades de chocolate porque ele eleva o nível de serotonina no cérebro, da mesma maneira que alguns antidepressivos e aumenta também a quantidade de açúcar no organismo, o que momentaneamente faz a pessoa se sentir melhor e mais motivada.

O problema é que haveria posteriormente um efeito colateral, fazendo com que as pessoas se sentissem ainda piores do que estavam antes de comer chocolate. O resultado é um consumo ainda maior do doce, o que levaria ao recomeço do ciclo depressivo.

Minha Vida

Peixes promovem uma onda de boa saúde

Eles previnem colesterol alto, diabetes e até depressão

Você já se perguntou quanto peixe entra na sua dieta? Acredita, essa resposta é pra lá de importante, tamanhos os benefícios que os nutrientes encontrados nesses alimentos oferecem ao nosso organismo. O ômega 3, componente mais conhecido, favorece o fortalecimento do sistema imunológico e contribui para a redução dos níveis de colesterol, regulando a fluidez do sangue. Mas além desse benefício, os peixes podem nos fornecer muitas outras propriedades e são sinônimo de uma alimentação saudável.

Para tanto, é necessários consumi-lo em boas porções. O cardiologista Michael Burr constatou, no Centro de Pesquisas Médicas de Cardiff, no País de Gales, que vítimas de ataques cardíacos aumentaram as chances de evitar novos problemas em 29%, passando a comer peixe pelo menos duas vezes por semana. O ideal é o consumo de peixes grelhados ou assados, de preferência acompanhados de molhos leves, arroz, purês e vegetais , aconselha a nutricionista Fabiana Honda, de São Paulo.

Coração tinindo
Para tanto, é necessários consumi-lo em boas porções. O cardiologista Michael Burr constatou, no Centro de Pesquisas Médicas de Cardiff, no País de Gales, que vítimas de ataques cardíacos aumentaram as chances de evitar novos problemas em 29%, passandoa comer peixe pelo menos duas vezes por semana.

O ideal é o consumo de peixes grelhados ou assados, de preferência acompanhados de molhos leves, arroz, purês e vegetais , aconselha a nutricionista Fabiana Honda, de São Paulo.

O milagre é assinado pelo ômega 3, um tipo de ácido graxo que promove uma faxina geral nas artérias. Esse nutriente é encontrado principalmente nos habitantes de água fria, como salmão, atum, sardinha, arenque, anchova, tainha, bacalhau e a truta. O ômega 3 atende dois requisitos fundamentais para o coração bater a todo vapor: aumenta o HDL, o colesterol bom, e reduz o ruim, o LDL.

A lista de seus benefícios não pára por aí. Também é responsável por abaixar o índice de triglicérides e a pressão sangüínea, prevenindo contra a aterosclerose, infarto e derrame.

Blindagem contra depressão e diabetes
Mal de Alzheimer é um dos fantasmas que tremem de medo só de imaginar o seu prato recheado com essa delícia dos mares. Os peixes melhoram os níveis de serotonina e dopamina no cérebro, substâncias associadas à depressão, e diminuem o nível de insulina, impedindo o desenvolvimento do diabetes. Também tem ação antiinflamatória, o que alivia as dores causadas pela artrite. O teor de lipídios do salmão é maior quando comparado aos outros dois peixes. Em contrapartida, sua quantidade de ômega 3 também é: são 4,47 gramas para cada posta de 100 gramas; já o atum apresenta 2,82 gramas para o mesmo pedaço , explica Fernanda Brunacci, da Equilibrium Consultoria em Nutrição e Bem-estar, de São Paulo.

Fora essa gordura do bem que vale ouro, os peixes são ricos em proteínas, essenciais para a manutenção da massa magra do corpo e integridade da pele, das unhas e dos cabelos. O bacalhau, mesmo com todas suas vantagens nutricionais, não deve ser consumido por pessoas hipertensas, já que é conservado no sal , alerta Fernanda Brunacci.

Dê uma olhada do que se compõe uma boa posta de peixe:

1. Cálcio, que confere ossos duros de roer
2. Potássio, nutriente que abaixa a pressão
3. Selênio, substância antioxidante que promove o rejuvenescimento celular e afasta o risco de tumores
4. Ferro, para afastar a fraqueza e anemia
5. Vitamina A, que protege a saúde da visão
6. Niacina, vitamina do complexo B que eleva o colesterol bom (HDL)
7. Iodo, essencial para o funcionamento da tireóide, regulando o metabolismo
8. Cobalto, mineral que auxilia na absorção de vitamina B

Olho vivo na escolha
Incluir um bom pescado na dieta só traz benefícios à sua saúde, mas é importante ficar atento na hora da compra isso, é claro, se você não for daqueles que prefere fisgar o próprio almoço. Vale reparar nos seguintes pontos:

1. Observe se os olhos estão brilhantes, isso é sinal de peixe fresco

Valores nutricionais por 100g de peixe
                 Cálcio   Calorias   ômega3   Ferro   Potássio   Vitamina A   Selênio
                  (mg)      (Kcal)      (g)           (mg)      (mg)        (mg)             (mg)
Bacalhau:     11          81         0,44          0,4        365         0,01              43
Atum:          18         133        2,82          2,0        329         21                 80
Truta:          9,6        136        2,09          0,29      631         64                 90
Salmão:       30         165        4,47          0,59      359         95                 67

Minha Vida

10 maneiras de prevenir e controlar a hipertensão

A pressão alta pode ser evitada com hábitos simples que farão bem a toda sua saúde.

A hipertensão, conhecida como pressão alta, é uma doença crônica que não tem cura, mas pode ser controlada. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, a proporção de brasileiros diagnosticados com hipertensão arterial cresceu de 21,5%, em 2006, para 24,4%, em 2009. Os dados fazem parte de levantamento anual do Ministério da Saúde e foram divulgados recentemente. "Normalmente, um paciente com pressão igual ou superior a 140/90mmHg é diagnosticado como hipertenso. Além disso, o paciente tem de permanecer com a pressão mais alta do que o normal" explica o cardiologista Enéas Rocco. 
A pesquisa do MS feita com 54 mil adultos revela que a prevalência da doença, de 2006 a 2009, aumentou em todas as faixas etárias, principalmente entre os idosos. Atualmente, 63,2% das pessoas com 65 anos ou mais sofrem do problema contra 57,8%, em 2006. O percentual de hipertensos não passa de 14% na população até os 34 anos. Dos 35 aos 44 anos, a proporção sobe para 20,9%. O índice salta para 34,5%, dos 45 aos 54, e para 50,4%, dos 55 aos 64 anos. Esse aumento na ocorrência da doença, de acordo com a idade, é resultado de padrões alimentares e de atividade física ao longo da vida, além de fatores genéticos, estresse e outros determinantes. A proporção de hipertensos é maior entre mulheres (27,2%) que entre homens (21,2%).

A pesquisa também aponta que, quanto menor a escolaridade, mais casos da doença são diagnosticados. Entre os adultos com até oito anos de educação formal, 31,5% declaram que têm hipertensão. O porcentual cai para 16,8% se considerado o grupo de pessoas de nove a 11 anos de instrução. A hipertensão podem desencadear males que envolvem o sistema circulatório, desde um infarto até um derrame cerebral. Entretanto, há hábitos de vida que implicam em pequenas mudanças que estão totalmente ao alcance e podem blindar seu organismo. Confira 10 dicas para afastar essa doença silenciosa. 


Um hábito prático e saudável: para afastar o perigo da hipertensão, aposte nas caminhadas. Uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), da USP, comprovou que a caminhada reduz a pressão arterial na primeira hora e, o que é melhor ainda, essa queda se mantém nas 24 horas subsequentes. Atividades físicas regulares, principalmente as aeróbias, contribuem para a melhora de todo o sistema circulatório e pulmonar. Só tome cuidado com os exageros: antes de começar qualquer treino, procure um especialista e faça uma avaliação geral.

Minha Vida

Especialistas do Hospital do Coração apresentam avanços e novidades na área durante 64º Congresso Brasileiro de Cardiologia

No próximo dia 14 de setembro, durante o 64º Congresso Brasileiro de Cardiologia, renomados especialistas do HCor – Hospital do Coração, em São Paulo, irão participar do Simpósio Satélite com o tema: “Fibrilação Atrial: aspectos diagnósticos e terapêuticos”. Na ocasião, serão discutidos os aspectos mais relevantes e atuais da fibrilação atrial, com ênfase à aplicação prática das mais modernas técnicas de tratamento.

Entre os temas abordados durante o Simpósio Satélite HCor destacam-se a abordagem clínica, tratamento medicamentoso, intervencionista e cirúrgico da fibrilação atrial - que é um tipo de arritmia cardíaca em que a freqüência e o ritmo do coração tornam-se anormais.

A fibrilação atrial é a arritmia cardíaca mais freqüente na atualidade. No Brasil estima-se que cerca de 2 milhões de pessoas sejam portadoras desta arritmia. Na medida em que aumenta a idade média da população este distúrbio torna-se mais prevalente chegando à taxa de 9% aos 80 anos.

Segundo José Carlos Pachón, responsável pelo Serviço de Arritmias do HCor, basicamente a fibrilação atrial se apresenta como paroxística (curtos episódios inesperados), persistente ou permanente. Além de causar sintomas como palpitações, intolerância ao esforço e mesmo insuficiência cardíaca é diretamente responsável por 40% dos fenômenos trombo-embólicos (obstrução de vasos por coágulo de sangue) cujas manifestações mais graves são o “derrame cerebral” e a embolia pulmonar. “Recentemente ocorreram grandes avanços no tratamento definitivo da fibrilação atrial por meio da ablação por cateter. Neste sentido, as novas técnicas de mapeamento espectral desenvolvidas no laboratório de eletrofisiologia do Hospital do Coração e os novos cateteres de ablação com sistemas de irrigação com soro fisiológico têm permitido obter excelentes resultados no tratamento definitivo desta arritmia com alto índice de sucesso e sem complicações”, explica Dr. Pachón.

Além da ablação por radiofrequência os avanços também têm ocorrido na cirurgia da fibrilação atrial, no tratamento clínico, na anticoagulação e na estimulação cardíaca. Todos estes aspectos serão amplamente apresentados e discutidos no Simpósio Satélite do HCor na forma de atualização teórica e discussão de casos clínicos.

Segundo a chefe do Serviço do Centro Cirúrgico HCor, no Brasil, o tratamento cirúrgico da fibrilação atrial é preferencialmente associado ao tratamento de outras doenças cardíacas, principalmente à valvopatia mitral.“A nossa experiência com aplicação clínica de fontes de energia (radiofreqüência, microondas, ultra-som e laser) no Hospital do Coração demonstrou que no seguimento de 6 meses a 3 anos de evolução, 95% dos pacientes que realizaram o procedimento reverteram a fibrilação atrial”, explica Dra. Magaly.

Sobre a fibrilação atrial – a fibrilação atrial causa uma batida do coração rápida e irregular durante a qual as duas câmaras superiores do coração (os átrios), que recebem o sangue do restante do corpo, tremem ou "fibrilam" em vez de bater normalmente. Durante uma batida normal do coração, os impulsos elétricos que fazem os átrios se contrair vêm de uma pequena área do átrio direito chamada nó sinusal. Durante a fibrilação atrial, porém, estes impulsos vêm de toda a superfície dos átrios, gerando 300 a 500 ativações por minuto nas câmaras superiores do coração.

Sobre o Serviço de Arritmias do HCor - a cirurgia representou um grande avanço no tratamento definitivo das arritmias cardíacas. O HCor foi um dos primeiros Hospitais na América do Sul a realizar este tipo de cirurgia graças a um trabalho pioneiro do Prof. Dr. Adib Jatene. Por meio desta técnica, o foco da arritmia cardíaca é retirado cirurgicamente, o que permite a cura definitiva deste grave problema”, explica Dr. Pachón.

Atualmente, a maioria das cirurgias de arritmias foi substituída pela alternativa menos invasiva chamada ablação por radiofreqüência termo-controlada por computador. “Entretanto, quando um paciente portador de arritmia cardíaca necessita de uma cirurgia cardíaca por qualquer outra causa, sua arritmia pode ser corrigida cirurgicamente durante o mesmo procedimento”, finaliza Dr. Pachón.

O HCor sempre foi inovador e pioneiro, buscando oferecer aos seus pacientes os mais avançados recursos, tanto de diagnóstico quanto de tratamento. A Instituição reúne profissionais especializados e equipamentos de ponta para oferecer o acesso ao que há de melhor na cardiologia mundial, tendo se transformado num centro de referência para o diagnóstico, tratamento e prevenção das doenças cardiovasculares.

Programação do Simpósio Satélite HCor no 64º Congresso Brasileiro de Cardiologia:

Tema: Fibrilação Atrial – aspectos diagnósticos e terapêuticos
Moderador: Dr. Marcelo Jatene
Abordagem clínica e tratamento medicamentoso: Dr. Ricardo Pavanello
Tratamento intervencionista: Dr. José Carlos Pachón Mateos
Tratamento Cirúrgico: Dra. Magaly Arrais

Anote na agenda:

64º Congresso Brasileiro de Cardiologia
Dia 14 de setembro
Local: Centro de Convenções da Bahia
Endereço: Av. Simon Bolivar s/n - auditório 6 – Salvador - Bahia

Fonte: HCor

Olhosclínica

Trabalhar mais de dez horas por dia eleva risco de problemas cardíacos

Estudo europeu descobriu que jornadas árduas de trabalho elevam risco em 60%

Ter uma jornada de trabalho de dez horas ou mais por dia eleva em 60% o risco de desenvolver problemas cardíacos, de acordo com estudo publicado pelo European Heart Journal. Foram analisados mais de seis mil trabalhadores londrinos com idades entre 39 e 61 anos (4.262 homens e 1.752 mulheres) e sem doenças cardíacas. Durante 11 anos eles foram acompanhados. Durante esse período, 369 dos voluntários morreram de problemas cardíacos ou tiveram um acidente cardíaco não fatal ou dores no peito.

Quem trabalha mais do que a jornada padrão, de 8 horas, na maioria das legislações trabalhistas geralmente são homens, mais jovens e que ocupam postos de maior responsabilidade. A relação entre as horas adicionais de trabalho e as enfermidades cardiovasculares parece clara, mas a causa nem tanto, segundo os autores. Há a suspeita de que o trabalho adicional afetaria o metabolismo ou dificultaria o diagnóstico de problemas emocionais, como ansiedade, depressão ou de falta de sono.

Outra possibilidade é que o estresse crônico afete negativamente o organismo. O fato de alguns empregados irem trabalhar inclusive doentes, ignorando os sintomas e sem consultar um médico, pode estar entre as causas dos problemas cardíacos.

Qualidade de vida

Outro estudo recente, do Programa de Sono, Saúde e Sociedade da Universidade de Warwick e do Centro de Pesquisa do Sono de Loughborough, na Inglaterra, com 1,5 milhão de pessoas descobriu que dormir menos de seis horas ao dia pode ter graves consequências para a saúde. Quem dorme pouco corre um risco 12% maior de morrer em um prazo de 25 anos do que os que descansam entre seis e oito horas à noite. Outro estudo, norte-americano, concluiu que pessoas que dormem menos de sete horas por dia apresentam três vezes mais chances de ter um resfriado quando expostas ao vírus causador da doença do que aquelas que dormem mais de oito horas.

Minha Vida

Clínica de Olhos Tangará

Computadores detectam problemas oculares relacionados ao diabetes

Mais eficientes, eles conseguem mapear a retina do paciente

Segundo um estudo da Universidade de Iowa, 60% dos pacientes com diabetes não fazem nenhum exame oftalmológico anual para detectar possíveis problemas.

Apesar de estarem mais propensos a cegueira e outras doenças que atingem a visão, quase metade dos cerca de 23 milhões de americanos com diabetes não faz nenhum exame oftalmológico.

O resultado da pesquisa foi obtido após a avaliação de 16.670 pessoas com diabetes através de um programa de computador, conhecido como EyeCheck, que rastreia a retina do paciente diabético, através dos flashs de uma máquina fotográfica digital durante uma sessão de fotografia.

As imagens são então transferidas para os computadores, que detectam automaticamente pequenas hemorragias (sangramento interno) e sinais de fluidos que sinalizam os primeiros danos causados pelo diabetes nas pacientes. A equipe de cientistas afirma que o computador é a tecnologia mais eficiente já implantada no tratamento de visão.

Glaucoma

Segundo a avaliação feita pelo computador, em um grupo de 100 pacientes com diabetes, 10 pessoas teriam provavelmente problemas oculares relacionadas à doença. Destas, apenas uma teria procurado voluntariamente um médico para fazer exames.

Os cientistas explicam que um computador por si só nunca substituirá o trabalho dos médicos, mas pode ser um grande aliado tanto no que diz respeito ao tempo do exame quanto a eficiência e exatidão dos resultados e confirmam os números apontados pelo programa.

Minha Vida

Fisioterapia para a prevenção do infarto

Infarto agudo do miocárdio é o resultado final da interrupção do suprimento de sangue por obstrução (depósito de gordura) na artéria coronária do coração. Como conseqüência, o miocárdio (músculo do coração) entra em sofrimento, levando à morte dessa área cardíaca não-irrigada por sangue e oxigênio. Quanto maior o tempo da interrupção de irrigação sanguínea no miocárdio, maior será a extensão do seu comprometimento cardíaco. A formação desses depósitos de gordura sofre influência de vários fatores, podendo ser hereditário (predisposição genética) ou adquirido por meio de fatores de riscos como fumo, diabetes melito, hipertensão arterial sistêmica (HAS), dislipidemia, sedentarismo e obesidade.O infarto agudo do miocárdio é um evento patológico de elevados índices de morbidade e mortalidade, sendo considerada a principal causa de morte nos países industrializados.


Os sintomas mais comumente relatados são: dor no peito relatada como um peso, com intensidade variável, podendo irradiar para região cervical e/ou braço esquerdo. A dor é prolongada (30 min.) e não passa com repouso. Podem ainda ocorrer náuseas, vômitos, falta de ar, suor, palidez e fraqueza, podendo ser também assintomático (ausência de sintomas), comum em pacientes diabéticos.

Algumas pessoas relatam que sentiram desconforto em braços, pernas, costas e mandíbulas, além de síncopes (desmaios). Mediante esses sintomas, a pessoa deve procurar um pronto-socorro o mais rápido possível, para que sejam feitos exames complementares que identifiquem o grau e a extensão do infarto, tratando-o com mais eficiência e objetivando assim a recuperação e minimização das lesões cardíacas, com redução dos altos riscos de óbito.

A atividade física é um fator importante na prevenção primária e secundária do infarto agudo do miocárdio. Deve-se levar em conta que determinados exercícios físicos relacionados a fatores de riscos (tabagismo, obesidade, sedentarismo) e doenças (diabetes melito, hipertensão arterial, dislipidemias) diminuem a ocorrência do infarto agudo do miocárdio.

É necessário ressaltar a importância dos exames médicos e fisioterapêuticos em pacientes portadores de doenças com maior risco para ocorrência de um infarto do miocárdio e que se predispõem a iniciar o programa preventivo. Esses exames são de fundamental importância, pois o principal objetivo do programa preventivo é a atividade física regular que estará associada a dietas específicas. Os benefícios alcançados por meio do programa preventivo incluem a diminuição e controle da gordura no sangue, triglicérides (VLDL), LDL (colesterol ruim), obesidade; taxa de glicose sanguínea, hipertensão arterial e aumento do HDL (colesterol bom).

O programa aplicado pela fisioterapeuta (desenvolvido pelo American College of Sports Medicine), tem seu inicio a partir de condutas, como: mudança dos hábitos alimentares, abolição do tabagismo e estímulo de exercícios aeróbicos de moderada intensidade, por 30 minutos, todos os dias da semana. No caso da adoção deste Programa, a supervisão deverá ser diretamente realizada pelo fisioterapeuta para o controle dos sinais e sintomas e monitorização cardíaca e respiratória, seguido de acompanhamento médico periódico durante todas as fases do Programa.

Ainda sugiro que o indivíduo, na impossibilidade de freqüentar o programa específico de prevenção do infarto agudo do miocárdio, mas liberado para atividades físicas poderá praticar as seguintes atividades diariamente: caminhar durante 30 minutos, três vezes por semana, em superfície plana; pedalar em bicicleta fixa, sem resistência, por 30 minutos três vezes por semana; andar em esteiras na velocidade suave, sem inclinação, por 30 minutos três vezes por semana.

As atividades domésticas também entram na forma de exercício aeróbico como fortes aliadas na prevenção do infarto agudo do miocárdio, desde que não sejam empregadas com força física exagerada e não apresentem nenhuma contra-indicação médica e ou fisioterapêutica para o indivíduo. Alguns exemplos que poderão ser seguidos: lavar quintal, limpar as janelas, juntar folhas do jardim, varrer ou utilizar o aspirador de pó, lavar louça com troca do apoio entre o pé direito e esquerdo (use uma lista telefônica como apoio); passar roupas (seguindo as mesmas recomendações feitas para lavar a louça) e estender roupas no varal com elevação dos braços.

Outro bom início para a prevenção do infarto agudo do miocárdio, além das descritas acima, é deixar seu carro na garagem e caminhar, sempre que possível. Todas essas dicas são recomendadas, mas não se pode esquecer de associar hábitos alimentares saudáveis.

Minha Vida

Tique nervoso tem cura, sim

Além de incomodar, cacoetes podem gerar traumas psicológicos

Isso me dá tique-tique nervoso, tique-tique nervoso...", já dizia a canção. E não tem como lembrar dela sem pensar em uma careta ou numa outra mania persistente sua ou de alguém conhecido. O tique nervoso ou cacoete são nomes populares usados para denominar um quadro clínico que se caracteriza por gestos ou comportamentos estereotipados, repetitivos e sequenciais, que são realizados de maneira involuntária, muitas vezes imperceptível e que só dão descanso na hora de dormir.

De origem sonora (como pigarrear, tossir, grunhir, estalar a língua ou falar coisas comuns, mas fora do contexto) ou motora (como repuxar a cabeça, entortar o pescoço, piscar, fazer caretas, pular, ou, em instâncias mais graves, se machucar ou se morder), os tiques chamam atenção, mas podem virar um incômodo para quem precisa conviver com eles.

Quando se manifestam simultaneamente, os tiques são sintomas do que os especialistas chamam de Síndrome de Tourette. Caso se expressem de forma isolada, são clinicamente conhecidos como Transtornos de Tiques Crônicos. Embora pareçam semelhantes nos sintomas, as motivações são distintas e isso faz diferença na hora de tratar os tiques , avalia a psicóloga Ana Gabriela Hounie, do departamento de psiquiatria da USP.

A Síndrome de Tourette, que integra tiques motores e sonoros, se manifesta desde a infância e, em até 30% dos casos, está associada ao Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC).

Mais comuns, os Transtornos Crônicos, em geral, desaparecem na fase adulta. Os tiques estão associados a um estado transitório e, quando tratados adequadamente, desaparecem com a maturidade, porém, quando agravados ou característicos da Síndrome de Tourette, podem estar relacionados ao desenvolvimento ou a piora de outras doenças como TOC e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TADH) e ainda gerar graves sequelas psicológicas e emocionais, como a depressão.

Sem piadinhas

O perigo está na criação dos esteriótipos, principalmente, na infância, fase em que os traumas são mais graves e tendem a perdurar por toda a vida. Os gestos podem incomodar muito quem os possui, pois diminuem sua autoestima e geram ansiedade no paciente que, ao se sentir ridicularizado pelas brincadeiras dos colegas, tenta controlá-los a todo custo. Em casos extremos, os tiques são tão marcantes que chegam a afastar a pessoa de seu convívio social. Nas crianças, pode acarretar uma queda no rendimento escolar ou até a saída da escola.

Para quem convive com uma pessoa que tem cacoetes, o desafio é prestar atenção no que ela fala, pois os gestos e sons desordenados desconcentram qualquer um. "Muitas vezes, a dicção da pessoa fica afetada e fica difícil compreender o que ela diz. Daí a dificuldade em arrumar um emprego ou estabelecer um relacionamento amoroso, por exemplo", explica a psicóloga Cristina Godoy

Como se tratam de alterações neurofisiológicas, não se sabe ao certo como elas são transmitidas geneticamente, mas o que se sabe é que outros familiares também podem apresentar as mesmas manifestações. "É importante observar o comportamento dos demais membros da família, pois isso pode ajudar durante o tratamento", diz Cristina.

Fatores psicológicos e ambientais também podem estar ligados aos tiques. Assim, traumas, situações limites - como a espera de uma resposta importante - e o uso de drogas, anabolizantes ou quaisquer substâncias que alterem o metabolismo de forma drástica podem desencadeá-los ou despertá-los.

Confira as dicas dos especialistas para ajudar você a amenizar os tiques:

Identifique a causa
uma dica importante é observar se os motivos são ou não emocionais e o que os causam. Dessa forma, ações simples - como dar mais tempo para um aluno que começa a manifestar cacoetes em função da pressão do pouco tempo para realizar uma prova ou se dedicar a um filho que está enciumado com o nascimento do irmãozinho - podem evitar o agravamento da doença.

Foco em você
tente perceber se você executa gestos ou emite sons desordenados repetidas vezes ao longo do dia.

Exercício de autocontrole
sempre que se perceber fazendo o cacoete, pare imediatamente, assim, você terá ciência do que faz. "O problema do cacoete é que ele geralmente é involuntário, por isso as pessoas demoram muito a procurar ajuda", diz Ana Gabriel Hounie. "Nem sempre o paciente consegue ter o autocontrole, por isso a ajuda médica é essencial."

No consultório médico
na maioria dos casos, o tratamento consiste no uso de medicamentos e na terapia cognitivo comportamental que ajuda a relaxar e até a tentar trocar um tique por outro mais aceitável socialmente. "Porém, quanto mais cedo cuidar da doença é melhor para o bem-estar do indivíduo, principalmente, para evitar o estigma", avalia Hounie.

Minha Vida

60% dos paulistas têm risco cardiovascular alto ou moderado

Pesquisa mostra que pessoas estão expostos a alguns dos fatores de risco mais perigosos

Aproximadamente 34% dos paulistas apresentam alto risco de desenvolver doenças cardiovasculares nos próximos 10 anos e quase 27% têm risco moderados. Os dados são do I Mutirão de Avaliação de Risco Cardiovascular de São Paulo, realizado pela Secretaria de Estado de Saúde e pela Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo. Em junho e julho de 2009, o mutirão avaliou cerca de 100 mil pessoas que passaram pelos hospitais e posto de saúde de São Paulo e Campinas e mostrou que apenas 39,5% da população apresenta risco baixo de ter problemas cardíacos.

Os resultados indicaram que a situação entre os homens é a mais preocupante, já que 42,84% têm alto risco, 23,92% apresentam risco moderado, e 33,24%, baixo risco. Entre as mulheres, 29,11% apresentam alto risco, 28,23% têm risco moderado, e 42,66%, baixo risco.

Segundo pesquisadores, essas estatísticas elevadas colocam o Brasil como um dos países com maiores incidências de doenças cardiovasculares e, por isso, é preciso que haja uma conscientização da população para reverter a situação. Mudar hábitos de vida e realizar exames com regularidade já é um grande passo.

A pesquisa ajudou a concluir que os paulistas apresentam alguns dos fatores de risco mais perigosos para doenças cardiovasculares, tais quais: sobrepeso (40% dos analisados), obesidade (32%), tabagismo (15%), sedentarismo (70%), hipertensão e estresse. Cerca de 75% das pessoas analisadas apresentavam dois ou mais fatores de risco, sendo que 14% foram consideradas com risco alto de sofrer infarto ou óbito nos próximos dez anos.

Sinais de alerta

A gordura acima do normal preocupa os cientistas, uma vez que ela se acumula entre os órgãos prejudicando o funcionamento. Entre as mulheres, mais de 88% estão com a circunferência abdominal acima dos 80 cm; já entre os homens, 73% estão acima dos 90 cm. O Mutirão constatou que apenas 30% praticam atividades físicas com regularidade, 55% comem frutas e 62% comem verduras diariamente.

Além disso, outro fator de risco preocupante foi a hipertensão, uma vez que mais da metade dos avaliados disseram ter pressão alta e, destas, 90% revelaram tomar medicação para controlar a hipertensão.

Entre as 100 mil pessoas avaliadas quase 47% afirmaram que tiveram algum fator estressante no último ano, incluindo morte de familiares, perda de emprego, separação conjugal ou ruína financeira. O estresse intenso ou exagerado ocorreu em 23% dentro da própria casa; 15% dentro do trabalho; 10% dentro da sociedade e 25% de causa financeira. Entre os fatores mais estressantes fora de casa, foram citados a relação com o chefe no trabalho e o trânsito.

Minha Vida

2ª edição guia de saúde pdf

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Os 9 segredos indispensáveis para controlar a oleosidade da pele

Cuidados com a maquiagem; os sabonetes e o corte de cabelo para acabar com o problema

Com o tempo começando a esquentar, o pesadelo de quem tem a pele oleosa volta a ganhar contorno. Lavar o rosto várias vezes durante o dia, passar lencinhos umedecidos e produtos adstringentes são algumas das medidas preventivas mais comuns.

Mas qual delas realmente funciona? É preciso prestar atenção no tipo de sabonete que você usa, na composição da maquiagem e até no seu corte de cabelo , afirma o dermatologista Ademir Junior, da Sociedade Brasileira de Medicina Estética.

Numa entrevista bastante didática, ele explica tudo o que você precisa fazer para proteger a pele contra o excesso de oleosidade e, conseqüentemente, ficar longe de cravos e espepinhas, além de evitar aquele aspecto brilhante que derrete qualquer maquiagem.

1. Na hora do banho
O primeiro cuidado é regular a temperatura da água. Muito quente, ela remove a oleosidade natural da sua pele, incentivando o organismo a produzir mais sebo. Resultado: oleosidade de sobra. Prefira água morna ou fresca. A escolha do sabonete também é importante: use produtos específicos para o rosto, que também não agridem a pele dsta região. Alguas marcas, inclusive, dispõem de opções específicas para cada tipo de pele.

2. Maquiagem
O uso do pó é comum entre as mulheres que têm vergonha do brilho excessivo, produzido pelas peles oleosas. Desde que você tenha o hábito de limpar corretamente a pele, com uma espuma de limpeza e uma loção adastringente, poe usar maquiagem sem medo. Se possível, busque produtos que são desenvolvidos para pele oleosa, ou seja, que não incentivama produção de sebo. Também peça por opções com o chamado efeito mate , que dão aspecto mais seco.

3. Lencinhos umedecidos
Eles até aliviam aquela sensação pegajosa, mas ão resolvem a olesidade. A ação é restrita ao alívio do desconforto. Pode haver, inclusive, um aumento da oleosidade, caso seu lencinho contenha produtos que desgastem a pele. Prefira andar com um pouco de loção adstringente e lenços de papel ou plaquinhas de algodão, eles são úteis quando não é possível lavar o rosto.

4. Franja no rosto
A oleosidade dos cabelos e do couro cabedulo acaba prendendo-se à testa e ao rosto. Além disso, o cabelo abafa a pele, que acaba com dificuldade de respirar. Evite cortes que deixam o cabelo em contato com o rosto ou, se for o caso, mantenha os fios presos na maior parte do tempo.

5. Efeitos da poluição
Os agentes poluentes facilitam a inflamção da pele, gerando problemas como a acne. Vale lembrar que o proprio óleo em excesso já apresenta esta propriedade, assim como a poluição, individualmente. Somando os dois, portanto, teremos maior inflamação cutânea.

6. Proteção contra o sol
Você nunca deve dispensá-la, mas precisa usar protetores específicos para o rosto com pele oleosa, com FPS 30 no mínimo. Em geral, esses produtos vêm em forma de gel, gel-creme ou fluido (escolha aquele cuja consistência agrada mais). As fórmual são pensadas não só para formar uma barreira contra os raios ultraviletas, mas também para tratar a oleosidade da pele, evitando que o problema aumente. O sol, aparentemente, pode até melhorar a oleosidade da pele, mas não tem nenhum efeito redutor como muitos pensam.

7. O mito do chocolate
A Ciência ainda não dispõe de um veredicto a esse respeito. Enquanto muitos estudos dizem que o consumo de chocolate não tem nanda a ver com o aumento da oleosidade, outros apontam a quantidade de gordura presente na composição como um fator desencadeante para o problema. Na prática, o dr. Ademir recomenda que você preste atenção no próprio metabolismo e observe se o consumo causa alguma mudança na sua pele.

8. Ar condicionado
Quando o tempo esquenta, fica difícil escapar dele. O problema é que o ar condicionado, por ressecar o ambiente, ajuda na desidratação da pele. Com isso, há o aumento na produção de óleo, como uma reação natural do seu organismo para tentar reduzir a perda desta água. Hidrate-se bastante, com água e sucos naturais, que o efeito do aparelho tende a ser menos nocivo sobre sua aparência.

9.Antes de dormir
Deixar a pele respirar ou usar produtos específicos? Depois de remover a maquiagem e fazer a limpeza da pele com espuma facial e loção adstringente, o dermatologista recomenda que você aplique uma loção ou um gel que reduza a oleosidade da sua pele. Pela manhã, não se esqueça de retirar o produto, lavando bem o rosto. Durante o dia, a melhor saída é usar um filtro solar próprio para peles oleosas.

Minha Vida

O Uso da Corrente Galvânica Filtrada em Estrias Atróficas


As estrias são atrofias lineares, algo sinuosas, dispõem-se paralelamente umas às outras e perpendiculares às linhas de fendas da pele. Encontram-se situadas na derme, que é a camada intermediária do tecido cutâneo, onde estão os fibroblastos (células produtoras de colágeno e elastina), que permitem tonicidade e elasticidade à pele. Essa atrofia é seguida de pregueamento, diminuição da elasticidade e rarefação dos pêlos. Geralmente, o seu surgimento apresenta sintomas iniciais que podem ser observados, como prurido local (coceira) e pele levemente rosada. "As estrias, além de serem desagradáveis aos olhos no ponto de vista estético, acarretam alterações comportamentais e emocionais." (Guirro, 2002)

Doença de Cushing

É um tipo de hipersecreção pelo córtex da glândula supra-renal e causa um complexo de efeitos hormonais, que resulta, geralmente, de hiperplasia dos córtices das supra-renais e secreção aumentada de ACTH (hormônio). A maioria das anormalidades da Doença de Cushing é atribuída a quantidades anormais de cortisol e androgênicos. A característica especial desta doença é o depósito de gordura em excesso nas
regiões torácica e abdominal superior, abdome em avental, face edemaciada, alguns casos de acne e hirsutismo (crescimento de pêlos faciais). Há, ainda, acúmulo de gordura na altura da sétima vértebra cervical (pescoço de búfalo), além de braços e pernas finos. E também pele fina, estrias deprimidas vermelhas e purpúreas no abdome, nas nádegas, na parte superior das coxas, nas mamas e ao longo dos braços, além de dificuldade de cicatrização e facilidade à infecção e hipertensão. A eficácia do tratamento é grande, mas depende de alguns aspectos como cor da pele, idade, tamanho e localização das estrias, tempo de aparecimento da lesão, capacidade reacional do paciente, bem como a escolha da técnica adequada.

Corrente contínua filtrada

E um método invasivo, porém superficial, onde o processo de regeneração da estria está baseado na compilação dos efeitos intrínsecos da corrente contínua. O estimulo físico da agulha, associado ao estímulo da corrente, desencadeia, como resposta, uma inflamação aguda localizada e um complexo processo de
reparação tecidual. Antes de iniciar o estímulo a área deve ser esterilizada, assim como a agulha, caneta e fio condutor, usando-se, por exemplo, álcool 70% e sabonetes degermantes. A agulha deve ser introduzida de maneira subepidérmica, paralela à pele, em toda a extensão da estria, a uma distância de aproximadamente de meio centímetro.
No início do tratamento, o paciente não sente dor mas, com o passar de algumas sessões, passa a ser suportável, até ser intensa. Neste momento, é importante realizar uma reavaliação, onde se indica dar uma pausa maior entre as sessões. Também pode haver rompimento de pequenos vasos, dada a neovascularização, com formação de petéquias que serão absorvidas naturalmente pelo organismo em torno de três a cinco dias.

Texto compartilhado com a Dra. Gleyciane R. L. Rangel
Fisioterapeuta
Crefito: 9 2542 LTT-F

Mulheres diabéticas têm mais risco de desenvolver câncer

Sistema imunológico em baixa e alterações hormonais são algumas das causas do problema

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Tel Aviv, em Israel comprovou que mulheres com diabetes tipo 2 apresentam até 25% mais risco de desenvolver câncer em comparação com as não-portadoras, no entanto, homens nas mesmas condições parecem não ter chance maior.


A equipe de cientistas acompanhou 27 mil pessoas, de ambos os sexos, dentre elas, 17 mil pacientes com diabetes e 10 mil pacientes sem nenhum problema de saúde.

Segundo os pesquisadores, após análises clínicas das células dos pacientes e da comparação de hemogramas, constatou-se que as mulheres diabéticas tinham até 25% mais risco de ter câncer de cólon e de órgãos genitais do que os demais pacientes, já os homens, apenas 5% deles manifestaram propensão à doença.

Os pesquisadores explicam que isso acontece porque as mulheres ficam com o sistema imunológico mais debilitado que os homens quando apresentam diabetes. Além disso, as transformações hormonais e o estado emocional das pacientes favorecem a reprodução de células cancerígenas nas regiões genitais.

Diabetes tipo 2

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), a incidência de diabetes tipo 2 é maior após os 40 anos. A doença possui um fator hereditário mais elevado do que no tipo 1. Além disso, há uma grande relação com a obesidade e o sedentarismo.

Estima-se que 60% a 90% dos portadores sejam obesos. É cerca de oito a dez vezes mais comum que o tipo 1 e pode responder a tratamento baseado em dieta e atividade física. Em alguns casos, pede medicamentos orais e, por fim, a combinação deles com a insulina.

A SBD aponta que os principais sintomas são infecções frequentes, alteração visual (visão embaçada), dificuldade na cicatrização de feridas, formigamento nos pés e furunculose (aparecimento recorrente de furúnculos).

Minha Vida

Escolha tecidos inteligentes e aumente seu rendimento nos esportes

Saiba o que há de novo no mercado em relação à tecnologia dos tecidos

A busca por um estilo de vida mais saudável já faz parte da rotina de muita gente (não à toa, mesmo no inverno, as academias e os parques permanecem lotados de quem não abre mão da prática diária de exercícios). Se, há algum tempo, a idéia de enfrentar o frio parecia terrível, hoje ela não assusta mais. E a indústria do vestuário responde por parte da transformação nos hábitos.

Na corrida, os atletas dispõem de peças que mantêm a compressão ideal das pernas, evitando a fadiga muscular. A natação conta com tecidos de alta resistência e durabilidade em reação a produtos químicos, enquanto o ciclismo sai ganhando com trajes que permitem mais liberdade de movimentos.

Em parceria com a Speedo e a Down Brasil, a tecelagem Santaconstancia criou o Acquos, tecido construído com a fibra Dow XLA ou poliolefina modificada destinado à prática de esportes aquáticos. O material não reage física e quimicamente com o cloro, bronzeadores, protetores solares e outros produtos químicos, suportando o ritmo contínuo dos treinos e inúmeras lavagens sem que a danificar a peça. Além disso, ele é mais leve que os tecidos tradicionais e tem rápida secagem, o que favorece o conforto térmico do atleta.

A elasticidade também se destaca, proporcionando o chamado efeito WetFit, ou seja, o ajuste da peça ao corpo, moldando-o sem comprimir excessivamente, principalmente quando molhado.

Já a Speedo desenvolveu uma linha de produtos chamada XDSKIN, produzida em modelagem anatômica, costuras flatseam (que minimizam a ocorrência de rasgos) e voltada aos praticantes de triatlhon. Há também novos tecidos cujos moldes são cortados a laser e as partes fusionadas em equipamentos especiais que realizam a selagem através da aplicação simultânea de pressão e calor. O efeito de compressão, associado ao processo de selagem , é uma combinação perfeita para aqueles que buscam desempenho e conforto. O tecido é ideal para esportes de alta performance, sendo muito utilizado na confecção de maiôs, macaquinhos, sungas, bermudas, leggings e tops.

- Pergunte se o tecido é antibacteriano e antifúngico, pois estes microorganismo diminuem a proliferação de microorganismos que gostam de ambientes quentes e úmidos, causando mau cheiro após a prática do exercício

- Usar uma meia simples de algodão é considerado um dos erros mais comuns entre os esportistas, já que o tecido retém a umidade e aumenta a probabilidade de infecções. É recomendado o uso de meias feitas de combinações de materiais que são geralmente mais finos que algodão e podem ser mais confortáveis para quem tem pés mais sensíveis. Experimente as de compressão (úteis para problemas de inchaço), de amortecimento (com gel na sola) e meias médicas especiais (que liberam desinfetantes anti-fungos e anti-bactérias).

Teste da Camiseta Inteligente

O CEMAFE (Centro de Medicina da Atividade Física do Esporte), em parceria com tecelagem Santaconstancia, realizou recentemente o iShirt Test, também conhecido como Teste da Camiseta Inteligente. O objetivo do trabalho foi avaliar o tecido mais adequado para a prática de atividades de alta performance.

O teste evidenciou a diferença de temperatura do corpo, durante e após a corrida, resultado os atributos do tecido na troca térmica como: efeito colante, absorção do suor e a velocidade de secagem das camisetas.

O algodão, por exemplo, apesar do toque agradável, tem fibras que encharcaram facilmente e demoraram a secar, prejudicando o desempenho do atleta, por causa de possíveis calafrios. Assim, o corpo precisa gerar mais energia para aquecer o organismo e manter o equilíbrio térmico (por volta dos 32o C). Já o polièster apresentou baixa absorção de umidade, deixando a camiseta e o microclima quentes e desconfortáveis, o que também altera o comportamento fisiológico do corpo, diminuindo a performance.

Minha Vida

Efeito platô afeta os resultados da dieta e do seu treino

É comum o corpo parar de ganhar músculos e de queimar gordura

Você perdeu peso com a dieta, mas de uma hora para outra os números mostrados na balança não abaixam mais. Esse quadro tem até nome: efeito platô, encarado como processo natural enfrentado por quem que está emagrecendo, seja com uma dieta, seja com exercícios físicos. A resposta para a estagnação de peso está na transformação dos hormônios que ocorre no organismo. "O corpo reage achando que o emagrecimento pode ser um sinal de perigo e bloqueia temporariamente a perda de peso, aumentando a liberação de hormônios que atuam na desaceleração do metabolismo", explica endocrinologista José Castro Soares, da Unifesp.

Quanto mais rápido está acontecendo o emagrecimento, mais cedo o efeito platô chegará. Um bom conselho é restringir as calorias por alguns dias, sempre com a supervisão de um médico ou nutricionista, pois cada dieta exige um consumo de calorias específico. "Dois dias de diminuição calórica costumam reverter esse efeito, que pode ser exterminado de cinco a seis dias", aconselha o médico.

"Quanto mais rápido é emagrecimento, mais cedo o efeito platô chegará."Outra dica é em hipótese alguma dar espaço para o sedentarismo, pois a prática esportiva pode acelerar o metabolismo novamente. Tão importante quanto cuidar do físico é prestar atenção no lado emocional. O estresse e a ansiedade, comum em relação ao emagrecimento, pode aumentar os níveis de cortisol e adrenalina no organismo, dois hormônios que aumentam a retenção de líquidos e a sensação de fome.

Além disso, quem controla o peso com muita ansiedade, checando-o a todo o momento, tende a ficar mais apreensivo. "Em vez de se pesar todos os dias, observe mais sua perda de medidas, pois, às vezes, o peso aumenta por conta do ganho de massa magra", explica o endocrinologista José Castro Soares

Nocaute ao efeito platô

De acordo com a personal trainer Fernanda Cristina de Andrade, quem leva uma vida sedentária e começa a fazer exercícios de repente vai, sem dúvidas, sentir a estagnação dos resultados, seja no ganho de massa muscular, no emagrecimento ou na perda de gordura localizada.

Para quem faz musculação, uma boa dica quando os resultados se estabilizarem é aumentar a série de exercícios, lembrando-se sempre de prestar atenção às dicas do instrutor da academia ou personal, pois para cada pessoa, a carga e repetição são diferentes. "Não existem milagres. Para quem saiu do sedentarismo, o corpo não apresenta mudanças antes de três meses ou aproximadamente 20 sessões de treinamento. A partir daí, o corpo começa a pedir o exercício, mas os resultados costumam dar uma 'emperrada' no sexto mês", explica a personal.

Para quem pratica outras modalidades, vale aumentar a frequência da ida à academia. "Há muitos anos, a Organização Mundial da Saúde recomendava exercícios três vezes por semana e 30 minutos por dia. Porém, hoje sabemos que o recomendável para os não-atletas profissionais é até seis vezes na semana", afirma Fernanda. Tão importante quanto a frequência é não sobrecarregar um grupo muscular, alternando os músculos trabalhados entre os dias da semana.

Minha Vida

Fisioterapeuta de Tangará da Serra-MT participa de cursos no Rio de Janeiro e São Paulo

A fisioterapeuta Gleycione R. L. Rangel-Crefito 9 2542 LTT-F, participou do Curso DERMATO FUNCIONAL CORPORAL COM ÊNFASE EM DESTOXI-REDUÇÃO, ELETROLIPOFORESE, ESTRIAS E PEELING no Centro Científico e Cultural Brasileiro de Fisioterapia na CBF-RJ de 26 a 28 de Março de 2010 no Rio de Janeiro e no período de 17 a 23 de Abril de 2010 participou pela CAMPCURSOS do Curso Aprimoramento em Dermato Funcional.realizado em Campinas-SP, ambos  ministrados pelo Prof. Carlos Ruiz.
A partir de Junho de 2010 a fisioterapeuta Gleycione R. L. Rangel estará atendendo na FISIOCLIN-Clínica de Fisioterapia, situada na Rua Arlindo Lopes da Silva (03), nº 278-W - Centro - Fone: (65) 3326-5435.
Maiores informações serão fornecidas pelo fone: (65) 8434-7031

Assessoria

Marido de aluguel dá fim aos problemas domésticos

Homens e mulheres, solteiros ou não, se beneficiam do serviço que virou febre

O encanamento que estourou, o chuveiro que queimou, paredes que precisam de retoques e o cachorro que precisa sair de casa para o passeio diário. Para resolver todas essas tarefas e outra lista de atividades há sempre um marido de aluguel. Isso mesmo, o serviço delivery funciona como um disque-pizza, disque-água ou disque-táxi, mas com o nome de disque-marido.

E não é uma exclusividade das mulheres, os homens também podem ter a vida facilitada com o atendimento do profissional. O serviço tira das costas do marido a obrigação do macho provedor que também precisa dar conta dos afazeres domésticos, e livra os solteiros, homens e mulheres, da desvantagem de contar com um parceiro cheio de atributos domésticos.

"Não ter um marido é opção, mas ter que consertar portas e encanamentos é mais complicado. Ligo no disque-marido e digo adeus aos transtornos", diz a atriz Ana Paula Santos, 35 anos. Eficiente e rápido, o aluguel de maridos socorre homens e mulheres, casados ou solteiros, das situações mais adversas e tem ganhado cada vez mais adeptos, mas também não fica livre de preconceitos. "O problema é que homens e mulheres esperam do outro a imagem de ideal da sociedade machista. Quando há uma mudança de funções para a qual os homens não foram preparados, é natural o estranhamento", explica a psicóloga Patrícia Bader.

"Muitos maridos preferem que a esposa contrate alguém, para poupá-lo das obrigações domésticas do dia a dia".Marido oficial x Marido de aluguel

Para alguns homens, perder o posto do macho provedor, que faz de tudo um pouco, para um estranho pode ser frustrante. "Ele pode até não ajudar nas tarefas domésticas, mas na hora em que dá de cara com um marido de aluguel, se sente trocado, substituído. Mesmo que seja para não fazer nada, ele enxerga que o papel de homem da casa é dele e só ele pode ocupar aquele espaço. Chega a ser inconsciente", explica ela.

Por outro lado, conta a psicóloga, muitos maridos preferem que a esposa contrate alguém, para poupá-lo das obrigações domésticas do dia a dia. "Nestes casos, o marido não tem a necessidade de reafirmar o papel do provedor e tem segurança de sua importância na vida da esposa. É uma questão cultural e de personalidade", continua a psicóloga. "Meu marido não se importa, acho até que se sente aliviado por se ver livre de aparar a grama do quintal", conta a dona de casa Maria Júlia, 43 anos, casada há 8 anos com José Luiz.

Solteiros e solteiras em apuros

Mas são os solteiros e solteiras, que moram sozinhos e vivem às voltas com pequenas responsabilidades domésticas, os campeões de ligações no disque-marido. "Independente do sexo, os solteiros procuram muito nossos serviços. Eles ligam desesperados querendo um super-homem para livrá-los do sufoco e geralmente precisam de coisas simples que seriam resolvidas com um pouquinho de tempo e jeito", explica Alexandre Ortega, diretor técnico da empresa Pra que marido. "É uma maneira de manter a casa em ordem sem ter que recorrer aos familiares ou amigos", explica Patrícia.

Eles

"Na maioria dos casos, os homens que nos procuram são casados e trabalham fora o dia inteiro", explica Alexandre. "Como não têm tempo, nos contratam para executar tarefas domésticas masculinas das quais as empregadas não dão conta", continua. "Como elas não podem ou não sabem fazer o serviço mais braçal, entramos em ação", diz Alexandre.

Elas

De acordo com Alexandre Ortega, as mulheres são maioria absoluta entre os clientes do serviço. "Elas acabaram vendo no serviço uma forma de independência.

Quando precisam de ajuda, não precisam pedir a ninguém, basta ligar e contratar o marido de aluguel", continua Alexandre.

Para a psicóloga Patrícia Bader, mais que um apoio doméstico braçal, o marido de aluguel, é um sinal de que os tempos mudaram e de que as mulheres não precisam mais ficar na barra da saia dos homens da sua vida. "Agora, elas são independentes até para resolver as tarefas do universo doméstico consideradas masculinas.

"É importante para a ala feminina ter a liberdade de contar com a presença masculina por vontade, e não por necessidade".É importante para a ala feminina ter a liberdade de contar com a presença masculina por vontade, e não por necessidade", explica a psicóloga. "O homem ideal que povoa o imaginário feminino é o oposto do marido de aluguel. As mulheres sonham, culturalmente falando, com homens que tragam flores e não com parafusos, mas no fundo no fundo, elas querem proteção, independente do perfil".

Os maridos podem ficar tranquilos. De acordo com Patrícia Bader, o fato da esposa contratar um marido de aluguel não significa, necessariamente, que ela ache o marido acomodado ou descartável. "Muitas vezes, a atitude que incomoda tanto os maridos foi tomada na tentativa de colaborar com a rotina deles para não sobrecarregá-los", diz.

Minha Vida